Dois anos depois...
As mãos de Philippe suavam como nunca. Inquieto, em cima do altar, sentiu Firmino apertar seu ombro por trás, dando-lhe apoio. O jogador olhava ansioso a igreja lotada e, quando pensou que não aguentaria de tanto nervosismo, ouviu a música da entrada da noiva soar.
Primeiro, vieram as damas de honra e, em seguida, ele a avistou. Todo o nervosismo, a ansiedade desapareceram e um sorriso enorme tomou-lhe o rosto. Seu coração explodiu como se fosse um vulcão entrando em erupção. O véu branco não cobria sua beleza, pelo contrário, só a exaltava mais ainda. O corpo casava perfeitamente com o vestido branco.
Assim que chegou na frente do altar, Larissa, que era madrinha juntamente com Firmino, pegou o buquê da mão de Ainê e ajudou a morena a subir as pequenas escadas com o longo véu. Quando os noivos estavam frente a frente, sorriram um para o outro.
- Você está linda! - Philippe sussurrou para ela e Ainê, mesmo não ouvindo por causa da chuva lá fora, sabia que ele havia lhe dito mais alguns dos adjetivos que sempre lhe falava.
- Você também não é de se jogar fora - ela brincou, rindo baixo.
Os dois se viraram para frente e o padre deu início a cerimônia.
[...]
Ainê narrando:
- Graças ao bom Deus não preciso ficar com aquela rede de mosquito na festa - falei em voz alta, me sentando ao lado de meu marido em uma cadeira perto da pista de dança, onde os convidados dançavam animados.
- Você estava perfeita com a rede de mos... digo, com o véu - ele se corrigiu e eu ri.
- Mas então, enfim, casados - deitei a cabeça em seu ombro.
Ele passou a mão por trás de meu ombro, depositando um beijo em minha testa.
- Teríamos casado antes se você não tivesse essa implicância de não casar grávida da Maria e de esperar ela crescer um pouco - lembrou.
- Mas aqui estou eu casando grávida da Esmeralda - apontei para minha barriga de apenas quatro meses, que já dava para ser notada através do vestido.
- Ainda bem, se não quem não iria casar seria eu - ele me encarou.
Encarei-o de volta, enfeitiçada pelo sorriso brincalhão que ele dá. Mesmo depois de mais de três anos juntos, ainda me impressionava por não resistir aos encantos de Philippe.
- Mamãe - Maria veio correndo em nossa direção, se jogando nos braços de Philippe. Ela era igualzinha ao pai e também era a maior puxa saco dele.
- Ué, me chamou e foi no colo do seu pai? - fiz cócegas em sua barriga e ela se contorceu, rindo.
Fernanda veio correndo atrás de Miguel, seu filho, que corria na direção de Maria.
- Esses dois não passam um segundo separados. Eu treino todos os dias, mas isso minha coluna não aguenta - ela suspirou, tentando recuperar o ar por causa da corrida.
Miguel balbuciou algumas palavras que eu não pude entender e começou a brincar novamente com Maria.
- Já viu namorados que não gostam de ficar juntos? - Jesus chegou por trás, pegando seu filho no colo e lhe jogando no ar. O menino gargalhava.
Philippe tirou o sorriso do rosto e encarou Gabriel.
- Vai nessa - depositou um beijo na bochecha de nossa filha - só depois dos trinta, né, filha? - sorriu para Maria, que retribui sem nem mesmo se dar conta do que o pai falou.
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two hearts
Fiksi PenggemarAinê já sofreu muito no passado por amor. Após sair de um relacionamento conturbado, encontra Philippe por acaso. Os dois viram melhores amigos, mas um sentimento forte de ambas as partes fala mais alto. "sou seu confidente não vai ser pecado seu...
