"Minha mulher"
Maraisa gemeu baixinho entre os meus lábios. Aquilo fez meu corpo inteiro arrepiar e o desejo aumentar a um nível quase insuportável.
Desci minhas mãos pelo seu quadril, puxando-a para cima. Suas pernas abriram, como previsto, e envolveram a minha cintura.
Ela estava entregue a mim, não tinha como escapar.
O beijo foi intensificado. Nossas bocas contracenavam malabarismos loucos, excitantes.
Segurei Maraisa pela bunda, apertando-a, sentindo-a em minhas mãos. Aquela mulher deliciosa cruzou os braços ao redor do meu pescoço, empurrando seu sexo contra o meu com um movimento brusco no quadril. Apertei-a com força, mas não permiti que se encaixasse em mim.
Não me leve a mal, queria possuí-la ali mesmo, debaixo do chuveiro. Na verdade, não via a hora de me encaixar nela. Queria senti-la profundamente, queria que fosse minha. Entretanto, não podia me esquecer de uma das regras impostas. Aquela, a meu ver, era a mais importante. Não podia fazer sexo inseguro com a Maraisa.
Tenho certeza de que nenhum de nós tinha algum tipo de doença, mas não era bom arriscar. Sou muito rígido com relação a isso, sempre fui. Portanto, apenas intensifiquei o nosso beijo.
Não queria largá-la, estava sendo bom demais. Sua boca me envolvia completamente; aqueles lábios carnudos eram muito macios, de modo que me vi incapacitado de findar o beijo.
Maraisa estava deliciosamente entregue ao momento e acabou forçando seu quadril de novo. Nossos sexos já estavam roçando um no outro há algum tempo.
Por muito pouco não a penetrei. Em vez disso, curvei-me um pouco e decidi que era a hora de pular a etapa.
-Espere, Maraisa - sussurrei. - Preciso te proteger. Vem comigo.
Ela nada respondeu, apenas me olhou como se não estivesse entendendo. Coloquei-a de volta no chão e desliguei o chuveiro. Abri o box e puxei Maraisa comigo. Encontrei minha calça jogada no chão do banheiro. Levei-a conosco, pois sabia que havia sido lá onde tinha guardado os preservativos.
Estávamos ensopados, por isso molhamos o chão do quarto inteiro antes de chegarmos à cama, mas não me importei. Encarei Maraisa fixamente, procurando os preservativos dentro do bolso da calça. Achei um pacote em menos de dois segundos e o ergui entre meus dedos.
Ela corou de vergonha quando finalmente percebeu o que era aquilo. Tão inocente... e linda. E ia ser minha. Não via a hora de senti-la em mim.
Abri o pacote com um pouco de pressa, sentindo a adrenalina circulando nas minhas veias.
O monstro que morava dentro de mim me mandava acabar logo com aquilo antes que ela resolvesse fugir. Eu sabia que Maraisa não fugiria, mas o receio de ser rejeitado ainda estava presente, deixando-me nervoso como se nunca tivesse feito aquilo na vida. Seria cômico se não fosse tão esquisito.
-Posso? - Maraisa perguntou.
Encarei-a fixamente.
Ela estava envergonhada, mas fazia o possível para parecer tranquila.
Soube disso observando seus olhos com atenção.
-Sem dúvida - murmurei, entregando-lhe os preservativos.
Havia três dentro do saquinho. Maraisa pegou um e deixou o restante em cima da cama.
Logo em seguida ela se curvou, sentando-se na beira da cama. Segurou minha ereção latejante com tanto cuidado que parecia ter medo de que quebrasse ou algo do tipo. Foi colocando a borracha devagar, conferindo se estava bem encaixada. Mordi os lábios, pois suas mãos em mim causavam uma sensação extremamente deliciosa.
Depois de tudo estar no lugar certo, Maraisa me olhou daquele jeito sinistro, capaz de arrancar o meu fôlego. Vi sua pele corar intensamente, deixando seu rosto inteiro avermelhado.
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The Trip "Danisa"
FanfictionTotalmente fora dos seus planos, Maraisa concorda com uma despedida de solteira...
