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Rebeca 🐉

Acordei sentindo falta de uma mão passando pelo meu cabelo, silenciosamente me levantei, vendo a porta do quarto encostada e só uma luz ligada na sala.

De primeira achei que era o Kauã mexendo no seu computador, mas logo percebi que era o Rlk mexendo nos arquivos de trabalho do Kauã.

Rlk: Caralho, Rebeca...- Falou ainda sem me olhar, concentrado em mexer no computador.- Eu acho que sei aonde meu pai tá.

Beca: Eu não tô nem aí, caralho.- Falei sem paciência, fechando a tampa do computador e ele me olhou.- Vai tomar no cu, quando tu vai parar de me usar pra conseguir conquistar as coisas?

Rlk: Tu foi só uma escada Rebeca...- Falou se levantando e eu respirei fundo.

Beca: Relíquia! - Apontei pra ele que passou a mão no rosto.

Rlk: Porra cara, não tô dizendo que essa noite era planejada garota. Eu não ia te contar nada, nem te pedir ou exigir porra nenhuma. Eu só abrir meu bico porque vi que ia ser complicado demais tentar algo com você se eu não te contasse.

Beca: Quem te deu permissão pra mexer em algo que não é primeiramente nem meu? Tu não tá na tua casa!

Rlk: Rebeca, o que eu tô tentando te dizer é que eu não sou muito bom e falar os bagulhos, eu sempre me enrolo, ainda mais quando é contigo...- Sorriu sem graça.- Eu tô tentando acabar com isso de uma vez, caralho...

Beca: E me usar pra conseguir tudo fácil é muito bom, não é relíquia? - Ele me olhou sem paciência, me dando as costas e batendo na parede, cruzei os braços mantendo minha postura e ele abriu a boca, soltando o ar.

Rlk: Você que me chamou pra ir na tua antiga casa, eu nem tava ligado nisso. Eu só achei que não dava em nada, eu só tava olhando...- Passou a mão no rosto.- Eu tô afim de acabar isso de vez, Rebeca...

Beca: Vai tomar no tu, relíquia.- Ele riu, revirando os olhos.

Rlk: Ô, se liga colega...- Olhei pra ele sem paciência alguma.- Se eu terminar isso, eu fico livre dos bagulhos e com isso, nós pode se curtir sem preocupações.

Olhei pra ele com deboche e apontei pra porta, vendo ele negar com a cabeça.

Beca: Sai da minha casa...- Ele passou a mão no cabelo.

Rlk: Tô com maior sono agora, tá ligada pretinha? - Falou se aproximando.

Beca: Para de ser cínico, sujo, debochado...- Falei batendo no peito dele enquanto ele me abraçava.

Rlk: Aprendi tudo com você, além de dar aula na cama, da aula em vários outros esquemas também.- Continuei séria.

Beca: Vai embora, relíquia...- Pedi, me sentando no sofá.

Rlk: Beleza garotinha, eu só não te prometo voltar...- Falou pegando o celular dele em cima da mesa e colocando a blusa.

Beca: E por quê não? - Ele sorriu.

Rlk: Tchau garota, tu é foda em tudo, até pra ser chata...- Abriu a porta saindo e eu me levantei, quando ele fechou a porta.

Beca: Se você desaparecer, eu nunca mais olho na sua cara quando você voltar.- Tentei ameaçar ele, que antes de entrar no elevador sorriu.- Relíquia...

Rlk: Talvez eu fique de fora por algum tempo, tem umas investigações abertas sobre mim que podem ser levadas a frente. Se tu quiser me acompanhar, vou tá te esperando em qualquer lugar.

Beca: Até em Paris? - Brinquei, sorrindo fraco.- Não posso permitir você ir assim, tô começando a curtir você.

Rlk: Até no céu, pago uma passagem de ida pra nós.- Brincou.- Vem comigo, Rebeca.

Encarei ele e deitei a cabeça na parede vendo ele sorrir fraco antes de me dar as costas e entrar no elevador.

Rlk: Tchau, garotinha...- Fez legal pra mim.

Rebeca: Você não pode morrer, nem se afastar por muito tempo e nem ficar com mais ninguém...- Contei nos dedos, enquanto ia fechando.- E não pode esquecer de mim também.

Sorri de lado quando o elevador se fechou após minha frase e eu escutei a risada dele, respirei fundo sentindo um puto formigamento na barriga, eu tinha voltado a minha adolescência com meu primeiro crush.

Amor Do Tráfico.Onde histórias criam vida. Descubra agora