"Massagem, Balde de água fria"
Maraisa aquiesceu, e ficamos nos olhando por um longo tempo. Eu não sabia o que fazer, muito menos ela. Meu maior desejo era lhe roubar um beijo, mas diante desta impossibilidade, simplesmente travei.
De repente, ela se afastou e foi caminhando devagarzinho de volta para a mansão. Acompanhei-a sem falar nada. Maraisa permaneceu muda, mas sua expressão era de puro nervosismo. Senti que precisava relaxar... Necessitava de um pouco de descanso mental, pois sua mania de pensar em tudo parecia fazê-la se sentir exausta. Foi então que tive uma ideia.
Assim que cruzamos os portões, segurei sua mão com a maior delicadeza que consegui reunir.
Desta vez Maraisa não reagiu.
- Vem comigo - pedi.
Por um segundo cheguei a pensar que ela se recusaria, mas me enganei.
Ainda muito quieta, Maraisa me seguiu rumo à lateral da casa. Ninguém percebeu nossa presença. Eu estava com uma ideia fixa na cabeça, e aquilo ia ter que ajudá-la de alguma forma. Estava disposto a qualquer coisa - não sabia até onde iria, mas minha preocupação era real. Além do desejo e de todos os instintos que me levavam até Maraisa, estava também o medo de machucá-la, de fazê-la ficar pior e de ser rejeitado.
Entretanto, não fiquei muito tempo pensando nas consequências ou nas coisas que aprendi a temer desde que a conheci. Iria dar o meu melhor. Ponto final. Se tudo o mais desse errado, justificaria alegando que estava fazendo o meu trabalho; o que, de fato, não seria uma mentira.
Havia duas salas com portas brancas na parte de trás da casa. Era uma construção à parte, mas que estava interligada à mansão por um telhado de vidro e madeira. O lugar era interessante; todo decorado com plantas que formavam um pequenino jardim.
Cruzamos a porta que indicava a sala de massagens. Senti a mão da Maraisa apertando a minha, ela estava nervosa. Confesso que também morria de medo. Meu coração batia acelerado, como se nunca tivesse feito o que estava prestes a fazer. Isso era, no mínimo, esquisito. Porém, estava começando a me acostumar com a estranheza das minhas reações.
- Não sabia que tinha isso aqui. - A voz da Maraisa quase tirou o meu fôlego, mas mantive uma aparência natural superconvincente.
- Íamos trazê-las amanhã, mas todo espaço pode ser utilizado quando quiserem.
Atravessamos uma sala enorme, composta por inúmeras mesas de massagem profissionais. Poderia ficar por ali, mas queria um ambiente mais reservado para nós. Queria que Maraisa se sentisse extremamente confortável e achei que a salinha existente no fim da que estávamos era uma ótima pedida.
Abri uma porta e entramos na tal sala. Era pequena, mas estava limpa, cheirando super bem. O melhor de tudo é que ela era equipada por uma mesa de massagem grande e mais confortável do que as que tinham no lado de fora. Além disso, tinha ar-condicionado - o qual liguei de prontidão, pois o clima estava meio quente -, som e um armário que continha alguns hidratantes e óleos. Também havia uma prateleira com toalhas limpas.
- Sente-se aqui - murmurei, apontando para a mesa.
Maraisa fez o que pedi, mas não pude deixar de perceber que ela tremia enquanto olhava para cada ponto dentro da sala. Seu nervosismo evidente me comoveu de verdade. Tanto, que senti a necessidade de tranquilizá-la.
Curvei-me diante dela, encarando-a com firmeza.
- Quero que, primeiramente, relaxe. Fique tranquila... Só irei fazer uma massagem em você. Uma massagem completa, não apenas em seus pés. É só se deitar, fechar os olhos e relaxar. Tudo bem?
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The Trip "Danisa"
FanfictionTotalmente fora dos seus planos, Maraisa concorda com uma despedida de solteira...
