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BRIANNA ABERNATHY

A CAIXA NAO!

Aquelas palavras reverberam pelo lugar e pelos meus ossos. Cada
célula em meu corpo clamava por ele, almejava se entregar.
Eu queria fazer aquela loucura. Quis desde as primeiras provocações.
Era como se, no fundo, ele fosse o que sempre procurei. A adrenalina que eu
precisava, o prazer inumano que bombeava mais sangue pelas veias. Me fazia
mal na maior parte do tempo, mas me sentia viva de alguma forma. Atenta.
Era como uma droga que entregava perigo e prazer inigualáveis, simultâneos.
Já sentia a ereção roçar minha coxa, olhos nos olhos, nossas pupilas
pareciam valsar em uma dança infernal e proibida. Meus lábios estavam
trêmulos, seios que subiam e desciam roçando aquele peitoral tatuado de
forma impiedosa, o suficiente para enrijecer meus mamilos.
Ele ergueu uma das mãos e envolveu meus punhos, mantendo-os para
cima. Sua outra mão me segurou ao redor da cintura. Ele estava sussurrando
em minha orelha no segundo instante.— É isso que quer? — Sem respostas. Meu corpo gritava por si só,
mas, mesmo percebendo, ele insistia em perguntar. Seus músculos me
pressionaram com um pouco mais de força contra a parede, o gemido que
deixei escapar o fez mordiscar meu lóbulo. — Quer mesmo que eu acabe
com você? Quero ouvir da sua boca… — sussurrou.
Era óbvio que ele queria me ouvir falar aquilo em voz alta, seu ego era
grande demais para apenas me ler o corpo, Aaron queria ganhar em tudo, e,
naquele momento, eu estava disposta a lhe entregar os troféus.
Cerrei os dentes, a respiração já ofegante começou a ganhar mais ritmo.
Senti o aperto de sua mão livre em minha coxa, me fazendo encaixar
perfeitamente em cima do pau ereto, me dando estímulo para falar mais
rápido.
— Sim… — Escapou de forma trêmula, como uma súplica. Ele se
afastou da minha orelha e colocou o rosto a centímetros do meu.
— Não ouvi…
— Me fode, Alien. — Fechei os olhos, cada mínimo movimento me
fazia sentir o quão dura era sua ereção. Não suportei segurar a vontade de me
esfregar ali.
Mesmo que ele usasse a calça grossa do fardamento da fraternidade,
pude sentir seu tamanho e formato por cima da minha calcinha. A saia do
uniforme da irmandade contribuiu, levantando com o movimento.
Agora, ele tinha as duas mãos na minha bunda e, concentrado,
empurrava para cima o tecido branco da saia e a minha cintura para baixo,
fazendo-me sentir melhor, perceber que crescia e ficava ainda mais duro a
cada segundo.
Olhei para ele, sua boca entreaberta junto da expressão séria, meio
surpresa, era impagável e me tirava o pouco fôlego. Não demorou para que
me encarasse de volta, como quem tinha fome, sede e tudo que houvesse
necessidade de ser sanado na hora, não com uma mordida, uma chupada, uma
faísca; ele queria tudo que eu poderia oferecer, e me vi disposta a entregar.
Ele levou os lábios aos meus, devagar, atiçando. Fechei os olhos e,
quando me aproximei, recuou. Fez isso mais uma vez, e outra. Na quarta ação
de castigo, minha pelve queimava e meus lábios formigavam, sedentos.
Aaron parecia saber controlar muito bem a vontade, mas eu? Eu o
morderia se conseguisse alcançar.
— Está jogando comigo? — sussurrei a pergunta entredentes e abri os
olhos.— Com raiva porque não alcança a minha boca? — Permiti que minhas
pupilas explorassem cada canto daquele rosto esculpido enquanto ele me
espremia contra a parede. — Só estou procurando ter certeza de que você
quer tanto quanto eu. — Puxou as alças da minha blusa para baixo usando
apenas os dentes. — Mas não se preocupe, ratinha vou te dar o que deseja —
falou, colocando a língua em meu mamilo.
A sensação gelada e persistente me fez arquear a coluna. Seus lábios
seguiram mesclando de um a outro, envolvendo-os e os sugando tão forte que
salpicava arrepios por toda a minha pele.
Aaron mordiscou levemente um deles e um gemido mais alto escapou
da minha garganta.
