Victória 🔥
Lá estava eu, quatro horas da manhã, descendo o morro que só tinha vapor nas vielas.
Eu conhecia a maioria, então era super flex pra mim.
Na barreira, tava o Cobra conversando com o outro, com o fuzil em mãos e sorrindo de lado.
Séria lindo, se eu não odiasse ele.
Tentei passar direito,mas o F2, fez o favor de falar comigo, fazendo todo mundo olhar pra mim.
Dispiei dele o mais rápido e voltei a andar, mas depois de cinco passos, o Guilherme segurou meu braço.
Cobra: Tá fazendo o que por aqui? Olha a hora.- Falou baixo só pra gente ouvir.
Victória: Eu tô com sono, deixa eu ir pra casa, namoral.- Pedi e ele soltou meu braço.
Cobra: Quero conversar contigo pô.- Revirei os olhos.- Coe, a gente pode ficar, sem compromisso.
Vic: Eu não sou de metade, princeso. Tô cansada disso, agora eu quero um príncipe encantado pra casar comigo.- Debochei.
Cobra: Aí tu fode.
Vic: Ótimo! Tenha uma boa noite.- Dei as costas.
Ele puxou meu braço novamente e aproximou nossos corpos, fazendo a gente se beijar.
Tentei sair, dei soquinhos no peito dele, mas ele segurou.
Eu andava pra trás tentando sair dali e ele ia junto comigo.
Vic: Para, isso é estupro.- Falei quando ele parou me beijar.
Cobra: Eu quero, tu quer. Qual problema?
Vic: Que eu vou ser magoada novamente.
Cobra: Nunca espere nada de mim, minha vida num tem rumo, eu sou um merda mermão.- Falou colocando meu cabelo pra trás da orelha e me fazendo rir.- Tu prefere que a gente tenha uma parada sem compromisso, ou tu quer um compromisso que eu provavelmente vá te trair?
Vic: Eu só preferia o que você me prometeu.- Falei fechando meu sorriso.- Me solta, por favor.
Ele me soltou e me olhou com cara de bolado.
Sai andando pra casa, quando cheguei, vi a minha cama, foi a primeira coisa que eu vi, me joguei nela e comecei a chorar.
Chorar por ter um nó na minha garganta, eu simplesmente não sabia o que tava doendo, apenas sentia.
Tranquei a porta e me sentei na cama chorando, fiquei deixando meu peito se lavar ali.
Abri a janela e fiquei sentada vendo o pôr do sol.
Do nada, alguém aparece na janela, me assustou pra caralho.
Cobra: Mano, que que tu tem? - Falou preocupado entrando pela janela.
Vic: Para de vim atrás de mim, que merda.- Chutei ele do chão.
Cobra: Aí filha do capeta.- Colocou a mão na canela.
Acabei rindo fazendo mais lágrimas descendem.
Cobra: Colfoi? - Sentou do meu lado no chão.
Vic: Nada, isso é só saudades.- Menti.
Cobra: Eu prometi que sempre ia cuidar de tu, foi isso. Eu nunca deixei de cumprir.- Falou fazendo eu chorar mais.- Para com isso porra, não chora desgraça.
Passei a mão no rosto e ele me puxou, deitei no peito dele e ele passou a mão no meu rosto.
Aos poucos tudo foi diminuindo, a dor, o choro, o furacão.
Ele era minha calmaria.
Desgraçado.
Me levantei sem falar nada e saí do quarto, fui no banheiro do corredor e lavei o rosto.
Vic: Você vai dormir aqui? - Perguntei ajeitando a cama.
Cobra: Cadê? Você não vai me expulsar? - Perguntou me fazendo revirar os olhos.
Terminei de arrumar a cama e fui pro banheiro, tomei um banho rápido e coloquei uma calcinha, fui no guarda roupas e peguei uma blusa grande minha.
Ele já tava deitado, só de cueca.
Vic: Coloca uma bermuda, eu não sou obrigada a dormir com esse grafite perto de mim.
Cobra: O grafite que te faz gozar dez vezes mais.- Falou em tom irônico.
Vic: Você nem me faz gozar, colega. Eu finjo.
Cobra: Ah, tendi.- Falou debochado e eu me deitei do lado dele, sentindo ele me agarrar.
Virei de costas pra ele e ele começou a beijar meu pescoço e passar a mão na minha bunda.
Fechei os olhos sentindo já a minha intimidade formigar.
Ele subiu a mão pro meu peito e apertou.
Vic: Guilherme.- Falei baixinho, soou quase como um gemido.
Cobra: Qual foi? - Virei pra ele.- Hm, tu é bonitinha, mas só por causa dos olhos.- Falou tirando meu cabelo do rosto.
Ele beijou minha testa e desceu pra minha boca, começamos um beijo lento pra caralho, aonde eu já estava nadando, de tão molhada que eu tava.
Levei minha mão ao seu membro e quase sem querer, comecei a masturbar-ló, fazendo ele morder meu lábio inferior entre o beijo e arfar com a boca na minha.
Obrigada por pagar com a língua, Victória.
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No Morro
Novela JuvenilFoi no morro aonde tudo começou, aonde eu descobrir o amor e a dor, que eu descobrir que as pessoas que amamos podem nos dar o mundo, pra depois destruir ele da pior forma possível...
