Capítulo Quartenta e Seis

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Mesmo depois de tantos dias, a visita da minha mãe ainda enchia minha cabeça

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Mesmo depois de tantos dias, a visita da minha mãe ainda enchia minha cabeça. Às vezes me questionava se eu tinha feito certo em dizer todas aquelas coisas para ela, porque naquele dia, eu só deixei que as emoções atropelassem o meu raciocínio. Mas... Sendo bem sincera, eu não me arrependia muito. Nada do que falei foi mentira.

As coisas, pelo menos, estavam melhores. Eu estava mais calma; Alex ainda estava fazendo seu tratamento contra ansiedade; meus irmãos, Zach e eu estávamos mais próximos. Tínhamos resolvido que seria prudente fazer um exame de DNA e, para a surpresa de ninguém, deu positivo.

Mesmo depois da reabertura da SAU, as coisas por lá andavam bem paradas. Alex e o pessoal de lá viviam comentando sobre a quantidade de clientes perdidos. Zach teve que se mudar de volta para cá, com a família, por causa da presidência da empresa.

Eu me aproximei bastante - e Cory também, diga-se de passagem - de Amelia e reaproximei de Megan. Também passei a visitar mais a Sra. Tunner e a conversar com com Mike. A única coisa que estava me incomando, era o fato de eu ainda não ter tido coragem para abrir aquela carta do meu pai. Tinha medo do que eu poderia ler nela.

Estava com o envelope na mão, encarando ele. Na parte de trás, com a letra garranchada de Harold, estava escrito Para Samantha. Se você recebeu isso, significa que estou morto. Se o lado de fora era desse jeito, eu ainda não estava pronta para ler o que tinha dentro.

A casa estava silenciosa, então mesmo do andar de cima consegui escutar a fechadura da porta se abrindo e os passos familiares de Alex soaram.

- SAM, CHEGAMOS! - Gritou. Um instante depois, ouvi passos de outras pessoas também.

Rolei na cama, guardei o envelope com a carta na gaveta do criado mudo e saí do quarto. Mal cheguei na metade das escadas quando uma menina de olhos custosos e espertos abraçou minha cintura. Tive que forçar os pés no chão para não cairmos.

- Sam!

- Cindy! Que saudade de você, garota!

Ela riu e se afastou o suficiente para que eu continuasse a descer.

- Olha só, meu dente caiu! - me mostrou o buraco onde outrora estava um dente prémolar. Ela ficava com a expressão um pouco menos arteira do que quando a vi pela primeira vez, sem o incisivo, mas ainda era impossível não olhar para ela e pensar no quão esperta ela era. - A vovó fala que se eu colocar embaixo do travesseiro, a fada do dente vem a noite.

Fiquei na dúvida se ela estava falando da Rosa ou da Adeline, mas preferi julgar que era a Ross, já que a outra tinha ido embora de novo. Alex não gostava de falar sobre o assunto, então tudo o que eu podia deduzir era que ela estava certa com relação a mãe.

- Sua avó está certa. E sabia que quanto mais você se comporta, mais dinheiro você ganha?

- É verdade? Você ganhava muito dinheiro?

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