Harry narrando
Termino de arrumar minhas coisas para ir a escola e a porta do meu quarto é aberta. Eu olho na direção da mesma e era o meu pai.
– O que você quer? – Pergunto arrogante e volto a arrumar minha mochila.
– Vai para a escola?
– Isso te interessa? – Eu coloco a mochila nas costas e vou até a mesa de cabeceira, pegando meu celular.
– Conseguiu vender? – Desmond pergunta.
– Sim, depois da escola eu passo na sua casa para resolvermos tudo.
– Não pode me dá o dinheiro agora?
– Pra você ir embora e deixar minha mãe presa? Não. – Eu o empurro para fora do meu quarto e tranco a porta do mesmo.
– O que te faz acreditar nisso?
– Você tem um fetiche em ir embora e abandonar as pessoas.
Nós descemos as escadas.
– Você não vai tomar café? – perguntou Desmond.
– Não.
Nós saímos da minha casa e eu vou até meu carro. Entro no mesmo e o ligo, colocando o cinto em seguida.
– Você sabe onde eu moro? – meu pai pergunta.
– Você me manda o endereço. – Digo.
– Ok.
Eu dou partida no carro. Chegando na escola, estaciono o carro no lugar de sempre e desço. Sou atacado por dois braços pequenos rodeando minha cintura. Eu abraço aquele pequeno corpo, sentindo o cheiro do seu shampoo em seu cabelo.
– O que houve? – pergunto.
– Eu tive um pesadelo com você, era tão real. – Louis me abraça mais forte.
– Está tudo bem, eu estou aqui. – Eu acaricio seus cabelos. – Com o quê você sonhou?
– Que o Tristan te matava.
– O Evans? – Ele assente. – Isso nunca vai acontecer.
– Eu estou com medo, Hazz. – Louis murmurou.
Eu o solto e seguro em cada lado do seu rosto, o fazendo me olhar. Passo meus polegares por suas bochechas, enxugando suas lágrimas.
– Olha, eu e os meninos desistimos desse negócio de gangue, então não tem pra quê o Evans querer me matar. – Expliquei.
– Vocês acabaram?
– Sim. – Eu sorrio. – Não corremos mais o risco de sermos pegos.
– Fico feliz por isso. – Louis sorri.
Eu aproximo meu rosto do seu e, quando ia juntar nossos lábios, Tristan grita meu nome. Solto um palavrão e me afasto de Louis, voltando a abraçá-lo.
– O que você quer, Tristan? – Eu o encaro.
– Parabenizar que finalmente você e seus vermes desistiram da gangue. – Tristan disse.
– A notícia já chegou até você? – Ele assente.
– Bem, eu e o garotos sentimos muito por vocês. – Ele faz uma cara triste e depois sorri.
– Espero que vocês tenham um fim pior que o nosso, se é que me entende. – Digo.
Louis se aperta mais a mim e dá um beijo em meu peito.
– Tá um gostoso, hein, Tomlinson. – Tristan disse olhando Louis dos pés a cabeça.
Eu ameaço ir pra cima dele, mas Louis me segura, dizendo que não vale a pena.
– Já vou indo, vejo vocês por aí. – Ele vai embora.
– Ele é mais idiota que você. – Louis disse e riu.
– Ah, é? – Eu começo a fazer cócegas nele.
– Para, Harry!
Eu paro e fico o encarando.
– Estou perdoado? – pergunto.
– Não. – Ele volta a ficar sério. – Já vou indo, tchau.
Ele vai embora e eu respiro fundo. Uma mão é apoiada em meu ombro e eu olho pro lado, vendo que é o Zayn.
– Ele vai te perdoar. – Disse ele.
– Assim espero.
Nós começamos a andar em direção a entrada da escola.
– Já se livrou do seu pai? – Zayn pergunta.
– Vou me livrar hoje a tarde. – Digo.
– Melhor assim.
Nós entramos na escola e várias pessoas nos olham.
≪━─━─━─━─◈─━─━─━─━≫
VOCÊ ESTÁ LENDO
Bad Boy // Larry
Fiksi PenggemarHarry é o garoto mais temido do colégio e chefe de uma gangue. Louis apenas acha que Harry é uma boa pessoa e que deve ter um bom motivo para fazer tais coisas. Em meio a tudo isso, eles acabam se apaixonando e nem mesmo o crime pode afastá-los. In...
