Dois dias depois
- Carol - gritei do meu quarto - já tá pronta?
- Calma que eu acabei de acordar - ela respondeu calmamente.
- Eu ainda tenho que fazer o almoço depois de voltar - disse impaciente.
- TPM tá foda, hein? - disse para me irritar. Dei o dedo pra ela.
- O Uber vai chegar daqui a 12 minutos - avisei e fui me despedir da minha mãe. - Mãe, a tontura passou? - perguntei.
- Passou, filha. Labirintite é assim mesmo. Amanhã eu já tô boa e vou aproveitar pra fazer uma bela faxina na cozinha - ela sorriu.
- Aí, dona Inês, fica quietinha um pouco - dei um abraço nela - eu e Carol vamos ao mercado e voltamos rapidinho, tá?
- Não esquece o azeite - ela disse.
- Pode deixar - joguei um beijo no ar ao sair do quarto.
Nesse meio tempo, Carol já havia ficado pronta. Peguei meu celular e fomos esperar na calçada.
- Bom dia - o motorista nos cumprimentou quando entramos no carro.
- Bom dia - eu e Carol dissemos.
O mercado que minha mãe costuma ir fica a uns 10 minutos de casa. Quando chegamos, paguei o motorista e Carol pegou uma balinha.
- A lista tá com você? - perguntei.
- Tá no meu bolso - ela pegou e me deu.
- Vamos rápido então - peguei o carrinho e fui na direção das frutas - vou pegar a carne e o frango e você termina às frutas aqui tá bom?
Ela assentiu e eu fui pra fila do açougue. Peguei a senha e fiquei esperando.
- Ainê? - ouvi uma voz conhecida. Me virei e era dona Dina.
- Oi - dei um abraço na mesma - Como estão as coisas?
- Estão bem, minha querida - ela disse - e com...
- Ainê! - Philippe sorriu ao me ver - tá sozinha?
- Vim fazer as compras semanais com a minha irmã. Minha mãe tá de cama, então tô tomando conta da casa só por hoje - expliquei que ela sempre teve labirintite - amanhã ela já vai estar melhor.
- Se elas estiverem melhor amanhã, que tal você e a sua família irem almoçar lá em casa? - foi a vez da dona Dina falar.
- Não sei se é uma boa ideia - expliquei - tem a Sophia, né?
- Não se preocupe com ela - Philippe disse - ela vai ficar em casa. E mesmo que ela fosse, não teria problema.
- Vou ver com a minha mãe e te aviso no Whatsapp, pode ser, Philippe? - perguntei.
Ele assentiu.
- Espero que você consiga ir.
Sorri como agradecimento e chegou a minha vez na fila. O moço me entregou tudo e eu agradeci. Carol chegou bem nessa hora.
- Nossa, Ainê, você demorou tanto que eu já peguei as coisas da lista toda. Já podemos ir pra casa. Posso ir chamado o Uber? - ela perguntou sem perceber a presença de Philippe e dona Dina ali.
- Carol, esses são Philippe e a mãe dele, Esmeraldina - eu os apresentei - Philippe e dona Dina, essa é minha irmã, Carol.
- Phili...
- Sim, o jogador de futebol - respondi e Philippe riu.
- Meu Deus, eu sou muito sua fã! - Carol disse. Essa sim gosta de futebol de verdade. Ela logo cumprimentou os dois rapidamente.
VOCÊ ESTÁ LENDO
two hearts
FanficAinê já sofreu muito no passado por amor. Após sair de um relacionamento conturbado, encontra Philippe por acaso. Os dois viram melhores amigos, mas um sentimento forte de ambas as partes fala mais alto. "sou seu confidente não vai ser pecado seu...
