Capítulo 36

650 50 8
                                    

Hero

Sem boquete para mim é isto?

Que balde de água fria no meu pau.

Observo Josephine levantar-se. Desconsidero dar qualquer explicação sobre camisinhas. Na pressa, peguei as primeiras que encontrei. Estava tão excitado, que nem me toquei que eram as merdas que Khadijha gostava. — Limites? — foco no que me interessa.

— Sim, limites. — endireita o corpo e vai até o sofá. Senta-se, sem soltar a bolsa e as pastas.

Inferno! Como fomos daquilo para isto? Fico rabugento e começo a contar...

A sigo com certa dificuldade, mesmo tendo perdido boa parte do tesão ao lembrar de Khadijha, a coisa ainda está complicada para o meu lado. — Limites? — repito e fico em pé a sua frente, sentar é fisicamente impossível. Ela desvia o foco de minha virilha e se

concentra em meus olhos.

Estuda-me por alguns segundos. — Está parecendo um papagaio louco. — abro a boca para protestar, ela faz um gesto de silêncio, respiro fundo e me calo. — Desde sexta, tem agido como se fossemos um casal e isto me assusta.

— E não somos?

— Não.

— Somos o que, então?

— Eu sei lá. Amigos?

Preciso pensar... O caralho que vou voltar para o amigos, mesmo que seja com benefícios. Vou até o frigobar, algo gelado vai clarear as ideias. — Quer água? — ofereço, ela recusa e demoro-me em frente do refrigerador. Essa conversa e o ar gelado desviam o fluxo sanguíneo do me pau.

— Hero, desculpa, mas ...

— Tudo bem. — corto antes que diga o que não quero ouvir.

Ela precisa aceitar que camuflar sentimentos não é o meu forte. Foda-se a rapidez dos acontecimentos. Olho para Josephine que aguarda ansiosa. Droga! Para o inferno com o amigos! Somos um casal, porra! É tão simples: homem fode mulher, gosta muito, quer mais, quer tudo e outra não serve. Não tinha pensado nisto... Talvez precise deixar as coisas mais claras e dar um nome para isto. Tudo o que sei, é que desde que botei os olhos na Caipira, meu interesse é total nela. E agora que a senti, sei que não vai passar tão fácil. E se eu estiver a fim de rotular, qual é o problema?

Mais calmo, fecho o frigobar e sento-me ao seu lado.

— E se eu disser que quero algo mais.

— Eu diria que é muito cedo e impulsivo.

— Por quê?

— preocupo-me. — Não me diga que está em um momento aventureiro. — tento ser cuidadoso nas palavras.

— Se quer saber se estou em uma fase vadia, não estou. — olha brava e pontinhos vermelhos pipocam em seu pescoço.

Não digo nada e nem me arrependo de ter perguntado. Só respiro aliviado, era isso mesmo que eu queria saber. Tomo um longo gole de água e espero que continue. Ela disse que saiu de um relacionamento longo, talvez esteja fechada para balanço. Merda! Muita gente precisa de um tempo, depois de finais infelizes. Sinto muito, se é tempo que deseja, pode ir tirando o cavalinho da chuva. Não existe a menor possibilidade no mundo, de deixa-la em paz e desistir.

Um pouco mais corada que o normal, Josephine toma fôlego.

— Não sou uma aventureira, Hero. Talvez tenha entendido errado minha atitude.

Não tenho casos de uma noite e não me envolvo com homens apenas por sexo. Se deixei as coisas chegarem a este ponto entre nós, foi porque quis... Muito. Não deveria, mas eu gosto de você, é muito legal e fantástico na cama. E isto me assusta, não estava preparada para me interessar por alguém, não tão cedo.

Um Amor de CEO - HerophineOnde histórias criam vida. Descubra agora