5º Capítulo "Uma dança"

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"Uma dança"

Sr. Amoretto, o Cheff que cozinhou as maravilhas que nos foram servidas, surgiu assim que terminamos de jantar. Ele era bem mais velho do que os rapazes, mas muito bonito também. Trajava vestes impecáveis, tradicionais de cozinheiro. Beijou a mão de cada uma de modo magistral e recebeu os devidos elogios, que fizemos questão de não poupar.

Bruna decidiu pedir alguns drinks, pois estava louca para ver o barman, o tal de Marcelo, fazendo suas acrobacias. Saímos da mesa e nos aproximamos do bar, comentando sobre como a piscina parecia atrativa - embora estivesse fazendo um pouco de frio.

Marcelo era um homem alto, forte e tinha traços orientais. Seus cabelos eram compridos, pretos e muito lisos, lembrando um samurai.

Não soube dizer se havia sido uma coincidência, mas percebi que os rapazes eram diferentes entre si - embora igualmente belos -, como se fosse impossível deixar de agradar o gosto de qualquer mulher. Por exemplo, dei uma olhada geral nos homens que trabalhavam; além do loiro e do moreno que nos serviram, tinha mais dois rapazes bronzeados na cozinha, isso sem contar com o Marlos.

Havia outro loiro com cabelos cacheados ajudando o Marcelo no bar, parecia um anjinho.

Decidi pedir ao Marcelo que me preparasse a coisa mais "fraca" que tinha. Ele piscou um olho, falando no meu ouvido que faria apenas um coquetel de frutas sem álcool e que juraria não contar o "segredinho" a ninguém.
Sorri amplamente, impressionada com sua gentileza. Será possível que todos aqueles rapazes eram simpáticos?

Sério, eles deviam ganhar muito bem com aquilo. Esse pensamento me fez lembrar um detalhe muito importante: Bruna estava pagando por tudo sozinha. Não podia permitir tal absurdo, pois certamente ela havia gastado uma nota preta. Só com o aluguel daquela casa enorme eu já me sentiria constrangida, e ainda tinha o serviço dos rapazes - que deve ter sido ainda mais caro do que a casa.

Acabei chamando Bruna num canto, de modo que pudéssemos conversar a sós. As meninas estavam super entretidas com o pequeno show que o Marcelo fazia com as garrafas. Nem notaram quando nos afastamos.

-Bru, você precisa me dizer quanto custou essas coisas. Não aceito um não como resposta, preciso ajudá-la a pagar por isso - falei, olhando-a nos olhos.

Ela fez uma careta engraçada, mas depois abriu um amplo sorriso.

-Olha, Maraisa, conheço-a muito bem e sei que não vai adiantar dizer que não precisa. Você vai insistir até o fim e a situação vai ficar chata, por isso vou te mandar logo a real: eu não estou pagando por nada - disse simplesmente.

Abri os olhos ao máximo.

-Como assim? Bruna, um serviço desse tipo não pode sair de graça!

-Vou te explicar, mas... queria que ficasse apenas entre nós. - Bruna daquela vez havia parado de sorrir.

-Sim, claro, pode falar. - Balancei a cabeça, concordando.

-Conheço esse grupo há algum tempo, trabalham lá na agência. Bom, resumindo, eles me devem alguns favores... E estão lançando este empreendimento agora. Foram meses de pesquisa, mas faltava realizarem um teste real. Bom... Nós somos o teste.

Abri a boca, embasbacada. Não sabia se tinha entendido direito.

-Esse pessoal... está testando o serviço conosco? Somos uma... Como posso dizer?

-Cobaia - ela respondeu. - Sim, somos uma espécie de cobaia. Mas, olha, não se preocupe. Acompanhei cada processo, tenho certeza de que sairá tudo em ordem. Tudo é meticulosamente planejado, eles são profissionais.

The Trip  "Danisa"Histórias para pegar e não largar. Descubra agora