capítulo 7

1.4K 65 8
                                        

Dois dias depois

- Carol - gritei do meu quarto - já tá pronta?

- Calma que eu acabei de acordar - ela respondeu calmamente.

- Eu ainda tenho que fazer o almoço depois de voltar - disse impaciente.

- TPM tá foda, hein? - disse para me irritar. Dei o dedo pra ela.

- O Uber vai chegar daqui a 12 minutos - avisei e fui me despedir da minha mãe. - Mãe, a tontura passou? - perguntei.

- Passou, filha. Labirintite é assim mesmo. Amanhã eu já tô boa e vou aproveitar pra fazer uma bela faxina na cozinha - ela sorriu.

- Aí, dona Inês, fica quietinha um pouco - dei um abraço nela - eu e Carol vamos ao mercado e voltamos rapidinho, tá?

- Não esquece o azeite - ela disse.

- Pode deixar - joguei um beijo no ar ao sair do quarto.

Nesse meio tempo, Carol já havia ficado pronta. Peguei meu celular e fomos esperar na calçada.

- Bom dia - o motorista nos cumprimentou quando entramos no carro.

- Bom dia - eu e Carol dissemos.

O mercado que minha mãe costuma ir fica a uns 10 minutos de casa. Quando chegamos, paguei o motorista e Carol pegou uma balinha.

- A lista tá com você? - perguntei.

- Tá no meu bolso - ela pegou e me deu.

- Vamos rápido então - peguei o carrinho e fui na direção das frutas - vou pegar a carne e o frango e você termina às frutas aqui tá bom?

Ela assentiu e eu fui pra fila do açougue. Peguei a senha e fiquei esperando.

- Ainê? - ouvi uma voz conhecida. Me virei e era dona Dina.

- Oi - dei um abraço na mesma - Como estão as coisas?

- Estão bem, minha querida - ela disse - e com...

- Ainê! - Philippe sorriu ao me ver - tá sozinha?

- Vim fazer as compras semanais com a minha irmã. Minha mãe tá de cama, então tô tomando conta da casa só por hoje - expliquei que ela sempre teve labirintite - amanhã ela já vai estar melhor.

- Se elas estiverem melhor amanhã, que tal você e a sua família irem almoçar lá em casa? - foi a vez da dona Dina falar.

- Não sei se é uma boa ideia - expliquei - tem a Sophia, né?

- Não se preocupe com ela - Philippe disse - ela vai ficar em casa. E mesmo que ela fosse, não teria problema.

- Vou ver com a minha mãe e te aviso no Whatsapp, pode ser, Philippe? - perguntei.

Ele assentiu.

- Espero que você consiga ir.

Sorri como agradecimento e chegou a minha vez na fila. O moço me entregou tudo e eu agradeci. Carol chegou bem nessa hora.

- Nossa, Ainê, você demorou tanto que eu já peguei as coisas da lista toda. Já podemos ir pra casa. Posso ir chamado o Uber? - ela perguntou sem perceber a presença de Philippe e dona Dina ali.

- Carol, esses são Philippe e a mãe dele, Esmeraldina - eu os apresentei - Philippe e dona Dina, essa é minha irmã, Carol.

- Phili...

- Sim, o jogador de futebol - respondi e Philippe riu.

- Meu Deus, eu sou muito sua fã! - Carol disse. Essa sim gosta de futebol de verdade. Ela logo cumprimentou os dois rapidamente.

two hearts Onde histórias criam vida. Descubra agora