Capítulo Quarenta e Oito

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As duas últimas semanas foram as melhores que já tive

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As duas últimas semanas foram as melhores que já tive. Alex e eu estávamos melhores do que nunca, meus irmãos estavam bem mais próximos também. Quase não desgrudavámos.

Sai da cama e juntei minhas roupas que ficaram espalhadas pelo chão do quarto na noite passada. Na cama, Alex dormia feito um anjo, nua e com as costas descobertas. Levando em consideração que ela ainda não acordou, não ia sair - e me arrastar junto - para a aula de boxe. Preciso deixá-la mais cansada durante a noite.

Teríamos o dia cheio, então tratei logo de tomar um banho para acordar de vez. Depois, fiz nosso café da manhã e levei na cama para ela.

— Bom dia — falou, com a voz sonolenta, enquanto sentava na cama. — Que horas são?

— Ainda estamos dentro do horário, relaxa — afirmei. Entreguei sua caneca com capuccino e peguei a minha também. — Como vai ser hoje?

Alex bebericou a bebida, antes de dizer:

— Preciso ir trabalhar. Megan e eu temos alguns projetos para aprovar. Não é muita coisa, mas a S.A.U. parece estar voltando.

Assenti. Desde a vez que os funcionários foram mandados embora, as coisas estavam difíceis para Stone Arquitetura e Urbanismo. Mais funcionários não quiseram ficar e botar seu emprego em risco, então se demitiram em uma grande quantidade de pessoas. As notícias sobre Mitchell também não ajudava na hora de conseguir novos clientes.

Alex agora chefiava — junto de Megan — os projetos e decidia se valia a pena aprová-los ou não. Não tinha mais que passar a maior parte da semana desenhando e medindo modelos e projetos, mas passava boa parte dela analisando isso. Às vezes, eu a ajudava com os relatórios.

— Se importa se eu for com você? Quero conversar com Zach. Agora com a redução de funcionários e a poeira um pouco mais baixa... Quero ver se consigo meu emprego de volta. Sinto falta de lá e de trabalhar e esses dias que passei te ajudando... Descobri que sinto mais falta disso do que imaginei.

Sendo honesta, não sabia o que esperar da reação de Alex, mas com toda certeza eu não esperava que ela fosse dar um salto na cama. Acabei me assustando e derrubando meu capuccino em minha roupa que, por acaso, era branca. Escutei a gargalhada de Alex um segundo depois.

— Alex! — esbravejei, mas foi em vão.

Ela estava com a cabeça encostada na cabeceira, rindo, com a mão na barriga sobre o lençol. Com isso, tive quase certeza de que foi proposital.

— Desculpe — respirou fundo, tentando recuperar o ar que lhe faltou. — Desculpe.

A olhei de cara feia, mas com aquele sorriso no rosto, era impossível ficar brava com ela. Alex parecia mais leve, mais feliz desde o que pedi ela em casamento. Apesar de ela ainda estar tomando os ansiolíticos, a tranquilidade dela era contagiante e, particularmente, não achava que vinha dos remédios.

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