"Surpreendente"
1 ano depois...
O despertador tocou e fui obrigada a interromper um sonho maravilhoso. Há semanas sonhava - e tinha pesadelos também - com o casamento.
Faltavam ainda três meses para a cerimônia, e eu não sabia dizer se era muito ou pouco.
Era muito porque não via a hora de estar casada com o Danilo, e pouco porque eu estava enlouquecendo para que tudo saísse de um jeito pelo menos aceitável.
Danilo e eu estávamos decidindo tudo em conjunto, o que é extremamente mais complicado do que se eu estivesse planejando sozinha. Mas preciso entender que ele não é como João Pedro, que se contentava com qualquer coisa. Danilo é tão perfeccionista quanto eu; fez questão de participar de cada escolha, teceu mil e uma sugestões e, admito, teve as melhores ideias. A de contratar um gerador próprio para fornecer energia, por exemplo. O casamento seria realizado em um sábado, às três horas da tarde, mas conhecendo nossas famílias e amigos era óbvio que a festa duraria até anoitecer. Precisaríamos de luzes. Além do mais, casamento sem música não dá. Mesmo que ainda não soubéssemos como providenciar a música - Danilo votava em uma banda simples, mas não havíamos encontrado alguma interessante o suficiente -, era óbvio que precisariam de energia.
No geral, estávamos ganhando muitos presentes. Como já possuíamos tudo dentro de casa, não fizemos questão de ganhar presente de convidado algum, mas as poucas pessoas que compareceriam estavam se reunindo para nos oferecer as coisas do próprio casamento.
Júlia, por exemplo, fez questão de providenciar todos os doces. Ela tem uma grande amiga que trabalha com trufas deliciosíssimas - ela me fez provar tudo antes de contratá-la - e variados doces finos, todos personalizados.
Kaio e Maiara estavam arrasando na decoração. Ficamos estudando milhares de fotos de casamentos na praia; eles escolheram a mais linda e estão providenciando cada detalhe de modo que fique o mais parecido possível. Se bem que, em minha opinião, estava ficando melhor do que a foto.
Todo dia Maiara vinha com uma coisa diferente para encaixar; montamos uma espécie de planta da área e devo dizer que está tudo muito organizadinho.
Na verdade quem montou essa planta foi o Danilo, pois, segundo ele, era bom que alugássemos toldos caso chovesse ou o sol estivesse muito forte. Sendo assim, procuramos uma boa empresa de toldos, e meus pais fizeram questão de pagar pelo aluguel. Nem eu sabia que custava tão caro. Bom, os que escolhemos eram mesmo caros, pois possuíam um material resistente e diferenciado, próprios para casamentos. Fomos escolher na semana passada, vão ser três; dois circulares para a área da festa e um retangular para a cerimônia.
Meu pai também está pagando pelo meu vestido - resolvi comprar e não alugar. Mesmo que jamais volte a usá-lo, seria tão bom guardá-lo de recordação! Além de que, se tivéssemos uma filha, faria questão de que ela o usasse em seu casamento.
O modelo é exclusivo, lindo de morrer, e está sendo costurado por uma profissional super renomada. Foi caro, mas meu pai quis porque quis pagar por ele.
Os pais do Danilo estão pagando pelo cerimonial. Pensamos em não contratar um, mas vai ser impossível manter a ordem na beira da praia sem alguém responsável por isso. Mesmo com apenas cinquenta e dois convidados - pasme, depois de cortarmos aquele tipo de familiar que só comparece em enterros e casamentos, nossas famílias, juntas, somaram este número exato -, o cerimonial daria apoio necessário para que as coisas fluíssem ordenadamente.
Ganhamos também outros detalhes; alguns familiares estão nos presenteando com o aluguel da limusine, para que eu chegue à praia com estilo.
Os funcionários do Danilo fecharam o aluguel de suas vestimentas - e também vão fazer toda a cobertura com relação às fotografias.
VOCÊ ESTÁ LENDO
The Trip "Danisa"
FanfictionTotalmente fora dos seus planos, Maraisa concorda com uma despedida de solteira...
