Capítulo Cinquenta e Oito

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As primeiras três semanas do ano foram cansativas, um pouco estressantes

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As primeiras três semanas do ano foram cansativas, um pouco estressantes. Tivemos que lidar com muitas questões e conflitos internos, como o fato de Alex estar tentando encontrar a mãe dela. Pedimos ajuda para Zach, para ele fazer contato com alguns conhecidos dele, mas não tivemos respostas positivas.

Também tivemos que dar vários depoimentos para a polícia, para ajudar na sentenciação de Mitchell, o que deixou meus irmãos e Zach bastante chateados. Os meninos e minha mãe brigaram. Tentei me manter o mais neutra possível, mas não podia deixar que os meninos se sentissem ainda mais decepcionados do que estavam. Me dividi entre Alex e eles.

Isso além dos pormenores que, entre o tempo livre, tentávamos resolver: as coisas do casamento, como vestidos, decoração, locação; S.A.U. que começou a se reerguer e, com isso, Alex e eu temos mais serviços. A coisa boa era que dessa forma, eu estava quase passando do cargo de estagiária para contratada outra vez. Apesar de tudo, dei uma pausa em meus problemas para focar em algo muito mais importante: dia 26 de Janeiro, o aniversário de Alex.

Como Alex tinha me dito que não gostava de comemorar a data desde que seu irmão morrera, resolvi respeitar. Por outro lado, era o primeiro aniversário dela que passaríamos juntas e eu não podia deixar passar totalmente em branco. Me lembrava do ano passado, o pessoal comentando pelos corredores da Stone sobre a festa surpresa que fizeram para ela. Festa essa que eu, obviamente, não fui. Confesso que até pensei em fazer alguma coisa parecida, mas fiquei com receio de que ela não gostasse. Resolvi apenas deixar o dia dela especial, de maneira mais simples possível.

Estava preparando nosso almoço, até porque, Alex não conseguiria me manter afastada da cozinha para sempre. Ela estava sentada ao balcão, com Blizz aos seus pés. Enquanto fazia o molho branco da lasanha, ela perguntou:

— Onde aprendeu a cozinhar? Pensei que tivesse crescido com empregadas e cozinheiras ao seu dispor.

— E cresci — respondi. — Mas depois tive que aprender a me virar. Ou era isso, ou morria de fome.

— Ah, claro. — Alex coçou a cabeça. — A gente podia ter ido comer lá no Trumman's. Não precisava desse trabalhão todo.

De costas, sorri do jeito dela. Não sei porquê, mas ela estava desconcertada, como se o mínimo ato de demonstração de carinho a incomodasse. Deixei o molho encorpando e me aproximei, do outro lado da bancada.

— Por que está estranha hoje? Odeia tanto assim o seu aniversário?

Alex passou o dedo pela borda da taça em que estava bebendo vinho. Não respondeu de imediato, mas o suspiro que deu queria dizer que havia muita coisa em sua cabeça. Com o cabelo recém cortado novamente, o batom vermelho e a roupa preta, ela parecia estar pronta para ir em qualquer lugar. Ao invés disso, preferiu ficar em casa.

— Eu não odeio meu aniversário. Só é indiferente. Não faz muito sentido comemorar.

Pressionei os lábios, observando-a.

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