Hana Yoshihara.
Fechei a porta da sala de interrogatórios com cuidado, acomodando-me a única cadeira livre ali. Ela ficava a frente de um policial de olhos verdes que analisava todas as minhas ações, a única coisa que nos colocava em uma distância considerável era uma grande mesa.
Atrás dele, um pouco ao fundo, havia uma enorme parede que aparentemente era feita de um plástico que mais parecia uma janela, mas pelo fumê azul escuro que a cobria, eu não podia enxergar nada que a transcendia, ou seja, não podia afirmar o quê existia atrás dela. Se era uma parede ou realmente uma janela.
Em outra mesa menor, porém um tanto no canto da sala, — provavelmente a sua intenção ali não era atrair a minha atenção. — havia outro civil fardado. Em sua mesa havia apenas um laptop bem posicionado além de que ele me fitava com precisão.
— Bom dia Hana Yoshihara. Eu me chamo Noah Urrea, eu sou Chefe da Polícia de Los Angeles e irei conduzir o seu interrogatório. — o policial civil a minha frente se apresentou junto a um aceno de cabeça além de que sua expressão não havia relaxado em momento algum desde que adentrei a sala. — Você era a mãe de Hina Yoshihara. Estou certo?
Cruzei minhas mãos e as esmaguei numa tentativa de controlar o nervosismo, as apoiando acima do meu colo para que o meu ato passasse despercebido.
Acabei por optar em responder a sua indagação com um aceno leve de cabeça assim como o cumprimento que ele havia me dado há pouco tempo, devido ao desconforto de estar nessa sala.
— Onde estava e com quem estava no dia da morte de Hina Yoshihara? — ele fez a primeira pergunta e o barulho incômodo dos dedos em atrito com o teclado causado pelo homem ao fundo da sala se fez presente pela primeira vez, me deixando ainda mais tensa.
— Eu estava na minha casa. Hina tinha o costume de passar os sábados comigo, mas nesse em específico ela foi até a minha casa, mas foi embora mais cedo. — expliquei calmamente para poder raciocinar bem em como me expressaria da maneira correta o quê eu queria dizer. — Ela tinha me avisado com certa antecedência que dormiria na casa de Sabina, uma amiga da universidade... — tentei identificar algum esboço de reação vindo dele, mas não havia nada que me indicasse qualquer coisa que fosse. — Eu não vi mal algum em deixa-la ir. Afinal eu conheço a Sabina e todos os outros amigos mais próximos dela além de que ela também já não tinha mais idade para que eu pudesse realmente controlar suas companhias e bom... Ela foi e nunca mais voltou.
— Ela havia lhe dito que voltaria para casa com o fim da festa? — ele questionou-me sem fazer expressão alguma, tampouco sua voz indicava algo além de grandes incógnitas.
— Sim.
— E como você me explicaria o fato do corpo dela ter sido encontrado em seu apartamento?
— Receio que ela decidiu buscar algo antes de retornar para casa. — dei de ombros um tanto triste em imaginar em como eu poderia ter impedido tudo isso. — Ou não... Talvez ela tenha mentido para mim, talvez ela não pretendesse voltar, mas fazer algo pior no próprio apartamento... — tentei raciocinar bem, mas nada plausível minha vinha à cabeça. — Eu não sei no quê acreditar exatamente, ainda estou muito confusa e é tudo tão infundado.
— Quando resolveu procurar por ela? E porque foi direto ao apartamento dela? Conte-me sobre esse processo. — ele ignorou o meu possível desabafo, passando paras próximas perguntas.
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TrUtH oR dArE? mErCy!
FanficUm dia após uma reunião entre amigos, Hina é encontrada morta em seu apartamento. 'All for Hina' se torna o assunto mais comentado do mundo junto a campanhas de prevenção ao suicídio, só que o que ninguém imaginava era que sete dias depois de sua mo...
