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AARON WALKER
Minha

Ela me deu aquele olhar dissimulado e minha vontade de apertá-la
quase excedeu o limite. Entendi de primeira qual era sua intenção. Estava
tentando provar que me afetava, que aquilo tudo ia além da vingança, mas
eram puros delírios da vadia. Só era autoritário demais para aceitar que minha
melhor carta fosse passada de mão em mão.
Ou, pelo menos, achava.
Sentir aquela puta raiva não era normal. Nunca tinha passado por algo
parecido e não era como se eu me importasse com todas as bundas que
passavam pela minha cama, mas aquela desgraçada conseguia me fazer vidrar
só nela, como uma droga almejada do caralho.
Por um tempo, achei que fosse pelo fato de ela ser importante demais
para a minha vingança, mas já tenho receio de admitir que pode ir além disso.
— Tomei um belo banho bem ali… — Voltou a suspirar feito uma
cadela no cio e minhas veias inflaram. — Não sabe o quanto me segurei para
não chamar por ele e…
— Cala a boca, Abernathy. — Fiz seus punhos se apertarem com um
puxão nas correntes e ela gemeu, mas riu logo em seguida.
— Faríamos coisas inumanas naquele chuveiro… Brandon tem braços
enormes… — Me aproximei dela com os punhos cerrados.
— Não me faça repetir a ordem. — Fiz reverberar pelo lugar e ela
encarou os meus olhos, a voz aveludada acariciando meus tímpanos.
— Já me fodeu, Alien — ciciou com aquela boca carnuda, usurpando a
minha sanidade. — Então sabe exatamente o que seu amigo sentiria quando
metesse…
— Mandei calar a boca! — Meus dedos entraram em seus cabelos,
apertei o couro cabeludo e mordi seu lábio inferior e o trouxe para mim. Ela
gemeu, me olhando nos olhos até que eu soltasse. — Cala a boca, ratinha, se
não quiser que eu faça pior — murmurei em uma distância perigosa de seu
rosto e ela inspirou fundo, antes de voltar a falar.
— Por que você só injeta adrenalina no meu corpo para me colocar de
volta na gaiola? — Apertou as pernas. — Me excita e amordaça a minha boca
de novo e de novo… — Aqueles olhinhos me mostraram súplica. — É algum
tipo de tortura? Porque é a mais covarde. — Minhas pupilas dançaram
confusas junto às dela. — Diga a verdade: sabe que não valho a pena, então
por que ainda insiste em brincar comigo? Por que ninguém além de você
pode me tocar? — Lhe dei silêncio até que a última pergunta ressoasse. —
Por que vive repetindo que sou sua?
— Porque é minha — falei sério e levei a mão para apertar seu maxilar
pequeno.
— Em qual sentido? — As sobrancelhas desenhadas franziram
levemente.
— É minha para que eu faça o que quiser, para me dar o que quero,
quando quero. — Apertei a cintura e sua respiração trêmula me fez fechar os
olhos.
— Sabe que não tenho o que quer.
— Você tem, e vou pegar. — Meus lábios brincaram com os dela. —
Vou pegar agora. — Beijei com força, puxando para mim e fazendo-a sentir
minha língua dentro da boca, agarrada à dela, sugando e batendo,
demonstrando o que eu faria ao seu corpo e alma. — Quero foder cada
buraco em você, Brianna. — Soltei as correntes de cima e, uma vez livre dos
braços suspensos, puxei-a pelos cabelos, fazendo-a ficar de costas para mim.
Minhas mãos subiram por dentro da camiseta, arranquei o sutiã e rasguei a calcinha no corpo — parecia amar sentir o tecido esmiuçar ainda na
pele, como da última vez — não consegui disfarçar que sentia fome e raiva o
suficiente para engolir aquela rata atrevida ali mesmo, mas existia um desejo
queimando feito o inferno dentro de mim que me levava a ansiar enterrar
tudo naquela garganta primeiro.