— Começo a ter certeza de que cada canto do seu corpo é delicioso. —
Ele juntou os dedos em um dos mamilos sensíveis e o apertou, me fazendo
lacrimejar. — Mas, para isso, preciso provar.
Ele me girou tão rápido que meus cabelos derrubaram a bolsa na
cabeceira da cama e todos os objetos se espalharam por ali. Meu corpo pulou
sobre o colchão e só parou quando o peso dele caiu sobre mim. Era um
homem de quase dois metros de altura, que me mantinha debaixo de si como
se eu fosse nada.
Seu corpo me empurrou um pouco para cima e mantive as mãos atadas
na cabeceira. Com a saia embolada na cintura, ele me fez abrir as pernas para
lhe dar a visão que almejava.
— Vamos ver como está aqui embaixo? — Os dedos grandes passaram
pelo tecido da calcinha e, quando achei que a arrancaria, recebi um tapa forte
ali. Foi como uma descarga elétrica. Diante da minha contorção, suas mãos
me seguraram pelas pernas com força. — Vai ser pior quando for o meu pau,
ratinha. — Mais um tapa e gemi, tremendo. — Isso, geme pra mim, vadia. —
Outro golpe e senti minha boceta encharcada por baixo do tecido. Meus
choramingos tiraram um meio sorriso dele. — Boa menina — soprou,
lambendo os lábios devagar e a atenção voltou para as minhas pernas.
Finalmente puxou o elastano, pude sentir o ar frio acariciar aquela parte
quente e molhada, que latejava devido aos tapas. Olhei para ele, percebendo
que apreciava a vista sem ao menos piscar. Meu rosto pareceu pegar fogo e,
em segundos, seus olhos miraram os meus. Desviei, minhas pernas se
fechando ligeiramente, mas suas mãos me apertaram as coxas e as puseram
de volta ao lugar, completamente abertas, à mercê de suas vontades.
Aaron segurou as extremidades das duas alças e rasgou a calcinha no meu corpo. Segurei a respiração quando ouvi o tecido, sendo destruído e
jogado no chão.
— Hum… caralho, se pudesse ver… — Ele aproximou o rosto das
minhas pernas, passando a ponta do nariz ali. — Me dê suas mãos —
ordenou em um murmúrio e abaixei os braços para vê-lo separar dois dos
meus dedos, o olhar predatório me fez vacilar. — Coloca o dedinho aqui. —
Levou minha mão até lá querendo provar que eu estava molhada pra caralho.
— Enfia o dedo lá dentro — falou, e me vi seguindo sua ordem. Deslizei com
facilidade as pontas dos dedos sob sua supervisão e logo percebi que não
estava satisfeito. — Você não usa vibradores, vadia? Enfia mais fundo. —
Empurrei para dentro com mais força por pura raiva, meu corpo vibrou
pedindo menos e puxei de volta. — Agora, chupa o dedinho — completou
com a voz rouca e os olhos acesos. Coloquei o dedo entre os lábios, sentindo
o gosto salgado. — Mais uma vez. — Repeti o ato enquanto tiravaei os dedos
molhados de lá, sua mão forte me impediu de chupar. — Dá aqui pra mim. —
Colocou-os na língua, seus lábios os envolveram e meu corpo inteiro tremeu
quando o vi fechar os olhos.
Logo foi a vez dele usar os seus, em círculos, massageando a minha
entrada. Seu rosto se inclinou ao meu e, quando alcançou os meus olhos,
senti os três dedos sem piedade.
— É assim que você merece. — Apertei o braço dele e liberei um
gemido trêmulo. Quando os tirou dali, minha boceta pingava sob seu
estímulo. — Está do jeito que eu gosto. — O sussurro enviou incontáveis
arrepios pela minha espinha. — Abra as pernas. — Obedeci, como a boa
menina que era, e quase lacrimejei quando senti seus lábios lá embaixo. Eram
gelados e precisos.
Me fez revirar e balançar o corpo sob o poder de sua língua e beijos
naquela parte sensível. A respiração quente cobria meu clitóris e seus dedos
me abriam para que explorasse mais, intercalando entre chupar e mordiscar.
Sua língua aumentou a velocidade e ofeguei feito uma condenada. Era
impossível conter os gemidos, manter as unhas longe da cabeceira da cama
ou sentir o lençol embolar sob meu corpo completamente molhado. A
sensação de que a barriga flutuava estava lá, e minha boceta latejava dentro
de sua boca.
