045 | Perfume, cigarro e uísque

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Kali Mulen

── Quer dizer que a minha lobinha queria que eu viesse também? ── Tom diz, sentando do meu lado.

── Eu não disse isso.

── Eu vi nos seus olhos. ── Bill fala, sentando do outro lado. Eu estava entre os dois. ── Diz o que você quer?

Bill passava a língua pelo meu pescoço e Tom desenhava linhas na minha coxa.

── Eu não preciso dizer, vocês já sabem.

── Mas eu quero ouvir você pedir. ── Tom sussurra no meu ouvido. ── Pede, lobinha.

── Tom. ── Falo, pro garoto que mordia meu pescoço e Bill puxa meu cabelo.

── Chama o meu nome. ── Ele diz.

── Bill, meu cabelo. ── Resmungo e ele puxa mais forte. ── Pede Kali, ou prefere Sin?

── Ela prefere lobinha. ── Tom diz. ── Não é minha lobinha.

Tom beijava um lado do meu pescoço e Bill mordia o outro enquanto puxava meus cabelos. Os dois tinham uma sintonia que não dava pra explicar.

── Me fode logo. ── Falo, me deixando levar pela luxúria que aquele momento proporcionava.

── Você quem manda, amorzinho. ── Bill fala, me empurrando contra o colchão.

Tom retirou a faixa que prendia na testa e amarrou uma das minhas mãos na cabeceira. Bill puxou a camisa que me vestia e sorriu ao ver que eu já estava sem calcinha.

── Facilitando nosso trabalho, lobinha.

Sorri pra ele.

Bill desceu uma trilha de beijos pela minha barriga até chegar aonde queria, mas diferente de antes ele enfiou dois dedos sem aviso nenhum. Soltei um gemido alto, que foi abafado por Tom. O beijo dele continha os gemidos que insistiam em escapar, arranhei suas costas e senti Bill penetrar mais dois dedos em mim. Quanto mais fundo seus dedos iam, mais intensos os beijos Tom. Quando enfim o orgasno me atingiu sinto os dedos serem retirados e o barulho do cinto bater no chão.

Tom saiu de cima de mim e se virou tirando a camisa, ele levou o copo de uísque até minha boca. O líquido desceu quente pela minha garganta, mas mal tive tempo de recuperar o fôlego e Bill já se enfiou dentro de mim. Com a mão que estava solta segurei seu cabelo e senti ele ir mais fundo. Gritei arranhando suas costas, mas isso não era nada pra ele. Bill ia cada vez mais fundo, e seu membro parecia ficar cada vez mais duro.

Nunca irei admitir, mas eu amo esse jeito insaciável dele. Aquilo me fazia me sentir completa. Os dois faziam. O frio na barriga quando beijo eles, as brigas, as conversas, os tapas, os arranhões oela manhã, o café da manhã repleto de discussões, o ciúme um do outro a foda.

Eu me sinto completa com eles.

E isso vai bem além da transa é uma conexão que transcende a alma. Diferente de qualquer coisa que já senti.


─Já cansou? ── Bill fala, saindo de dentro de mim.

── Não canso rápido, Kaulitz.  ── Falo e sinto um estalo na minha perna.

Tom bateu com o cinto em mim.

── Quietinha. ── Ele diz, e quando abro a boca pra falar algo Bill me acerta um tapa.

── Ficaram loucos?

── Hoje não seremos bonzinhos com você. ── Bill fala.

Tom retira as calças deitando do meu lado me puxando pro seu colo. Ele me forçava contra seu membro e aperta minha cintura. Quando minhas pernas fraquejavam ele batia com o cinto na minha bunda. Aquilo doía, mas mesmo assim eu gostava. Em um movimento rápido ele me colocou de quatro e penetrou rápido. Qualquer um que passasse pela porta do quarto iria ouvir meus gemidos.

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