Virei seu corpo para mim e, quando achou que a beijaria de novo, eu a
fiz descer.
— Ajoelhe e abra essa boquinha gostosa pra mim. — Desabotoei a
calça, sentindo o pau pulsar dentro daquela sauna feita de tecido. Coloquei o
monstro para fora e assisti à sua boca entreabrir. — É isso que você quer não
é, vadia? — Ela me deu um meio-sorriso.
— Continua me chamando assim e vou te morder — falou, erguendo as
mãos com as correntes penduradas e segurando firme.
— Você gosta — respondi, abrindo um pouco mais as pernas. —
Agora, faça seu trabalho. — A atrevida conseguia mexer comigo quando me
olhava por baixo. Ver meu pau na sua boca, então… me fazia querer tomar o
controle a todo momento.
Quando Brianna colocou a glande entre os lábios e franziu as
sobrancelhas como uma puta, fixei os pés com mais força no chão.
— Tá fraquinha? — Ela ergueu as sobrancelhas, engolindo metade do
meu pênis. — Lubrifica o meu pau, vadia! Chupa tudo! — Juntei seus
cabelos e a trouxe para frente, fiz com que ela me engolisse por inteiro.
Quando ergueu a mão para me afastar, segurei-as longe pelas correntes e
empurrei a pelve contra seu rosto. — Oh… está sufocando? — Tirei um
pouco, lhe dando trégua, e sem perder tempo, segui goela a baixo de novo.
Vi-a apertar os olhos com força e puxei para fora novamente.
Passei a segurar sua cabeça com as duas mãos e me movimentar
devagar, fodendo aquela boquinha com calma e sentindo o quão quente era a
língua, macios os lábios e pequena a cavidade bucal. Antes de gozar gostoso
ali, puxei para fora, trazendo um fio de saliva gelada comigo. Meu pau
balançou parando ereto diante de sua respiração ofegante, ansiando por
aquela coisinha que ela escondia entre as pernas.
Levantei-a com força e a fiz ficar de costas para mim. Meus dedos
escorregam pela boceta carnuda tão molhada quanto eu me lembrava.
— Ficou molhada por pensar nele? — Puxei os cabelos para falar em
seu ouvido. E com a outra mão passei a corrente enrolada em seu punho por
entre as pernas. — Fale agora ou cale-se para sempre…— Fiquei molhada por causa da sua reação enquanto eu falava dele,
idiota. — A voz saiu trêmula, uma delícia.
— Bom… muito bom… — Segurei os punhos dela embaixo dos seios
e com a outra mantive uma das correntes entre as pernas.
O toque gelado fez com que gemesse e quase babei, sentindo a
facilidade com que a corrente escorregava. Comecei a puxar e soltar,
esfregando ali embaixo. Ela se contorcia gemendo e eu a mantinha no lugar
com os dentes em seu pescoço, chupando a pele como um animal.
— Geme pra mim.
— Aaron… eu não… — Sua fala cessou, dando lugar a algo contido.
— Geme mais alto!
— Podem escutar… — ciciou. Larguei a corrente e seu suspiro de
frustração foi perceptível.
— Se essa é sua preocupação, vou dar um jeito. — Segurei-a forte pelo
pescoço e desfiz uma das amarras em seu punho. Ergui o emaranhado de
argolas diante de seus olhos. — Eu vou te colocar numa coleira, vadia. —
Dei duas voltas em seu pescoço, sentindo a pele sensível arrepiada. — E vou
foder essa sua bocetinha na sacada desse quarto até que não sinta mais as
pernas. — Apontei para a porta que levava àquela parte do dormitório. —
Você vai desejar poder gritar e gemer, mas será impossível.
— Não é tão louco a esse ponto…
— Sabe com quem está lidando, ratinha… está me deixando ofendido
com essa subestimação. — Bati na bunda com força e ela gemeu muito mais
alto. A risada que deixei escapar foi de pura satisfação. — Sempre soube que
você sentia tesão por coisas assim. — Mais um tapa e ela segurou minha
mão.
