°• Setenta •°

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Harry narrando

Eu estou de castigo. Sim, em pleno meus dezoito anos eu estou de castigo. Eu contei a minha mãe o que estava acontecendo, ela gritou e depois me pôs de castigo, me deixando um mês sem celular e sem sair para festas ou algo do tipo. Da escola para casa, de casa para a escola. Quando Zayn chegou em casa que veio no meu quarto, eu o contei e ele riu de mim.

Escuto um barulho vindo da varanda do meu quarto e eu vou até a mesma, abrindo os vidros e vendo Louis trepado no concreto. Eu tento segurar o riso e ele finalmente consegue subir, se virando para mim e sorrindo.

– Por que não entrou pela porta? – perguntei.

– Zayn me disse que está de castigo. –  Louis me dá um selinho. – Você ainda é uma criança, Hazzy.

– Quer que eu te mostre a criança? – digo em um tom malicioso.

– Não, eu vim conversar algo sério.

Nós entramos no meu quarto e nos deitamos na minha cama, Louis colocando a cabeça sobre meu peito.

– Meus pais vão adiantar meu presente de aniversário. – Ele começou a dizer.

– E o que seria?

– Um carro.

– Legal.

– Mas eu preferi dinheiro.

– Você não vai fazer o que eu estou pensando. – Falo já imaginando o que se passa na cabeça dele.

Louis tira a cabeça do meu peito e me olha.

– Harry, eu preciso te ajudar. – Ele diz me olhando nos olhos.

– Lou, isso é problema meu, eu já disse.

– Mas eu quero te ajudar. – Louis insiste e eu nego com a cabeça. – Por favor. – Ele beija meu pescoço.

– Amor, eu sei que você quer muito me ajudar, mas você tem que entender que isso só aconteceu por causa de mim.

– Mas você foi para me defender.

– Em partes. – Digo e ele arqueia uma sobrancelha. – Já havia um tempo que eu vinha querendo dá uma surra no Tristan.

– Você não presta. – Louis se senta na cama. – Mas eu vou te ajudar, você querendo ou não.

– Mas não com seu presente de aniversário.

Louis revira os olhos.

– Tudo bem. – Ele fala e eu sorrio. – Idiota.

– Não vai me perguntar como foi no trabalho hoje? – Eu coloco minha cabeça sobre suas pernas e Louis começa a acariciar meus cabelos. 

– Como foi?

– Cansativo.

– Quanto tempo vai ficar de castigo?

– Um mês.

– Tenho que agradecer a tia Anne. – Louis disse sorrindo.

– Por que?

– Assim você não vai para nenhuma festa. 

– Você não presta. – Digo rindo.

– Não mesmo.

A porta do meu quarto é aberta, revelando minha mãe.

– Pensei que você estava falando sozinho. – Ela diz.

– E eu sou doido agora? – Indago e ela dá de ombros. 

– Oi, Louis, como você está, querido?

– Bem, e a senhora? – disse Louis.

– Bem. – Anne estreita os olhos. – Por onde entrou?

– Varanda.

– Meu Deus. – Ela sai do meu quarto e fecha a porta. 

– Vou falar com os fantasmas agora. – Digo.

– Somos dois fantasmas. – Louis faz uma risada estranha.

– Louis, fantasmas não fazem isso.

– Foda-se.

Eu sorrio e fecho meus olhos, apreciando a carícia que Louis fazia em meus cabelos.

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Bad Boy // Larry Histórias para pegar e não largar. Descubra agora