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Lua 🌙

Lua: Calma, Isa.- Falei colocando a Thay na cadeirinha e coçando minha cabeça, me ajoelhei na frente dela enquanto o Índio levava o Léo pro banheiro.

Isa: Eu machuquei ele, tia..- Falou baixinho.- Não foi por mal, eu juro... A gente tava brincando e eu tropecei no brinquedo, eu acabei empurrando ele, foi sem querer, eu juro.

Lua: Está tudo bem, amor. Acidentes acontecem! - Passei a mão nos cabelos dela.

Isa: Você vai me machucar igual o papai faz? - Perguntou baixinho.

Como assim o Caio machuca a menina?

Eu não acredito nisso, eu só posso tá maluca.

Lua: O que seu pai faz? - Ela deitou a cabeça entre as pernas.- Tá tudo bem, eu não vou te machucar.

Isa: O "Inho" tá com raiva de mim? - Passou a mão no rosto.

Lua: Não tá, você sabe como ele é..- Beijei a testa dela.- Olha a Thay pra mim?

Isa: Tabom, titia.- Falou animada.

Lua: Não tira ela dai, ok? - Coloquei o bebê conforto no chão.

Ela assentiu e pegou uma boneca, mostrando pra Thayná.

Me levantei amarrando o cabelo e fui até o banheiro, de onde escutava os fungados do Léo e os resmungos do índio.

Índio: Tua mãe vai me matar, mas eu nem fiz nada.- Falou de costas pra mim.- é filho, ela é maluca, surtada. Imagina se ela vai dormir de calça jeans? Puta merda.

Lua: Sem palavrões na frente das crianças, amor.- Falei assustando ele.

Ele virou tomando um susto, o que fez Leozinho sorri baixinho.

Índio: Cadê a faca? Olha, o Léo tá aqui, você não pode me bater.- Falou nervoso.

Lua: Eu hein, maluco.- Dei um selinho nele que me olhou estranho.- E aí, vida?

Leozin: Tá doendo muito, mamãe.- Falou sincero.

Lua: Ok, vamos chamar a mamãe médica? - Brinquei pegando o algodão.- Vamos combinar uma coisa? Se você deixar eu limpar numa boa, a gente vai tomar quantos sorvetes você quiser.

Leozin: Tudinho? - Abriu a boca.

Índio: Eu compro até a sorveteria pra tu.- Falou agachado do nosso lado.

Ele sorriu e segurou a mão do índio, comecei a limpar e eu sabia que tava ardendo, mas tentei fazer da melhor forma possível.

Uma lágrima desceu pelo rosto dele enquanto ele tava de olhos fechados apertando a mão do Victor.

Lua: Isso é normal, Léo.- Puxei assunto.- Você vai cair e se machucar várias e várias vezes.- Ele abriu os olhos.- Mas não pode ficar com raiva da Belly, tá? Ela fez sem querer.

Leozin: Já acabou? - Perguntou esfregando o rosto.

Lua: Já! Vamo tomar sorvete? - Ele sorriu animado.- Vamos.

Peguei ele no colo e joguei as coisas no lixo, respirei fundo me sentindo muito cansada, mas iria tomar sorvete.

Leozin: Vamo tomar sorvete Belly, vem Tatá...- Chamou as duas do meu colo.

Eu ainda iria descobrir o que o Caio faz com a menina, ele não é doido!

Lua: Amor, que cheiro de queimado..- Ele não deixou eu falar, saiu correndo, fazendo os meninos rirem.

Menos a Thayná, que tava cochilando no bebê conforto.

Índio; Meu pão que essas crianças não me deixam comer.- Resmungou pegando a Thay.

Quando estávamos saindo de casa, a Isa resolveu falar, por coincidência, na hora que o Laranjinha ia entrar na nossa casa.

Isa: Eu quero ir no colo também.- O pai dela olhou pra ela.

Laranjinha: Vamo, papai.- estendeu os braços.

Ela negou com a cabeça fazendo ele olhar estranho e fazer uma carinha de triste.

Lua: Toma, Caio.- entreguei Léo a ele.- Vem, Belly.

Ela subiu no meu colo vendo o Laranjinha suspirar e me olhar como se pedisse ajuda.

Olhei sério pra ele que não entendeu também e começamos a andar.

No MorroOnde histórias criam vida. Descubra agora