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Lua 🌙

Acordei no outro dia morrendo de dor nas costas, assim que abri os olhos, a primeira coisa que eu vi foi minha mão entrelaçada com a do Índio que tava na cadeira ao lado.

Tentei soltar pra poder me mexer e acabei acordando ele.

Lua: Desculpinha.- Falei e ele me olhou.- Vai pra casa dormir.

Índio: Cê já acorda grossa assim? - Falou levantando da cadeira.- Quando a gente casar quero ser acordado como rei.

Lua: Minha coluna tá doendo pra caralho.- Resmunguei.

Vic: Bom dia, amiga.- Falou entrando junto da Mari, Cobra e Laranja.

Em todo lugar, tem que tá geral junto.

Adoro.

Mari: Bom dia, pombinhos.- Falou me abraçando.- Amiga, advinha que vai se mudar?

Laranjinha: Eu, vou morar com vocês.- Se intrometeu beijando minha testa.

Cobra que tava do meu lado sorriu e Mariana revirou os olhos pra ele.

Mari: Vou morar com o Caio.- Falou fazendo cara de nojo.

Lua: Ih alá.- Brinquei.- Felicidades e feliz dois anos.

Mari: Ela lembra, ela.- Me abraçou.- Próxima vai ser você, vai morar com o Índio cara de bunda.

Índio: Tá quase.- Brincou beijando minha mão.

Cobra: Pra ela ter que vim pro hospital todo dia? Já que você não cuida dela? - Falou grosso.

Índio: Fé pra tu, meu bom.- Falou debochado e se aproximou de mim falando no meu ouvido.- Eu vou ver o Kauã e resolver as coisas rapidão, eu volto.

Lua: Manda beijo pra ele.- Ele me deu um selinho.

Ele falou com a Mari e com o Laranjinha e saiu.

Vic: Menos mal.- Comentou sentando aonde ele tava sentado.

Lua: O que foi isso, Guilherme? - Encarei ele.

Cobra: O cara nem pra te proteger pô, se tu tá aí a culpa foi dele.- Apontou.

Mari: Para com isso, irmão. O índio não tem culpa de nada, tu que convive mais com ele sabe que ele defende a Lua de todas as formas possíveis.- Falou puta.- Vocês são muito infantis, imoral.

Laranjinha: Mari pistola, pei.- Fez graça.

Lua: Índio não tem culpa de nada, ninguém aqui tem. A culpa é de quem fez isso comigo.- Falei séria e calma.- Eu sei que vocês querem me proteger, mas não precisa brigar com quem me faz bem, tá!?

Mari: Vamos tomar banho e ver se essa cara de Anabelle sai? - Falou pegando a mochila.

Lua: Você tem que dormir com uma máscara no rosto, pra não se assustar com ela quando acordar, Caio.- Brinquei enquanto ele e o Gui me ajudavam a descer da cama.

Laranjinha: Eu sei.- Mariana mandou dedo.

Sentir uma dor filha da puta na minha xota, apertei a mão da Mariana com força e ela quase me deu um tapa.

Mari: Vou apertar teu cu assim.- Resmungou.- A médica disse que com os remédios,as dores vão passar. Fica tranquila.

Vic: Só esquece isso.- Falou ajudando a Mari.

Lua: Gente eu consigo Toma e banho, obrigada.- Elas negaram.- Eu não sou lésbica, socorro.- Brinquei.

Mari: Cala a boca vadia, hoje você é a passiva.- Falou puxando meu cabelo de leve.

A gente gargalhou e elas tiraram minha roupa e me deixaram sozinha, eu conseguia tomar banho.

O problema era que toda vez que eu tocava no meu corpo, lembranças ruins invadiam minha mente.

Ali, sozinha com a água caindo sobre mim, me deixei desabafar.

Passei quase uma hora chorando ali dentro, até as meninas começarem a me chamar do lado de fora.

Eu sei que eu sou mais forte que isso.

No MorroOnde histórias criam vida. Descubra agora