CAPÍTULO QUARENTA E DOIS

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Depois que Oliver terminou de falar, meus olhos não foi nem para Nathan ou para os pais de Hanna. Mas para Honie. A perna dele balançava depressa enquanto a história se desenrolava; até agora o pé dele bate no chão e não dura nem dois segundos. Acabo pensando que enquanto eu estou andando de um lado para o outro, ele está se mantendo forte em ficar sentado. Ele parecia bem frágil, mas aprendi que a fragilidade não serve para algumas pessoas, e eu posso ser uma delas.

—Eu a matei? —Oliver pergunta.

—Amor... —Nathan tentar pegar na mão do namorado, mas Oliver recusa se afastando mais dele.

—Não. —Respondo. —Não sei.

Um predominante silêncio constrangedor varreu a sala. Eu não escutava muita coisa além das batidas do meu coração e o sangue pulsante nervoso em meus ouvidos e, minha nossa, o sentimento não é tão assustador quanto achei que seria, é avassalador, desconhecido, mas não medonho. Continuo olhando para Honie, tento falar com ele.

—E você?

Ele levanta a mão até a nuca, Honie está suando. Inconsequentemente o momento em que ele me fez comer aqueles biscoitos na madrugada me vem, primeiro foram aqueles biscoitos, depois ele me ensinou a andar na moto da irmã, teve o clube, a festa, o beijo, os abraços, as piadas e Deus sabe mais o quê. Eu senti isso tudo e agora, estou começando a acender para sentir novamente.

As mãos de Honie voam para o próprio pescoço, depois para os olhos e ele começa a sorrir. Não, era um sorriso de dor.

Ele estica a mão para mim e nem parece saber o que está fazendo. Pensei que queriatocar em mim, no meu rosto como fez naquele beijo ou quando me abraçou todomolhado após sair da piscina e me chamar daquele apelido bobo que deu à irmã. Mas ele na verdade usou as mãos para agarrar meu pescoço. 

Eu, HannaOnde histórias criam vida. Descubra agora