Mesmo que tentasse fechar as pernas, ele me mantinha parada, fazia
com que meu corpo sentisse todo aquele prazer de uma só vez, e murmurava
coisas ali embaixo.— O seu gosto é tão bom, vadia… — Puxou minha pele com os dentes
e passou a língua em seguida. — Eu a chuparia a noite inteira. — O modo
como sugou meu clitóris me induziu a arquear sobre a cama. Quando achei
que iria gozar, ele se ergueu passando a língua pelos lábios. Seu sorriso era
de outro mundo e, com os olhos nos meus, segurou o pau, massageando-o
entre os dedos.
Aaron fez a glande passear por toda a extensão lubrificada, pincelando
devagar, espelhando o molhado entre nós. Suas mãos separaram ainda mais
as minhas pernas e usando apenas a ereção dura, passou a subir e descer
friccionando, esfregando-se em mim. Massacrou minha boceta, me fazendo
ver toda aquela cena. Quando mirou a entrada, comecei a tremer.
— Você não vai usar…
— Acha mesmo que eu vou te foder com camisinha? — perguntou,
sorrindo. — Quero sentir cada parte dessa sua bocetinha molhada e te fazer
conhecer a sensação da minha porra quente forrar o seu útero. Então peça. —
Seu dedo tocou em minha boca. — Peça como a puta que você é. — Tentei
mordê-lo, mas ele o tirou e me roubou um beijo. — Delícia.
Ergui o rosto para continuar com sua boca na minha, mas se afastou.
— Quantas vezes precisa ouvir? — sussurrei.
— O necessário para que me lembre de você como uma putinha
implorando pelo meu pau nessa sua boceta. — Aumentou a fricção e eu
revirei os olhos.
— Por fav… — Ele entrou com tudo, me fazendo engasgar no final da
frase.
— Vadia do caralho! Vou te dar o que você quer. — O pau me
preenchia e esvaziava freneticamente, levando ar, batendo forte na pele e
reverberando como palmas molhadas. Quando ele empurrava para dentro, eu
o sentia deslizar em mim e alcançar o ponto certo.
Aaron cravou os dentes em meu ombro e fez a cama balançar debaixo
de nossos corpos. Cada estocada era complementada por um de seus urros e
meus gemidos cantarolados ao fundo.
Eu estava quase delirando quando, com as mãos atadas, cravei as unhas
em algo gelado na cabeceira.
Meu celular. Ele tinha escorregado da bolsa junto das outras coisas.
Minha mente lutava para me fazer pensar, mas toda vez que aquele
filho da mãe metia em mim, tudo virava uma bagunça.
Ele diminuiu o ritmo, mexendo o quadril devagar e beijando meu pescoço. Com os olhos revirando, tentei repassar o que fui fazer ali e o fato
de que precisava ficar sozinha naquela casa. Talvez, eu não tivesse outra
chance, então tinha que fazer algo.
Lutando contra aquela sensação de prazer que me fazia querer gritar,
tentei calcular como tocaria a tecla digital de chamada de emergência que
deixei programada no meu telefone, por precaução. Ela enviaria uma
mensagem à unidade policial mais próxima com a minha localização. Com os
dedos tremendo e sem conseguir enxergar a tela do telefone, senti a vibração
de confirmação. Funcionou.
— Abra essa bocetinha apertada, ratinha. Eu quero tudo. — Ele sorriu
contra o meu pescoço, fazendo a voz reverberar pela minha carne trêmula,
penetrar minhas veias como mel quente.
— Oh… Aaron… — O nome escapou com uma súplica.
— Sim, Brianna… — Ele aumentou a velocidade outra vez e meu
corpo inteiro começou a amolecer mais depressa.
Seus rugidos no meu ouvido arrancaram minha pouca sobriedade, meus
dedos vacilaram e o telefone escapou caindo no chão.
Sem parar os movimentos, ele olhou na direção do ruído e eu o segui.
Na tela, a imagem de confirmação de mensagem entregue brilhava e,
instantaneamente, sirenes surgiram em um raio de poucos quilômetros.
Aquele homem virou o rosto para mim com os olhos escurecendo.
— Surpresa… — Foi o que consegui sussurrar recebendo suas
investidas.
