AARON WALKER dêem ⭐
STALKER
Senti sua respiração leve no meu pescoço e deixei escapar um sorriso.
Minhas mãos apalparam sua calça e puxei o telefone do bolso de trás. Passei Brianna do meu colo para a cadeira e acomodei a cabeça dela sobre a mesa.
Os fios de cabelo caíram pela madeira maciça, e eu podia ver seu rosto na
minha direção.
É adorável quando não fala, ratinha.
Sua mão pequena à mercê da minha curiosidade e desconfiança, tinha o
dedo indicador deslizando sobre o leitor de impressão digital segundos
depois. A tela acendeu e eu tinha seu baú secreto, aberto bem diante dos
meus olhos.
Em tudo havia astronomia, e isso ia desde nebulosas no papel de parede
a icons personalizados organizados por tons de azul e violeta com planetas
flutuantes sobre a tela. O telefone era literalmente uma galáxia ambulante.
Fez um santuário para mim?
O ícone da galeria de fotos brilhou em meus olhos primeiro e segui para lá. Uma pasta com um emoji de pêssego me chamou a atenção mais do
que qualquer coisa naquela seção e eu não pude medir o tamanho da minha
perplexidade quando vi o que ela guardava lá.
Imagens de seu corpo seminu.
No subtítulo do álbum, algo como "moda praiana" — ou fosse lá qual
fosse a merda que tinha a ver com praia — reluzia.
Empurrei a sequência de imagens olhando uma a uma só para ter
certeza de que ela não guardava nada ali — nunca se sabe —, mas parei
quando cheguei em um conjunto vermelho.
Meus dedos descobriram o zoom.
A porra do tecido fino que marcava os mamilos da vadia e a fenda no
meio da calcinha me fez abrir um pouco mais as pernas e passar os dedos
pelo cabelo, suando frio como um animal no período de acasalamento.
Soltei o ar quente pelas narinas e fechei todo o aplicativo. Bastava de
fotos. Eu não tinha tempo para ficar duro.
Percorri rapidamente as mensagens, tentando encontrar algo que
justificasse sua presença ali, algo que explicasse por que diabos ela voltou, ou talvez uma conversa com o porco, para que eu pudesse rastrear.
Perdi tempo na conversa com uma garota. Mavi. Pelo visto, eram
amigas íntimas e moravam distante uma da outra. Só falavam sobre a ratinha,
seu gosto duvidoso para homens — coisa que me pareceu interessante — e
trocavam sugestões sobre qual roupa usar para ir a algum lugar —
mulheres… Ela tinha umas cinquenta mensagens não respondidas daquela
garota, e a julgar pelas últimas, em caixa alta, era uma amizade a menos.
Logo em seguida, fui bombardeado por grupos disciplinares da
universidade e grupos de leitura de livrinho de romance.
— Isso é romance? — Enruguei a testa para uma capa com serpentes,
sangue e rosas vermelhas. As figuras que elas mandavam ali beiravam ao
insano. — Você tem um gosto duvidoso para literatura também, docinho. Seu
pai sabe sobre seus livros de histórias para dormir?
No entanto, não demorou muito para encontrar algumas outras
mensagens. Eram caras da universidade, de outras gangues. Meus olhos quiseram latejar.
Onde diabos conseguiram o número dela? Mais mensagens começaram a surgir, como se estivessem zombando da minha paciência. Não sabiam ao menos abordar uma garota. Era uma pior que a outra.Peguei o meu telefone no bolso e registrei todos os números. Depois,selecionei as conversas iniciadas nos últimos trinta dias e exclui
absolutamente tudo. Aqueles imbecis eram um risco aos meus planos. Ninguém chegaria
perto da vadia quando valia tanto para mim.
Assim que a limpeza foi concluída, uma aba suspensa pulsou sob meus
olhos, alegando ser impossível excluir, e sem paciência joguei o telefone de
lado.
