JULGAMENTO 2

3.3K 530 1.7K
                                        

Josh.

— Segundo réu à ser ouvido será Krystian Wang. — O juiz declarou e eu automaticamente senti algum ruim, imagino que Joalin também desde que seu corpo se contraiu enquanto nos abraçávamos. Krystian caminhou lentamente até onde deveria e mantinha a sua pose de modelo, havia virado um costume. Ele continuava impressionantemente bonito, seu rosto estava abatido e ele tinha olheiras mais discretas que Shivani, mas isso não o deixava nem perto do feio. Continuava surreal de bonito, ainda parece um boneco. — Com a mão direita sobre a bíblia, repita o juramento.

Krystian deu alguns passos para a frente, entendendo a mão correta sobre o livro que acabara de ser colocado ali.

Ele não é religioso. Não é que não acredite em Deus, mas não acredita na igreja, logo, a bíblia não é exatamente algo de grande valor para ele, mas mesmo assim ele jurou.

— Afirmo dizer a verdade. — o juiz começou.

— Afirmo dizer a verdade. — Krystian repetiu.

— Toda a verdade.

— Toda a verdade.

— Nada mais que a verdade.

— Nada mais que a verdade.

O homem umedeceu os lábios ao dizer a última frase, assistindo lentamente os civis retirarem o livro dali. Se voltou ao juiz, esperando uma continuidade. Pelo visto ele estava odiando estar naquela situação, mas parecia, também, conformado com ela. Não era uma opção.

— A sua palavra inicial. — o juiz pediu e Krystian se preparou para responder.

Any voltou com um copo enorme de água no mesmo instante, enquanto o mexia de diferentes formas provavelmente tentando diluir açúcar.

— Bebe. — ela enfiou na boca de Joalin, segurando o seu queixo para que ela tomasse tudo.

Como uma criança que precisa tomar o remédio que odeia sendo que a mãe dela é uma sem paciência.

— É água com açúcar? — perguntei para confirmar o que supus e ela assentiu, prestando mais atenção na mulher do que em mim.

Certeza que se a Joalin parar de tomar ela engasgará.

Voltei à prestar atenção no julgamento e o promotor, vulgo advogado de defesa de Shivani, já estava na frente dele para fazer sua primeira pergunta.

Havia perdido a sua palavra inicial, mas esperava que não fosse algo importante.

Não sei exatamente, mas esse julgamento mais parece uma disputa para descobrir quem é o assassino e quem é o cúmplice entre os dois. Não necessariamente quer inocentar algum deles.

— Onde estava no dia dos eventos?

Pelo visto a primeira pergunta é sempre a mesma e a partir dela, eles desenvolvem outras.

Interessante.

— No dia da morte de Hina eu estava com minha melhor amiga. — Krystian contou calmo, sem expressão.

Parecia torcer mentalmente para que acabasse logo e era para isso que ele colaborava.

— Que seria? — o promotor questionou.

— Sabina Hidalgo. — Krystian disse e poucos fotógrafos começaram a cochichar algo, mas não alto o suficiente para atrapalhar o andamento do julgamento.

— Você permaneceu com ela de que horas até que horas? — em uma atitude astuta, não cometera um erro já cometido com Shivani.

Usou a falava permaneceu em vez de ficar para obter o que queria.

TrUtH oR dArE? mErCy!Onde histórias criam vida. Descubra agora