capítulo 64 - último

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Dois anos depois...

As mãos de Philippe suavam como nunca. Inquieto, em cima do altar, sentiu Firmino apertar seu ombro por trás, dando-lhe apoio. O jogador olhava ansioso a igreja lotada e, quando pensou que não aguentaria de tanto nervosismo, ouviu a música da entrada da noiva soar.

Primeiro, vieram as damas de honra e, em seguida, ele a avistou. Todo o nervosismo, a ansiedade desapareceram e um sorriso enorme tomou-lhe o rosto. Seu coração explodiu como se fosse um vulcão entrando em erupção. O véu branco não cobria sua beleza, pelo contrário, só a exaltava mais ainda. O corpo casava perfeitamente com o vestido branco.

Assim que chegou na frente do altar, Larissa, que era madrinha juntamente com Firmino, pegou o buquê da mão de Ainê e ajudou a morena a subir as pequenas escadas com o longo véu. Quando os noivos estavam frente a frente, sorriram um para o outro.

- Você está linda! - Philippe sussurrou para ela e Ainê, mesmo não ouvindo por causa da chuva lá fora, sabia que ele havia lhe dito mais alguns dos adjetivos que sempre lhe falava.

- Você também não é de se jogar fora - ela brincou, rindo baixo.

Os dois se viraram para frente e o padre deu início a cerimônia.

[...]

Ainê narrando:

- Graças ao bom Deus não preciso ficar com aquela rede de mosquito na festa - falei em voz alta, me sentando ao lado de meu marido em uma cadeira perto da pista de dança, onde os convidados dançavam animados.

- Você estava perfeita com a rede de mos... digo, com o véu - ele se corrigiu e eu ri.

- Mas então, enfim, casados - deitei a cabeça em seu ombro.

Ele passou a mão por trás de meu ombro, depositando um beijo em minha testa.

- Teríamos casado antes se você não tivesse essa implicância de não casar grávida da Maria e de esperar ela crescer um pouco - lembrou.

- Mas aqui estou eu casando grávida da Esmeralda - apontei para minha barriga de apenas quatro meses, que já dava para ser notada através do vestido.

- Ainda bem, se não quem não iria casar seria eu - ele me encarou.

Encarei-o de volta, enfeitiçada pelo sorriso brincalhão que ele dá. Mesmo depois de mais de três anos juntos, ainda me impressionava por não resistir aos encantos de Philippe.

- Mamãe - Maria veio correndo em nossa direção, se jogando nos braços de Philippe. Ela era igualzinha ao pai e também era a maior puxa saco dele.

- Ué, me chamou e foi no colo do seu pai? - fiz cócegas em sua barriga e ela se contorceu, rindo.

Fernanda veio correndo atrás de Miguel, seu filho, que corria na direção de Maria.

- Esses dois não passam um segundo separados. Eu treino todos os dias, mas isso minha coluna não aguenta - ela suspirou, tentando recuperar o ar por causa da corrida.

Miguel balbuciou algumas palavras que eu não pude entender e começou a brincar novamente com Maria.

- Já viu namorados que não gostam de ficar juntos? - Jesus chegou por trás, pegando seu filho no colo e lhe jogando no ar. O menino gargalhava.

Philippe tirou o sorriso do rosto e encarou Gabriel.

- Vai nessa - depositou um beijo na bochecha de nossa filha - só depois dos trinta, né, filha? - sorriu para Maria, que retribui sem nem mesmo se dar conta do que o pai falou.

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