"120 horas depois..."
Maraisa estava muito abalada com as minhas confissões. Ter levado tudo à tona não havia me feito bem, porém reconheço que foi necessário. Ela precisava saber o que tinha acontecido comigo, bem como eu queria saber sobre a sua história. Sabia que a minha havia sido mais forte - ela não parecia o tipo de pessoa que sofreu tanto -, contudo era algo que eu pretendia superar.
A sua presença na minha vida era um estímulo perfeito para minha mente processar tudo e arquivar em um espaço que não me atingisse. Infelizmente aquelas merdas ainda me atingiam.
Puxei Maraisa para o meu colo.
Ela veio com facilidade, mas sua expressão ainda era de espanto. Os olhos estavam vermelhos por causa das lágrimas recentes, e as mãos tremiam um pouco. Não soube dizer se tremiam de frio ou de pavor.
A chuva estava se aproximando, porém me vi incapaz de largá-la.
Beijei sua boca com vontade, como se o ato dissolvesse todas as palavras que eu havia acabado de proferir. De fato, a cada vez que nossas línguas se perdiam, sentia os problemas deixarem o meu corpo.
Beijar Maraisa era melhor que terapia.
Ergui minhas mãos e lhe agarrei os cabelos entre os dedos. Desci meus lábios na direção do seu pescoço, provocando-lhe arrepios. Fiz uma trilha lenta de beijos úmidos, espalhados do seu colo até a orelha. Maraisa fechou os olhos e deixou-se levar. O modo como se entregava às minhas carícias me tirava do sério.
Ela escorregou as próprias mãos através dos meus braços. Apertou-me a carne e, curvando-se para frente, tornou a envolver o meu pescoço. Seus dedos trabalharam no meu cabelo como sempre fazia, deixando-o assanhado.
-Maraisa... Não tenho certeza se estamos invisíveis aqui - murmurei.
-E daí? - respondeu, mordendo meu lábio inferior.
-Sr. Antunes ou Dona Olga podem aparecer - completei, mas Maraisa não me largou por nada.
Começou a fazer um movimento louco com a cintura. Ela estava de vestido, por isso senti seu sexo se esfregando na minha calça jeans.
-Ah... Dane-se.
Afastei meu rosto depressa, surpreso com sua reação. Sorri de imediato.
-Está falando sério? - Impossível acreditar que Maraisa estava topando fazer sexo perigosamente, ao ar livre.
-Eu estou de vestido. Olhe...
Ela se levantou na minha frente, deixando meu rosto na altura de suas coxas. O vestido florido que usava chegava até um pouco acima dos joelhos. Olhei para cima, observando o que ia fazer. Maraisa me olhou de um jeito sensual, seus olhos escuros já me seduzindo sem esforço.
Suas mãos passaram pelo seu vestido e, com um movimento rápido, ela tirou a própria calcinha. Levantou uma perna de cada vez, desfazendo-se da peça íntima completamente. Meu desejo flutuou rumo ao infinito. Cheguei a prender os lábios enquando assistia a ela se despindo.
Maraisa se ajoelhou ao meu lado, jogando a calcinha bem na minha cara. Segurei-a e inspirei profundamente. Tinha o seu cheiro; delicioso até demais.
-Você está muito safada - comentei, rouco.
Não conseguia desviar meus olhos dela.
-Vai fazer algo a respeito? - ela perguntou, meio murmurante.
"Que mulher é essa?", perguntei a mim mesmo, admirado. Maraisa era surpreendente. Em todos os aspectos, em todos os sentidos... A maldita sempre me surpreendia. Sempre.
-Preciso fazer uma pergunta - eu disse, lembrando-me do nosso diálogo.
Estava com saudades dele.
Sei que é loucura, mas aquele jogo me dava um tesão enorme.
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The Trip "Danisa"
FanfictionTotalmente fora dos seus planos, Maraisa concorda com uma despedida de solteira...
