Alerta de conteúdo: Sintomas da Ansiedade são narrados.
Josh.
Está vindo. Não durma.
Eu estou cansado.
Isso, cansado é a palavra perfeita para definir como me sinto nesse momento.
Exausto, farto, acabado, esgotado e sinônimos.
Estou sentado em uma cadeira de plástico azul que pode ser ridiculamente desconfortável se você ocupa-la por horas. Tive surtos onde me levantei subitamente dela e andei em círculos pelo vasto hall de entrada onde muitos trafegavam, mas ninguém de fato saia.
Tentei conflitar com os seguranças — que talvez também fossem policias, mas nenhum deles expressou qualquer coisa que fosse aos meus argumentos sobre a minha vontade de arrombar aquela porta automática.
Assim que Heyoon retornou para a recepção indicando o fim do último interrogatório do nosso grupo, a única palavra que recebemos dos seguranças é que eles continuavam sem autorização para permitir a saída de quem quer que fosse: Nós, outros interrogados e até mesmo funcionários.
E quem ousar tentar sair saiba que está fadado a falhar seguido de uma ameaça repleta de verdade sobre prisão.
Simples assim.
Prático.
Seria tão fácil e desgovernado se todos os problemas da humanidade fossem resolvidos assim. Não restaria ninguém.
E como eu sei das ameaças e do fracasso? Sim, eu tentei. Eu e Sabina para ser mais específico.
Mas sinceramente ficar com a bunda quadrada é a menor das minhas motivações para sair logo desse lugar. O que realmente me corrói é saber que se estamos "presos" dentro desse departamento é porque existe um doente entre nós. E pensar que existe uma maciça probabilidade de ser um dos nossos amigos mastiga o meu psicológico sem dó.
Afinal mesmo que cem pessoas tenham sido interrogadas, nós fomos os últimos a ter contato com ela. Todos os outros interrogados serviram para encher os nossos currículos. Nós somos o foco dessa investigação mesmo que o assassino não esteja entre nós. É muito mais lógico supor que sim.
— Ansioso? — Any se levantou da cadeira ao lado no mesmo instante que eu o fiz na intenção de tentar uma nova abordagem com os seguranças.
— Para ser preso? Não, mas é para lá que eu estou indo. — ri sem humor, apontando para os seguranças. Bastava ela parar de ocupar o meu tempo e eu iria até lá agora mesmo. — Estou sentindo até a minha gastrite incomodar. — mudei meu tom de voz sentindo do nada que deveria agir de maneira mais humana com Any, afinal ela estava magicamente me tratando como um ser humano.
— É a ansiedade. — ela constatou.
— Conte-me algo que eu não saiba. — falei cruzando os braços. A minha intenção não era ser chato ou irônico, mas apenas demonstrar a minha frustração de alguma forma.
Até minha voz ofega e eu só desejo voltar para casa logo, fingindo que esse dia nunca existiu independente do resultado dele. Nem que eu tenha que fingir que nunca conheci os culpados.
— Se você não fez nada, não tem para quê se preocupar. — ela contou sem se incomodar com a minha fala anterior, me surpreendendo um pouco. — Convença a sua mente disso.
— Muito fácil. — dessa vez fui irônico, sentindo meu intestino arder com mais intensidade no mesmo instante.
Merda. Praguejei mentalmente, levando a mão até a barriga, apertando-a discretamente.
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TrUtH oR dArE? mErCy!
FanfictionUm dia após uma reunião entre amigos, Hina é encontrada morta em seu apartamento. 'All for Hina' se torna o assunto mais comentado do mundo junto a campanhas de prevenção ao suicídio, só que o que ninguém imaginava era que sete dias depois de sua mo...
