23

176K 9.2K 3.3K
                                        

Victória 🔥

Lá estava eu, quatro horas da manhã, descendo o morro que só tinha vapor nas vielas.

Eu conhecia a maioria, então era super flex pra mim.

Na barreira, tava o Cobra conversando com o outro, com o fuzil em mãos e sorrindo de lado.

Séria lindo, se eu não odiasse ele.

Tentei passar direito,mas o F2, fez o favor de falar comigo, fazendo todo mundo olhar pra mim.

Dispiei dele o mais rápido e voltei a andar, mas depois de cinco passos, o Guilherme segurou meu braço.

Cobra: Tá fazendo o que por aqui? Olha a hora.- Falou baixo só pra gente ouvir.

Victória: Eu tô com sono, deixa eu ir pra casa, namoral.- Pedi e ele soltou meu braço.

Cobra: Quero conversar contigo pô.- Revirei os olhos.- Coe, a gente pode ficar, sem compromisso.

Vic: Eu não sou de metade, princeso. Tô cansada disso, agora eu quero um príncipe encantado pra casar comigo.- Debochei.

Cobra: Aí tu fode.

Vic: Ótimo! Tenha uma boa noite.- Dei as costas.

Ele puxou meu braço novamente e aproximou nossos corpos, fazendo a gente se beijar.

Tentei sair, dei soquinhos no peito dele, mas ele segurou.

Eu andava pra trás tentando sair dali e ele ia junto comigo.

Vic: Para, isso é estupro.- Falei quando ele parou me beijar.

Cobra: Eu quero, tu quer. Qual problema?

Vic: Que eu vou ser magoada novamente.

Cobra: Nunca espere nada de mim, minha vida num tem rumo, eu sou um merda mermão.- Falou colocando meu cabelo pra trás da orelha e me fazendo rir.- Tu prefere que a gente tenha uma parada sem compromisso, ou tu quer um compromisso que eu provavelmente vá te trair?

Vic: Eu só preferia o que você me prometeu.- Falei fechando meu sorriso.- Me solta, por favor.

Ele me soltou e me olhou com cara de bolado.

Sai andando pra casa, quando cheguei, vi a minha cama, foi a primeira coisa que eu vi, me joguei nela e comecei a chorar.

Chorar por ter um nó na minha garganta, eu simplesmente não sabia o que tava doendo, apenas sentia.

Tranquei a porta e me sentei na cama chorando, fiquei deixando meu peito se lavar ali.

Abri a janela e fiquei sentada vendo o pôr do sol.

Do nada, alguém aparece na janela, me assustou pra caralho.

Cobra: Mano, que que tu tem? - Falou preocupado entrando pela janela.

Vic: Para de vim atrás de mim, que merda.- Chutei ele do chão.

Cobra: Aí filha do capeta.- Colocou a mão na canela.

Acabei rindo fazendo mais lágrimas descendem.

Cobra: Colfoi? - Sentou do meu lado no chão.

Vic: Nada, isso é só saudades.- Menti.

Cobra: Eu prometi que sempre ia cuidar de tu, foi isso. Eu nunca deixei de cumprir.- Falou fazendo eu chorar mais.- Para com isso porra, não chora desgraça.

Passei a mão no rosto e ele me puxou, deitei no peito dele e ele passou a mão no meu rosto.

Aos poucos tudo foi diminuindo, a dor, o choro, o furacão.

Ele era minha calmaria.

Desgraçado.

Me levantei sem falar nada e saí do quarto, fui no banheiro do corredor e lavei o rosto.

Vic: Você vai dormir aqui? - Perguntei ajeitando a cama.

Cobra: Cadê? Você não vai me expulsar? - Perguntou me fazendo revirar os olhos.

Terminei de arrumar a cama e fui pro banheiro, tomei um banho rápido e coloquei uma calcinha, fui no guarda roupas e peguei uma blusa grande minha.

Ele já tava deitado, só de cueca.

Vic: Coloca uma bermuda, eu não sou obrigada a dormir com esse grafite perto de mim.

Cobra: O grafite que te faz gozar dez vezes mais.- Falou em tom irônico.

Vic: Você nem me faz gozar, colega. Eu finjo.

Cobra: Ah, tendi.- Falou debochado e eu me deitei do lado dele, sentindo ele me agarrar.

Virei de costas pra ele e ele começou a beijar meu pescoço e passar a mão na minha bunda.

Fechei os olhos sentindo já a minha intimidade formigar.

Ele subiu a mão pro meu peito e apertou.

Vic: Guilherme.- Falei baixinho, soou quase como um gemido.

Cobra: Qual foi? - Virei pra ele.- Hm, tu é bonitinha, mas só por causa dos olhos.- Falou tirando meu cabelo do rosto.

Ele beijou minha testa e desceu pra minha boca, começamos um beijo lento pra caralho, aonde eu já estava nadando, de tão molhada que eu tava.

Levei minha mão ao seu membro e quase sem querer, comecei a masturbar-ló, fazendo ele morder meu lábio inferior entre o beijo e arfar com a boca na minha.

Obrigada por pagar com a língua, Victória.

No MorroOnde histórias criam vida. Descubra agora