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Muitas horas depois...
Estou largada em meu largo e confortável sofá demonstrando a minha falta de real preocupação com a vida, a TV soa as músicas de uma das minhas aleatórias playlists que havia criado recentemente em uma nova conta do aplicativo de músicas.
Minha cachorra vez ou outra subia no sofá forçando-me a acaricia-la um pouco, mas logo retornava a atenção quase que involuntariamente ao meu celular onde a vida parece mais interessante.
Foi um dia tenso, não nego, admito. Mas estar em casa e encenar um mundo que gira ao meu redor onde nada que acontece me afeta, é tão fácil que se tornou algo da minha própria personalidade.
Consequentemente a lady desistira da minha atenção e fora dormir em algum outro cômodo mais apropriado e silencioso para isso do que a sala nesse momento.
Não que eu esteja estourando meus tímpanos, afinal não posso. Mas ainda sim deve ser incômodo para ouvidos tão sensíveis e aguçados como o dos cães.
Eu realmente não esperava mais nada do meu dia até receber uma nova mensagem. Abri-a curiosamente, não a achando completamente estranha, mas talvez algo próximo ao imprevisível.
Preciso conversar com você.
Any enviara e eu pensei muito antes de lhe responder, mas optei por ouvi-la. Torço para que não me custe nada.
Diga.
Respondi-a.
Eu não sei se aguento.
Consegui o copo.
Mas e agora?
O quê eu faço?
Pedi por alto para que o Josh invadisse a sala dos professores atrás de caligrafias. Ele dormiu aqui e vai voltar daqui a pouco para entrega-las.
Mas e depois disso?
O que eu vou fazer?
Eu estou mantendo a situação e há uma acentuada diferença entre manter e conter.
O que eu realmente vou provar com um singelo copo e assinaturas?
Eu temo que essa resposta não seja o que eu desejo.
Para estar desabafando sem se importar em parecer apenas a Any, realmente o mundo não vem estado fácil para a mulher.
Não digo que ela seja extremamente insuportável com tudo e todos. Ela é assim quase que exclusivamente com Josh — e com a sua namorada —, mas apesar de não ser gratuita desse jeito, não normalmente, ela também não é nem de perto uma das pessoas frágeis que conheço.
Tudo o que construiu a pessoa que ela é hoje não a permite ser frágil.
O que você sempre diz quando as pessoas parecem perdidas?
A questionei já sabendo a resposta. Torci para que ela pensasse o mesmo.
Use a cabeça.
Any, do outro lado da tela, lembrara que usara aquela frase naquela mesma madrugada.
'Use a cabeça' realmente diz muito sobre si, o que é e no que acredita.
E então?
Obrigada.
Não me agradeça por algo que lembrara sozinha.
Isso está em você Any.
E quando algo está em nós apenas nos resta confiar nisso, pois fará com que esse se torne inegável e indestrutível.
Ninguém poderá saber melhor do que você mesma como proceder quando admitir que também fora feita para fazer isso.
Eu não sei a resposta, mas sei como consegui-la. Agora você já sabe e eu não posso mais lhe ajudar com isso.
E fora assim que travei a tela do meu celular, sem esperar resposta. Dei uma rápida varredura visual pela sala em busca do controle da televisão. Como ele está próximo levantei-me do sofá, peguei-o e desliguei o grande aparelho para tomar rumo à minha maravilhosa cama.
A única que me abraçaria durante a noite inteira e que não me soltaria a menos que eu o fizesse primeiro.
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TrUtH oR dArE? mErCy!
FanfictionUm dia após uma reunião entre amigos, Hina é encontrada morta em seu apartamento. 'All for Hina' se torna o assunto mais comentado do mundo junto a campanhas de prevenção ao suicídio, só que o que ninguém imaginava era que sete dias depois de sua mo...
