[Completo]
Samantha Charlie é a filha mais velha de um banqueiro influente e super conservador, que foi expulsa de casa depois do pai a flargar beijando outra garota.
Alexandra Hudson saiu da fazenda para ganhar a vida na cidade grande e poder ajud...
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Eu não poderia dizer com exatidão quantas centenas de xingamentos passou por minha cabeça no momento em que Samantha se afastou de mim. Burguesinha que não vale nada! Respirei fundo enquanto ia embora e segurei firme no volante. O pior? Bom, talvez eu tenha gostado. Quando ela entrou pelo portão, ela nem se quer olhou para trás para dar aquele sorrisinho de vitória. Ah, mas isso não ficará assim! Não mesmo. Por algum motivo, consegui dormir bem esta noite.
Acordei um pouco mais tarde do que costumo acordar aos domingos, graças ao álcool da noite passada. É engraçado pensar que beber me faz dormir mais e melhor. Depois de vestir minhas roupas de exercícios, fiz algumas sequências de no chão do quarto mesmo. Apenas parei quando meu celular tocou e meu coração saltou pela boca quando quem vi de quem era.
- Oi! - falei o mais gentil que consegui.
- Olá, meu bombonzinho! Como você está?
Não pude evitar de sorrir ao escutar a voz dela.
- Vó! Eu já pedi para não me chamar assim mais - minha avó riu do outro lado da linha. - Como a senhora está?
- Com saudades da minha neta preferida. Quando vem me visitar?
- Também estou com saudades. Morrendo, na verdade - suspirei ao mesmo tempo em que me sentava na cama. - Estou corrida com o trabalho essas semanas. Mas posso tentar ir na semana que vem, tudo bem para senhora?
- Se é assim que tem que ser. Como estão as coisas no seu trabalho? Conseguiu a promoção?
- Não, ainda não. Vamos saber quem ganhará ela apenas daqui vinte dias. Como... - minha voz falhou - como o vô está?
O telefone ficou mudo do outro lado e, mesmo assim, meu coração começou a saltitar de aflição.
- Piorando, Alex - ela confessou depois de um instante. - Não resta mais nada a fazer além de esperar que o coração pare. - Cerrei as mãos em punho a fim de parar o tremor que surgiu. Minha vista ficou embaçada e pude sentir as lágrimas escorrendo pelo meu rosto. - Acho que ele gostaria que você estivesse aqui nos últimos momentos dele, minha querida. Assim como eu, sei que ele também sente sua falta.
- Eu... - respirei fundo mais uma vez, tentando pensar no que fazer. - Tudo bem, eu vou até aí.
- Obrigada, Alex. Se não fosse por você e o dinheiro que manda para nos ajudar, acredito que não teríamos esse tempo extra. Seu irmão, aonde quer que esteja, está o esperando agora.
As lágrimas rolaram com mais força. Mesmo sem me ver, sabia que minha minha avó estava ciente do meu choro.
- Eu preciso ir agora, tudo bem? Vou organizar minhas coisas aqui e pego estrada o mais rápido possível.
- Tenha cuidado, filha. Queremos você aqui, mas a queremos inteira.
- Tá bom... Vó? Eu te amo.
- Também amo você, Alex. - Desliguei o telefone e sequei minhas lágrimas.