— Qual o intuito de me marcar por todo o corpo? Já faz questão de
anunciar que sou sua pelos quatro cantos deste lugar — falou entre os ofegos.
— Quero fazer você acreditar nisso também… — Mordisquei a orelha
dela. — E pelo modo como suplica por mim, não está longe de acontecer.
Pude ver seus olhos revirando e bati com mais força, antes que
rebatesse. O arrastar das corrente foi como música para os meus ouvidos e,
quando chegamos à sacada, o campus estava completamente apagado.
O vento frio passava por nossos corpos como um intruso, mas não
incomodava, nós dois estávamos quentes como o inferno. Diante da paisagem
escura da Libert, colei meu corpo no dela, mantendo o pau no meio de suas
pernas, uma mão em um dos seios e outra no pescoço, por cima da corrente.Meus lábios dançaram por sua orelha.
— A quem você pertence, ratinha? — Pressionei a ereção nos grandes
lábios e ela se contorceu. Passei a massagear a nós dois devagar. — Só te dou
mais quando disser em alto e bom som. — A fricção se tornou mais intensa e
o som mais alto. Bati nela com minha própria ereção, massacrei o clitóris
macio, a pele delicada. O corpo de Brianna amolecia sob meu poder. —
Quem é o seu dono, Abernathy?
— Você… — Foi um sussurro.
A porra do sussurro mais gostoso que ouvi na vida. Uma injeção de
adrenalina direto no sangue.
— Que delícia que é ouvir você admitir isso… mas quero mais —
grunhi e posicionei a glande na entrada escorregadia, iniciando movimentos
circulares. — Fala mais alto, vadia! Quem é o seu dono? Fala… — sussurrei
a última palavra. Meus dentes passearam na pele de seu ombro, senti que
todo o corpo dela tremia. — Fala pra mim, hum?
— Você é meu dono… — ciciou com os dedos na base do parapeito,
olhos fechados, pernas bambas.
— Mais alto… — Empurrei a glande para dentro e ela gemeu,
empurrando-se para baixo e tentando engolir um pouco mais. Segurei sua
cintura com força e a mantive em seu lugar. — Você quer ele não quer?
— Eu sou sua, Alien! Só sua…
— Só minha. — Bati com força na bunda e apertei o pescoço dela por
cima das correntes. — Só minha, caralho! — Pressionei a boca contra a
orelha dela e penetrei de uma vez. Meu pau deslizou pela carne quente e
macia, pulsando por ela. — Empine essa bunda, fique na ponta dos pés e
respire enquanto pode, ratinha. Seu dono promete apertar a coleira até que
não consiga emitir sequer mais um gemido.
Ela encostou a barriga no parapeito, segurei a corrente que lhe servia
como coleira e a fiz se inclinar para frente, levantando a camisa devagar. Vi
quando colocou os dedos entre as argolas e o pescoço, como garantia de que
não morreria sufocada.
— Coitadinhos dos dedinhos, ratinha… — Ri alto, puxei minha pelve e
bati com força contra ela, penetrando de novo. — Toma aqui o que você
merece, toma — rugi, aumentando o movimento. — Merece que eu foda essa boceta com vontade!
Uma das minhas mãos puxava a corrente e a fazia inclinar a cabeça
para trás, ao passo que a outra a empurrava pelas costas contra o parapeito.
Seus gemidos já estavam cortados e quanto mais apertada a coleira, mais sem
ar ela ficava.
Os cabelos dela voavam pelo vento e, mesmo que não pudesse ver, eu
tinha certeza de que os nós de seus dedos já não tinha cor, na insana tentativa
de folgar a corrente ao redor do pescoço. Naquele silêncio fantasmagórico, o
som dos nossos corpos se chocando, da fricção molhada, só não predominava
o lugar, porque existiam meus rugidos.
