Rebeca 🐉
Tava achando incrível a capacidade dela se meter em todos os assuntos citados pelos meninos, principalmente quando era a fala do Relíquia, que parecia já está sem paciência com aquilo, igual a mim.
Beca: Você tá dirigindo, né?! - Chamei a atenção dele falando baixo e passando a mão na bochecha dele, fazendo ele aproximar mais a sua cadeira da minha.
Rlk: Tô de boa, bebida me derruba assim não.- Revirei os olhos.- Tu não vai querer nada não?
Beca: Me dá um pouco.- Pedi escutando a mão e ele entregou a garrafa pra mim.- Cê tá sentindo a paz que tá habitando em mim hoje?
Rlk: Tu só pode tá me gastando, ridícula! - Gargalhei, vendo ele sorrir e negar com a cabeça.- Fode comigo, mas não fode com meus esquemas.
Beca: Que esquemas, Ruan? - Falei virando a cerveja na boca após.
Rlk: Meu tráfico, tá ligada não? - Neguei com a cabeça.
Beca: Mas você disse que largaria se precisasse.- Coloquei a garrafa na mesa e coloquei meus pés em cima da coxa dele.
Rlk: Não me importo! Se eu sair, sempre vou ter meu lugar guardado pra quando eu querer voltar. É um bagulho muito sem visão, tá ligada? Papo é que na real, tu só tem os dois destinos que a galera tá ligada. Fora o poder, conhecimento e dinheiro, tráfico não oferece muitas coisas boa não.
Beca: Pelo menos você não tá sempre na rua, acho que eu nem aguentaria ter ver nesses conflitos e tudo mais.- Ele negou.
Rlk: Eu sempre tô na rua, pô! As vezes que a gente não tá junto, ou que eu sumo, são as vezes que eu tô ajudando os irmãos na guerra.
Beca: Mas você poucas vezes chega machucando e sai poucas vezes também. Eu nem sei se suportaria ver acontecer alguns bagulhos contigo.
Rlk: Só pode acontecer três coisas, pegar prisão, morte ou ser tortura dos inimigos, fora isso tá tudo mec! - Debochou e eu bati na coxa dele.
Beca: Já encostei na prisão por você, mas não sei se teria porte pra ver as outras duas coisas.- Neguei com a cabeça.- Sou muito forte não.
Rlk: Cê sabe que é sim, nem paga papo pro meu lado.- Falou olhando pros meus olhos e eu sorri, baixando a cabeça.
Ele passou a mão no meu cabelo e puxou ao encontro da boca dele, mas eu separei logo que senti uma mão na minha perna.
Letícia: Que tornozeleira linda! - Respirei fundo.- Posso provar?
Beca: Eu já te falei que não tô afim de confusão? Ela tá fazendo isso pra me provocar e você sabe muito bem.- Falei baixo pro Ruan, tirando meu pés da coxa dele e quando sentir algo escorrendo pelo tornozelo, não acreditei.
Letícia: Opa, foi mal! - Falou sorrindo cínica com a minha tornozeleira torada em suas mãos.
Rlk: Qual foi cara, tu vai ficar nessa infantilidade? - Olhei pra ele achando que ele tava falando comigo, mas ele colocou meus pés no chão e olhou pra ela.- Vai tomar no cu Letícia, tu num é mais criança não porra! Tenho mais caralho nenhum contigo pra tu ficar nessas provocações com minha mulher.
Letícia: Foi mal cara, eu pago outra se quiser! - Falou fingindo estar ofendida e eu respirei fundo, pegando a garrafa do Ruan e dando um gole.
Beca: Pô colega, tu é linda e gostosa pra porra, tem necessidade de ficar nessa palhaçada? - Encarei ela, que sorriu debochada.
Rlk: Nem abre o bico, Letícia! - Falou quando ela abriu a boca.
Respirei fundo escutando os meninos da mesa rindo e ela se levantou jogando a tornozeleira na mesa, olhei e peguei, respirando fundo.
Rlk: Quem te deu? - Falou me olhando.
Beca: Uma amiga minha que faleceu, minha melhor amiga.- Sorri fraco, mostrando pra ele.- Eu usava os desenhos do sol e ela da lua, era importante demais pra mim, única lembrança dela.
- Levanta lá e vai da bater nela, eu gravo caraí...- Um dos meninos falou e eu ri fraco, negando.
Rlk: Nós da um jeito de ajeitar isso aí, relaxa.- beijou minha cabeça.
- Será que agora eu consigo comer ela? - O outro falou, olhando ela falando com a Patricia, que me olhava.
Rlk: Tante a sorte, acalmar ela pô.- Eles riram e eu deitei a cabeça no peito dele, vendo ele sussurra no meu ouvido.- Estressadinha.
Dei um saquinho na barriga dele e eu comecei a me enturmar com os amigos dele, eram até legalzinhos, eu fazia carinho na mão do Ruan que conversava também com nós.
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Amor Do Tráfico.
Ficção AdolescenteAquele velho clichê, ele comandante do tráfico, ela a patricinha. Ela querendo viver um romance e ele uma noite, pensamentos e mundos diferentes que se cruzam e, de alguma forma se completa. "Ela acha engraçado essa minha vida louca, ela tira onda...
