TRINTA E TRÊS

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Noah.

Quatro minutos após o vazamento oficial das imagens da autópsia e a fuga de Heyoon.

— Que merda! — gritei com todo o ar que meus pulmões conseguem armazenar. Samuel, Bailey e alguns civis irrelevantes continuavam me olhando como se esperassem por algo mais produtivo do que berros. E eles realmente esperam. — Bailey. Computador. — falei as duas palavras apontando para a sua mesa e ele correu para lá um tanto desesperado, posicionando-se na cadeira e apertando no botão para ligá-lo. — Emita uma nota sobre o vazamento das imagens.

— Dizendo a verdade? — ele questionou inocentemente, eu sei, mas eu não estou com paciência para a ingenuidade dele agora.

— Óbvio. — forcei um sorriso na direção dele que sorriu de volta, mexendo no computador. — Que não. — tornei a gritar, o assustando e assustando alguns civis.

Samuel continua impassível e eu diria que até entediado.

— E o que eu escrevo? — Bailey questionou com a entonação engraçada, mas eu não ri.

Não estou com os nervos no lugar para isso.

— Uma nota pequena e pode inventar algo bem absurdo se preferir. Extremamente fora da realidade para mostrar pra esses merdas que eu estou pouco me fodendo para os xingamentos na internet. — ordenei e ele demorou um tempo para assimilar, começando a digitar. — Samuel, por gentileza. — usufruí da educação. — Fala com a área de Computação e Tecnologia, eu preciso que consigam rastrear o IP dessas publicações. Envia os endereçados para aquele menino... Perito. — estralei os dedos algumas vezes, tentando lembrar seu nome. — Eric. Dê o comando desse caso a ele. Quero os civis responsáveis pela venda das imagens longe desse departamento o mais rápido o possível. — mandei e os civis acataram rapidamente, se dirigindo para a saída da minha sala, mas Samuel continuou.

— Sabe que o endereço de IP de cada dispositivo pode mudar mais de dez vezes por dia né? — Samuel sussurrou encostando-se à minha mesa.

— Faz no máximo seis minutos que as imagens foram enviadas. É torcer para que a pessoa não se desconecte até que consigam rastrear. — falei olhando para um ponto aleatório da sala para pensar melhor. — Apesar de ter sido feito por um civil, não parece ser nada muito profissional além de que quem publicou deve ter sido um jornalista que não sabe da procedência das imagens.

— E algum avanço? — ele questionou, mas eu fingi não entender. — Digo... Interrogatórios, buscas pelo Lamar na ativa, vasculharam o apartamento da mulher, uma nova autópsia e agora a fuga de uma das suspeitas... — ele sibilou não querendo ser muito específico, agindo um pouco mais na defensiva.

— Digamos que estamos mais do que nunca no caminho certo. — movimentei a cabeça em concordância. — E vamos sair dessa com o caso resolvido.

— Eu realmente espero Noah, ou as coisas piorarão para o seu lado.

Aquilo soou como uma ameaça antes que Samuel voltasse seu corpo para a porta, deixando-me sozinho com Bailey que rapidamente me olhou nervoso.

— Dará tudo certo. Eu confio no que eu disse.

O tranquilizei, sentando-me em minha cadeira giratória do valor de um carro zero, esfregando a ponta dos dedos nos resquícios da barba em meu rosto, mas logo ouvi as três palavras de Bailey serem ditas em uma perfeita dicção:

— Mas eu não.

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