Brandon apareceu em frente à biblioteca no momento ideal, caminhei
até ele. Pela sua cara, eu não aparentava algo agradável com a minha.
— Encontrou alguma coisa? Vai matar quem? — perguntou, seguindo
os meus passos.
— Esquece o telefone. — Meu resmungo saiu pelas narinas.
— Como assim esquece o telefone, cara?
— Temos que pegar uns caras.
BRIANNA:
Acordei em um sobressalto.
Meu coração estava acelerado e buscava ar para os pulmões com
dificuldade, sob a exigência das pontadas que tomavam minha cabeça
dolorida. Eu estava sozinha na biblioteca, que tinha poucas luzes acesas,
pronta para fechar.
Aaron!
O nome dele foi a única coisa que reverberou na minha mente.
Ainda desnorteada, avistei o meu celular um pouco distante. Agarrei-o
e o trouxe até mim. Com certeza Meg estava pirando com o meu sumiço,
eram quase onze da noite.
Precisava ver as mensagens.
Abri o aplicativo e fiquei por exatos cinco minutos ali, inerte, me
perguntando: quais mensagens? Tinha porra nenhuma lá.
Indignada, saí da biblioteca e me arrastei para fora do pavilhão,
seguindo o caminho iluminado pelas luzes fracas do campus. O vento frio da
noite cortava minha pele enquanto caminhava em direção ao alojamento.
— Ainda não acredito que ele me fez apagar e fuçou meu telefone! —
reclamei sozinha, querendo rir da minha surpresa.
Era o Alien. O que deveria esperar?
Meu aplicativo de mensagens podia estar zerado. Mas eu ainda estava
aliviada pelo fato dele não ter tido acesso à principal. Suspensa na tela, em
modo invisível e que só eu sabia como abrir, com uma senha segura especial.
Estava em vantagem. Pelo menos, por enquanto.
Depois daquilo, a urgência em adiantar a minha busca por respostas
não parava de apitar. Não podia mais perder tempo.
Ao entrar em nosso quarto, fui direto ao ponto.
— Meg, preciso da chave do seu carro. — Abri a gaveta da minha
cômoda e peguei a chave que roubei do Aaron e a minha arma. — Eu... tenho
que fazer algo. Algo importante. — Coloquei tudo em uma bolsa, sob o olhar
desconfiado dela.
— Garota, onde se enfiou? E que merda é essa que você tirou da gaveta
e colocou na mochila? Uma arma? — balbuciou.
— É uma proteção — falei, e ela ainda pareceu ficar abalada. — Sou
filha de delegado, Meg. Sei o que estou fazendo. — Suspirei. — Me empresta
o carro? — A garota de cabelos curtos franziu ainda mais o cenho. Estalei a
língua com as mãos nos bolsos de trás da calça. — Juro que não é nada ilegal
— implorei, sentindo a urgência em minhas palavras. — Só preciso ir a um
lugar, verificar algo. É relacionado ao meu pai, Meg.
Ela hesitou por um momento, antes de suspirar e pegar as chaves do
carro na mesa ao lado da cama.
— Troquei os pneus a menos de um mês…
— Entendi, obrigada! — Mal a ouvi e saí do quarto, dirigindo-me ao
estacionamento. A noite estava cada vez mais fria, mas a determinação me
aquecia por dentro.
A cada passo que dava até o carro, o rosto de Aaron piscava em minha
mente. O infeliz não queria aproximação, não estava me dando trégua, nunca
me daria. Ele estava diversificando as estratégias.
Até então, sua insistência não conseguiu nada de mim, e isso me era como alívio e lembrete de que precisava ser mais esperta do que ele.
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AO CAIR DA NOITE
FanfictionLivro 1 O homem mais poderoso dos EUA te ofereceu um emprego como babá. Ele precisa de ajuda para cuidar de sua doce filha, que acabou de perder a mãe. Só tem um problema. Ele nunca está em casa. Você o encontrou só algumas vezes - e há meses isso n...
