°• Quarenta e oito •°

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Harry narrando

Termino de arrumar minhas coisas para ir a escola e a porta do meu quarto é aberta. Eu olho na direção da mesma e era o meu pai.

– O que você quer? – Pergunto arrogante e volto a arrumar minha mochila.

– Vai para a escola?

– Isso te interessa? – Eu coloco a mochila nas costas e vou até a mesa de cabeceira, pegando meu celular.

– Conseguiu vender? – Desmond pergunta.

– Sim, depois da escola eu passo na sua casa para resolvermos tudo.

– Não pode me dá o dinheiro agora?

– Pra você ir embora e deixar minha mãe presa? Não. – Eu o empurro para fora do meu quarto e tranco a porta do mesmo.

– O que te faz acreditar nisso?

– Você tem um fetiche em ir embora e abandonar as pessoas.

Nós descemos as escadas.

– Você não vai tomar café? – perguntou Desmond.

– Não.

Nós saímos da minha casa e eu vou até meu carro. Entro no mesmo e o ligo, colocando o cinto em seguida.

– Você sabe onde eu moro? – meu pai pergunta.

– Você me manda o endereço. – Digo.

– Ok.

Eu dou partida no carro. Chegando na escola, estaciono o carro no lugar de sempre e desço. Sou atacado por dois braços pequenos rodeando minha cintura. Eu abraço aquele pequeno corpo, sentindo o cheiro do seu shampoo em seu cabelo.

– O que houve? – pergunto.

– Eu tive um pesadelo com você, era tão real. – Louis me abraça mais forte. 

– Está tudo bem, eu estou aqui. – Eu acaricio seus cabelos. – Com o quê você sonhou?

– Que o Tristan te matava.

– O Evans? – Ele assente. – Isso nunca vai acontecer.

– Eu estou com medo, Hazz. – Louis murmurou.

Eu o solto e seguro em cada lado do seu rosto, o fazendo me olhar. Passo meus polegares por suas bochechas, enxugando suas lágrimas.

– Olha, eu e os meninos desistimos desse negócio de gangue, então não tem pra quê o Evans querer me matar. – Expliquei.

– Vocês acabaram?

– Sim. – Eu sorrio. – Não corremos mais o risco de sermos pegos.

– Fico feliz por isso. – Louis sorri.

Eu aproximo meu rosto do seu e, quando ia juntar nossos lábios, Tristan grita meu nome. Solto um palavrão e me afasto de Louis, voltando a abraçá-lo.

– O que você quer, Tristan? – Eu o encaro.

– Parabenizar que finalmente você e seus vermes desistiram da gangue. – Tristan disse.

– A notícia já chegou até você? – Ele assente. 

– Bem, eu e o garotos sentimos muito por vocês. – Ele faz uma cara triste e depois sorri.

– Espero que vocês tenham um fim pior que o nosso, se é que me entende. – Digo. 

Louis se aperta mais a mim e dá um beijo em meu peito.

– Tá um gostoso, hein, Tomlinson. – Tristan disse olhando Louis dos pés a cabeça.

Eu ameaço ir pra cima dele, mas Louis me segura, dizendo que não vale a pena.

– Já vou indo, vejo vocês por aí. – Ele vai embora. 

– Ele é mais idiota que você. – Louis disse e riu. 

– Ah, é? – Eu começo a fazer cócegas nele.

– Para, Harry!

Eu paro e fico o encarando.

– Estou perdoado? – pergunto.

– Não. – Ele volta a ficar sério. – Já vou indo, tchau.

Ele vai embora e eu respiro fundo. Uma mão é apoiada em meu ombro e eu olho pro lado, vendo que é o Zayn.

– Ele vai te perdoar. – Disse ele.

– Assim espero.

Nós começamos a andar em direção a entrada da escola.

– Já se livrou do seu pai? – Zayn pergunta.

– Vou me livrar hoje a tarde. – Digo.

– Melhor assim.

Nós entramos na escola e várias pessoas nos olham.

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Bad Boy // Larry Histórias para pegar e não largar. Descubra agora