MARATONA 5/5
Ligação on;
Beca: Rlk? Preciso falar com você.
Rlk: Quem é? - Falou com uma voz rouca e eu mordi meu lábio inferior.
Beca: Rebeca, morena, irmã da Priscila.
Rlk: Sei qual é, garotinha! Mas diga aí, qual teu papo? Fiquei sabendo de uns bagulhos que aconteceu contigo aí, quero te passar uma visão namoral.
Beca: Preciso conversar com você justamente sobre isso.
Rlk: Hoje num tem como eu colocar o pé na pista, tá ligada? Só de madrugada eu consigo dessenrolar.
Beca: Não tô muito bem pra sair de casa, tem como você vim pra cá?
Rlk: É mais que certo, garotinha! Manda o endereço por mensagem nesse número, mas bagulho é mensagem normal, nada de WhatssaPp, demorô?
Beca: Sim senhor.- Debochei e escutei uma risada fraca.
Ligação off
Esperei ele falar mais algo, mas desligou na minha cara. Dei os ombros e deitei no sofá, caindo em um bom sono real ali.
Acordei sem saber hora ou o que estava acontecendo, só escutei alguém batendo na porta e me levantei rápido pra abrir, mas ao sentir minha cabeça doer, abrir a porta com a mão na cabeça, vendo o Rlk.
Rlk: Acordei? - Confirmei com a cabeça, mas assim que fui afastar pra ele entrar, sentir uma imensa vontade de vomitar e sair correndo pro banheiro.
Me ajoelhei no vaso e escutei a porta fechando, vomitei ali, porra, eu odiava vomitar!
Escovei meus dentes e limpei aquilo, me sentando no sofá.
Rlk: Tá suave? Tá braca demais, garota.- Falou tirando os olhos do celular.
Beca: Eu tomei muito remédio, além disso eu não comi direito quando cheguei. O médico falou que eu poderia ter enjoo por causa do remédio.- Fechei os olhos.- me levantei muito rápido.
Rlk: Tu quer água? - Confirmei com a cabeça e ele se levantou.- Dá licença aí.
Não falei nada, só fechei meus olhos sentindo as coisas girando e logo após, ele chegou com água.
Beca: Valeu.- respirei fundo.- Foi mal.
Rlk: Que isso, qual dessa covardia contigo? - Sentou novamente.
Comecei a contar pra ele o acontecimento e ele não expressou reação alguma, apenas riu debochando de mim.
Rlk: Aí, respeito a você! Mas tu acha que eu vou me esforçar pra ajudar aquele filho da puta e a vagabunda da tua irmã? - Olhei pra ele sem entender.- Só não matei ainda, porque não tive oportunidade.
Beca: Quem? - Perguntei sem entender.
Rlk: Quer saber mermo? Pergunta pro teu coroa pô, pergunta a ele quem foi Francisco Alencar, se ele for homem pra dizer a gente volta a essa conversa.- Falou se levantando.- Tchau pra você, perdi minha viagem pô.
Olhei pra ele sem entender nada e ele saiu rindo debochado e fechando a porta, peguei meu celular e a primeira coisa que eu vi do uma mensagem do Kauã dizendo que ia dormir na casa da tal mulher.
Respirei fundo e tranquei a porta, eu estava com uma pulga atrás da orelha. Peguei um prato com arroz e empanado que tava preparado ali e peguei o notebook do Kauã.
Fui no site da empresa da mãe dele que era aberto no computador e isso significava todos os arquivos de funcionários, já que o Kauã precisa disso para o trabalho dele.
Fui no perfil do meu pai e procurei sobre o caso do Francisco, apareceu apenas a foto, mas o caso era confidencial e precisava de senha, o que não tinha em nenhum outro caso, apenas nesse.
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Amor Do Tráfico.
Novela JuvenilAquele velho clichê, ele comandante do tráfico, ela a patricinha. Ela querendo viver um romance e ele uma noite, pensamentos e mundos diferentes que se cruzam e, de alguma forma se completa. "Ela acha engraçado essa minha vida louca, ela tira onda...