— Vadia! — grunhiu e sua pelve me acertou em cheio. Senti os
testículos baterem forte contra mim, minha boceta engoliu seu pau por inteiro
e ele começou a se movimentar mais rápido, com uma força desumana.
— Aaron! — gritei, sentindo que ele acabaria comigo.
Uma de suas mãos juntou meus cabelos com força e a outra envolveu
meu pescoço. Seus lábios pressionaram contra os meus e ele grunhiu, rouco:
— Vou acabar com a sua raça! — A intensidade me fez afundar no
colchão. Meus gemidos eram cortados pela maneira impiedosa com que ele
me fodia e se misturavam ao aumento do som das viaturas.
Cravei as unhas em suas costas, soltando um riso de quase morte, mas
eu morreria satisfeita. Aquele prazer me tomava de uma forma inimaginável,
meu único desejo era que o Alien tomasse tudo de mim, descontasse aquela
raiva daquele jeito, que acabasse comigo.
— Só saio daqui depois de deixar essa sua bocetinha cheia de porra,para aprender! — Bateu com mais força e gritei. Minhas pernas estavam
molhadas. Senti que seu pau crescia ainda mais dentro de mim, pulsando
enquanto batia lá dentro, escorregadio e grande, e alcançando uma parte
dentro de mim que nunca soube que existia, que me fazia salivar, ficar tonta.
Meu clitóris latejou, uma dor prazerosa e fina na vagina me fez
contorcer, abrir mais as pernas e me empurrar contra ele. Perdi a noção de
espaço e tempo, já não enxergava nada além de seus músculos, seus olhos, o
tamanho daquele homem e o quão forte ele se fazia em cima de mim. Senti a
barriga flutuar, os bicos dos meus seios balançando esquentavam, as pontas
dos pés enrijeceram e eu parecia entrar em um colapso iminente de tanto
prazer.
— Eu acho que vou…— Apertei os olhos quando Aaron mordeu meu
ombro com mais força, e continuou metendo em mim como um selvagem.
Não consegui segurar e gozei. Era como se tentasse expulsar ele de dentro,
mas o teimoso permanecia e pulsava, me fazendo ter espasmos de tão
deliciosa que era a sensação. Esguichei ainda mais forte quando senti que ele
gozava também em uma última estocada, forte e bruta, que me fez sentir a
porra quente se espalhar por minha carne e escorrer quando ele deslizou para
fora.
As sirenes só não eram mais altas que nossas respirações quando se
aproximou do meu rosto com aquela ereção ainda pulsando, gozando, e
salpicou seu gozo em minha pele suada.
Satisfeito por ter deixado minha boceta escorrendo e meu rosto sujo,
ele empurrou a glande inchada na minha boca.
— Engole o que sobrou do seu leite, vadia. Engole tudo. — Uma gota
generosa ganhava impulso escorrendo pela cabeça rosada. Sua outra mão
apertou minhas bochechas e não resisti.
Abri os lábios e deixei que entrasse, com meu corpo completamente
anestesiado por espasmos, quebrei a dormência do paladar ao sentir seu gosto
salgado. Chupei com os olhos fechados, ouvindo-o suspirar, antes de arrancar
dos meus lábios.
Vi quando puxou a calça para cima sem tempo a perder além do que
usou para me encarar da porta, ofegante, suado e estonteante, me deixando
ali, jogada, com as pernas bambas, sem ar.
Seu último olhar era uma mistura de tudo que ele podia me oferecer
junto a algo que nunca tinha visto antes. Algo novo.
Mas eu não tinha tempo para descobrir do que se tratava, não tinha tempo para ficar perplexa comigo mesma, me dar um soco no meio da cara
ou gritar feito louca pela casa. Ele estava saindo e a polícia estava chegando.
Me sequei como consegui e ajustei a roupa, saindo do quarto e
segurando pelas paredes. Já não havia sinal do Alien, mas pude ouvir o ronco
de seu motor em algum lugar daquele bairro quando me aproximei da porta e
a abri, antes mesmo de baterem.
— Peço mil desculpas, houve um mal-entendido. — O policial de
Manhattan me encarou por alguns segundos com a sobrancelha arqueada.
Juntei as pernas que ainda tremiam completamente úmidas e me segurei na
porta sem forças. Um sorriso instável surgiu em meu rosto. — Eu estou bem
e estou sozinha.

Dêem ⭐

AO CAIR DA NOITE Onde histórias criam vida. Descubra agora