[Completo]
Samantha Charlie é a filha mais velha de um banqueiro influente e super conservador, que foi expulsa de casa depois do pai a flargar beijando outra garota.
Alexandra Hudson saiu da fazenda para ganhar a vida na cidade grande e poder ajud...
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Se existe uma coisa mais vergonhosa do que sair correndo para vomitar depois de ameaçar alguém, é você cair de bunda na escada de casa quando um bando de gente grita Surpresa! Para meu infortúnio, eu tinha feito as duas coisa em um único dia.
Eu estava com o rosto todo amassado, por dormir a tarde toda, os cabelos bagunçados e os olhos inchados. Se era por dormir ou chorar, não sabia dizer. Acordei com os berros de Alex, dizendo alguma coisa sobre pia entupida e neve no carro. Estava disposta a mandá-la calar a boca, mas a última coisa que eu esperava era ver aquele tanto de gente reunido na sala, me encarando.
— O que... — me levantei, tentando recuperar os resquícios da minha dignidade, porque tenho certeza de que era a única coisa que tinha sobrado. — Aconteceu alguma coisa? Alguém foi sequestrado, morto, atropelado...
A minha lista poderia continuar por mais alguns minutos, mas acredito que Zach achou mais prudente me interromper. Agradeci mentalmente a ele por isso.
— Alex nos disse que você estava precisando de alguns amigos, que estava chateada. Não sabemos o que aconteceu, mas aqui estamos nós — abriu os braços, sinalizando para todos ali.
Meu olhar encontrou o de Alex, que deu de ombros e sorriu torto. Aprendi que aquilo significa Não precisa me agradecer! ou Eu sei, sou demais. Independente de qual fosse o caso, retribui o sorriso. Minha visão estava começando a embaçar de novo.
— Por que fez isso? — Me escutei perguntando-a.
Ela estendeu a mão para mim, e a segurei. Terminei de descer os últimos degraus da escada e nos aproximamos do pessoal. Podia sentir os olhares deles em nós, mas me recusei a tirar meus olhos dos de Alex.
— Você me disse que se sentia sozinha. Que mesmo o estádio estando cheio, a sensação ainda era de solidão... — respirou fundo e olhou para cada um ali, pousando-os em mim de novo.
Dessa vez, foram suas bochechas que se encheram de cor. Sabia que ela não era de demonstrar sentimentos em público, por menor que ele fosse.
— Alex, eu... — comecei, mas ela me interrompeu.
— ...mas os trouxe aqui para te mostrar que pode haver gente na arquibancada que pode te notar. Acredito que todos nós nos sintamos assim às vezes, como se carregássemos o peso do mundo em nossos ombros, sozinhos. Mas a verdade, Sam, é que uma pessoa sempre vai estar lá para te ajudar, mesmo que não percebamos.
Achei que ela ia continuar falando, mas se calou. Simplesmente segurou meu rosto em suas mãos, que estavam suadas de nervosismo, e me beijou. Correspondi ao mesmo e abri meus olhos no momento que ela se afastou. Vi lágrimas escorrendo silenciosas pelo seu rosto.
Sempre quando ouvia a frase um ato vale mais do que mil palavras, a associava de maneira negativa. Mas Alex saiu rolando na neve com alguém por mim; reuniu todas as pessoas que se importavam comigo, simplesmente por eu dizer que me sentia sozinha; fez com que eu entendesse todas as suas palavras ainda não ditas, apenas me beijando. Esse ditado nunca significou tanto para mim, quanto hoje.