"Quando é pra ser, é"
10 meses e 5 dias depois...
Quem disse que consegui dormir?
A droga da insônia pairou sobre mim durante todo o restante da noite. Só havia um motivo para tal, visto que cansaço eu tinha de sobra: nervosismo. Parecia que eu tinha engolido uma bola de basquete; meu estômago doía e precisava respirar fundo para que oferecesse um pouco de alívio.
Vi as horas passarem e os planos para o dia seguinte serem reformulados centenas de vezes dentro da minha cabeça. Nenhum parecia bom o suficiente, embora saiba que estava fazendo o possível e que, provavelmente, Maraisa adoraria cada detalhe. Tive medo de parecer um idiota. De algo dar errado. Pior ainda, cheguei até mesmo a pensar em uma resposta negativa partindo dela.
E se Maraisa não quisesse casar comigo?
Sabia bem que tudo isso era fruto da minha capacidade de autoflagelamento. Quando se trata dela é assim mesmo que fico: perturbado e inseguro. É difícil demais tentar agradar a pessoa mais importante da sua vida. Devia ser simples e natural, na verdade minha intenção sempre foi ser espontâneo, mas... Não dava. Eu precisava de que aquilo desse certo.
Maraisa dormiu como uma pedra; amanheceu e ela ainda não tinha se movido. Deu até inveja. O nosso dia seria longo e eu não queria estar sonolento; mais um detalhe que me deixou frustrado. Contudo, não teve jeito, levantei assim que o relógio alertou que já era uma hora aceitável para se acordar.
Pedi nosso café da manhã no quarto – precisava aproveitar o dia ao máximo, não ia deixar Maraisa acordar tarde daquela vez – e fui direto para debaixo do chuveiro. A água foi me trazendo um pouco de calma e paciência; meu corpo agradeceu e se encheu de empolgação. Apesar do nervosismo, era inevitável me sentir alegre. Passei por muitas merdas para estar ali, vivendo aquele instante agradável.
Levei um susto enorme quando mãos quentes tocaram as minhas costas.
Maraisa riu bastante do pulo que dei – quase fui parar no teto –, mas não parou de me acariciar. Juntou-se a mim no chuveiro, deixando a água tirar sua carinha linda de sono.
Comecei a lhe passar sabonete por todo o corpo, mas ela o roubou de mim e foi passando no meu.
Fui relaxando devagar. Era bom demais ser tocado por ela, sentia-me protegido. Minha alegria aumentou consideravelmente enquanto absorvia todas as suas carícias.
–O que vamos fazer hoje, amor? – Ela parecia muito animada.
Mantinha um sorriso lindo estampado no rosto.
–Muitas coisas. Vamos começar pelo café da manhã, que deve estar chegando.
–Hummm, que delícia... Mas acho que meu desjejum será outro
Ela falou de um jeito louvável, guiando suas mãos para o meu sexo. Ensaboou tudo por ali magistralmente. Claro que cresci nas mãos dela na mesma hora.
–Você está tão safada, Maraisa.
–Quem manda ser tão lindo o tempo todo? A culpa não é minha.
–É sua sim. Não sei mais o que fazer contigo...
–Sabe sim... – Encarou-me maliciosamente.
Meu apetite sexual não havia se alterado em absolutamente nada. Eu estava sempre pronto para ela; qualquer hora era hora, qualquer lugar era lugar. Sei que Maraisa aumentou muito seu ritmo por minha causa, às vezes eu tinha medo de estar exagerando, mas ela também me procurava bastante.
Mesmo tendo feito amor comigo a noite inteira, a maldita estava ali. Procurando-me mais uma vez.
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The Trip "Danisa"
FanfictionTotalmente fora dos seus planos, Maraisa concorda com uma despedida de solteira...