Quando a vi tremer por completo, tirei a coleira. Brianna suspirou
como quem não tinha ar há séculos, tive certeza de que seu gemido alcançou
o pavilhão administrativo. Parecia ter soltado tudo que guardou de uma vez.
— Já passou… passou… — sussurrei, metendo com força. — Ainda
vai segurar os gemidos? — Não me respondeu com palavras, mas com um
som mavioso, que claramente suplicava por mais, pois suas pernas tremiam
como nunca. — Fala que quer mais, ratinha…
— Aaron…— A voz definhou, antes de completar o meu nome. Ela só
sabia gemer e receber o que eu tinha para dar.
— Fala, Brianna!
— Eu quero… — Apertei seu pescoço com força e entrei por inteiro
dentro dela.
— Entenda uma coisa. Você não atende por esse nome quando está
assim comigo. Quando estou fodendo essa bocetinha, você é a minha puta. A
minha ratinha. Você é minha. — Voltei a me movimentar, a fricção se
tornando tão audível quanto seus gemidos. — A quem pertence, ratinha?
— Eu sou sua…
— E vou matar quem, além de mim, tentar fazer isso com você. Vai me
contar se sequer te olharem. — Apertei a cintura com força. — Vai dizer se
tentarem falar com você, deixe claro que só abre as pernas para mim. —
Trouxe sua cabeça para que encostasse em meu peito e coloquei as mãos por
baixo da camisa, alcançando os seios. Apertei com vontade, sentindo aquelas
coisinhas macias com mamilos enrijecidos enquanto ela apertava meu pau,
contraindo a boceta com as pernas molhadas.
— Aaron… — Ela estava prestes a gozar.
Fiz seu tronco se dobrar no parapeito e continuei acertando o ponto que
a fez perder o controle sobre o próprio corpo. Seus músculos se contorceram
diante dos meus olhos e a sensação quente envolveu meu pau depressa,
arrancando um grunhido do fundo da minha garganta.
As marcas da minha mão formavam um mosaico em sua pele. O som da afirmação de que era minha reverberando na cabeça e seu corpo tenso por
espasmos me fizeram franzir o cenho. O ápice do prazer parecia criar raízes
em meus pés e subir como lava pelas veias. Meus testículos tremeram e senti
o esguichar bater lá dentro, fazendo-a choramingar mais uma vez.
— Oh… que delícia! — Brianna estava tendo espasmos, jogada contra
o parapeito, enquanto eu lambuzava cada canto daquela coisinha carnuda e
gostosa com a minha porra quente.
Segurei os cabelos e a fiz se erguer. Contemplamos as luzes dos
alojamentos acesas e poucos corajosos envolvidos pela penumbra tentavam
nos reconhecer.
— Acordou a vizinha, amor? — Ela gemeu em resposta e seus olhos
confusos se viraram para mim. Mudei de assunto. — Ainda me sente aqui,
não é? — Coloquei a mão lá, estava pingando. Passei os dedos por cima de
seu clitóris e esfreguei sob a entrada. — Abre a boquinha. — Enfiei os dedos
entre os lábios e ela os chupou. — Boa menina. — Peguei-a no colo,
caminhei até minha cama, com as correntes se arrastando pelo chão, e a
coloquei lá. Assisti ao sono repousar sobre suas pálpebras, pesando o
suficiente para que começasse a adormecer, mas ainda com uma mão
agarrada ao meu braço.
Tirei de lá e a acomodei perto de seu seio, também tirei as correntes e
as joguei de lado. Bati o cobertor e a cobri antes de caminhar até o meu
telefone, na estante, deixado em um ângulo perfeito que captasse trezentos e
sessenta graus daquele ato.
— Aaron? — Sua voz soou fraca. Ergui a cabeça para vê-la tentando
franzir o cenho. — Você… nos gravou? O que vai fazer com isso?

Dêem ⭐

AO CAIR DA NOITE Onde histórias criam vida. Descubra agora