[Completo]
Samantha Charlie é a filha mais velha de um banqueiro influente e super conservador, que foi expulsa de casa depois do pai a flargar beijando outra garota.
Alexandra Hudson saiu da fazenda para ganhar a vida na cidade grande e poder ajud...
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Descontei o cheque no principal concorrente do banco do meu pai. A princípio, o gerente pensou que era algum tipo de armação do Velho, então demorou um pouco mais que o normal para abrir a conta e fazer tudo o que precisava. Sendo um concorrente direto, duvido que teria problemas tão cedo. Na noite do mesmo dia, arrastei Alex para o shopping para comprar nossas roupas para a festa.
Agora, olhando com atenção para rua enquanto dirigia, me senti orgulhosa de ter aprendido algumas coisas com minha mãe. Até poucos anos atrás, ela trabalhava como estilista, mas largou tudo para ceder às vontades do meu pai. Até pensei em seguir os passos dela e me aventurar no mundo da moda, mas depois que meu pai me chutou de casa pela primeira vez, não queria fazer nada que me lembrasse deles. Foi quando optei pela arquitetura. Já meus irmãos, Cory decidiu viver de vento, gastar o dinheiro de Harold, e Maddy aparentemente estava seguindo os passos do Velho. Em todos esses anos, apenas uma coisa que nunca mudei: ainda sou fascinada por basebol. Sempre acompanhava os jogos quando dava e até cheguei a ir em alguns jogos quando criança.
— Alex --- falei por fim, olhando-a por um instante. — O que acha de irmos assistir ao jogo dos Yannkes no próximo mês?
Alexandra desviou os olhos do celular e virou-se em minha direção. Céus, como ela estava linda naquela roupa. Foi um esforço não pedir para ficarmos em casa e esquecer a festa. Ela me encarou por um breve momento antes de bloquear o celular. Não sabia dizer se sua expressão era de surpresa ou incredulidade. De todas as coisas que ela descobrira sobre mim, minha paixão pelo time não estava na lista.
— Está falando sério? Tipo, sério mesmo? — Ri do jeito dela.
— É, eu estou! Faz alguns anos que não vou ao estádio e eles jogarão numa cidade aqui perto. Pensei que, sei lá, poderíamos ir juntas. Um... Programa de casal — falei sem muita certeza já. Talvez não tenha sido uma boa ideia.
Ela ainda me olhava quando parei no sinal vermelho.
— Não fazia ideia de que gostava de esportes. Sempre que te chamo para treinar você inventa uma desculpa diferente — ela sorriu ao se lembrar. De fato, meu repertório de desculpas esfarrapadas estava chegando aí fim. Não era atoa que ela tinha o abdômen trincado e eu não.
— Assistir é bem diferente de praticar, sabia? — Protestei.
— Tudo bem, vamos.
Um sorriso se formou em meu rosto.
— Vou procurar saber sobre os ingressos amanhã mesmo — diversão brilhava nos olhos de Alex. Senti meu rosto esquentar um pouco. — O que foi?
— Você! De todas as coisas possíveis, não imaginava que os Yankees seria seu ponto fraco.
— Ninguém imagina! Trocaria facilmente qualquer bolsa de marca por ingressos para os jogos deles.