Halk: Novo objetivo

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O Salão é enorme, com um descomedido símbolo em seu meio e as aberturas nas suas laterais dando vista a uma magnífica paisagem por incluso de um excepcional mosteiro encoberto na floresta, quando entram outros convidados os encaram.

— Estamos todos aqui. — Diz o homem com um elmo inteiramente cândido que cobre toda sua cabeça e pescoço, com seus braços finos e longos. Um sobretudo de cor preta com listras vermelhas que vão até as suas botas de ferro, ele encontra-se no segundo andar daquele lugar, numa sacada próxima a uma das escadas. — A égide branca, Augusto I? — O incógnito alongado pronúncia como chamado o nome de um dos Símbolos.

— Faço-me presente. — Diz o cavaleiro de armadura branca com detalhes roxos e um escudo da mesma forma. Recostado de pé na parede moldando um pedaço de madeira com uma faca amolada.

— As adagas carmesins, Kassan II? — Continua e enunciar com sua voz potente e palavras sucintas.

— Faço me presente. — Diz uma mulher vestida com tecidos pretos, e fumando um cachimbo assentado na escada oposta a beirada do orador.

— A tormenta vermelha, Ruby III? — A cada chamada ele olha para os presentes, sabendo exatamente quem está chamando.

— Faço-me presente. — É o aguerrido com armadura de bronze posto na quina da sala, embainhado com uma espada de lâmina com aspecto estranho.

— A lâmina torta, Christy IV? — Eles se encaram.

— A gente tem que fazer mesmo isso toda vez que se encontra? — O general Avalon bufa em tédio.

— Christy não começa, sabe como Auron é chato com isso. — Contesta Kassan.

— Continuando. Leão de ouro, Kevin V?

— Fa-fa-ço-me presente. — O rapaz engole a saliva a seco, amedrontado com o ar daquela ambiente perigoso.

— A cobra rei, Basilisco VI?

— Faço-me presente. — Diz um homem de cabelo ruivo com os olhos amarelados com a íris igual a de uma cobra, com seu rosto velado por uma atadura, e com uma indumentária em coloração de musgo, ele limpa seu arco e olha fixamente para Silver.

— A águia de prata, Silver VIII?

— ... — Silver para por um momento para assimilar todas as informações, o medo e a tensão o fazem voltar rapidamente a realidade. — Faço-me presente.

— Bem, já que estão todos aqui podemos iniciar a conversar algumas coisas bem sérias. Para aqueles que me conhecem agora peço desculpas por não estar podendo discursar de uma maneira mais suavizada ou sobre assuntos diferentes. A conjuntura atual não me permite, mas com o tempo serão bem conhecidos uns pelos outros. — Sai uma mulher idosa com metade de seu cabelo cinzento e a outra metade azul, vestida com uma túnica branca e platinada — Prazer, sou a sábia Mauna. Serei direta. Tudo que conhecemos em Traekara pode estar sentenciado devido aos artefatos amaldiçoados, caso deles sejam unificados podemos contemplar uma monstruosidade que tampouco guerras humanas poderiam acarretar. — A sábia respira fundo. — A liberação dos Belial's por todo país.

Desafiantes - A queda AvalonOnde histórias criam vida. Descubra agora