Capítulo Quarenta e Um

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Os dias passaram depressa e o inverno tinha chegado com sua força total

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Os dias passaram depressa e o inverno tinha chegado com sua força total. Até mesmo o jogo de baseball que Sam queria ir assistir teve que ser adiado, graças ao volume de neve na cidade.

Samantha e eu — e todos os outros funcionários da Stone Arquitetura e Urbanismo — tínhamos recebido uma convocação, através de Zach, para uma reunião. Desde que Mitchell fora preso, a empresa estava fechada e não sabíamos se iríamos continuar com nossos empregos, ou o que aconteceria. Aparentemente, Zach e os outros diretores estavam prestes a nos informar o que aconteceria.

— Ainda não entendi o porquê de me chamarem também. Não trabalho mais lá — Sam comentou, enquanto se virava de costas para mim, para que eu fechasse seu sutiã.

— Porque foi o Zach. E, querendo ou não, você meio que está envolvida na história toda — expliquei.

Sam se afastou novamente e foi terminar de se vestir. Eu já estava pronta, de modo que só me restasse esperar por ela mesmo.

Na última semana, Samantha me fez ir aí médico. Segundo ela, era para tratar direito esse negócio da minha ansiedade. Não gostei daquilo a princípio, porque não gosto de compartilhar minhas coisas com os outros. Pelo menos ela foi comigo e ficou ao meu lado. Não vou mentir dizendo que foi fácil contar tudo para a médica, mas por fim ela me passou alguns remédios. Nos três primeiros dias, fiquei completamente dopada com eles, mas agora já me acostumei. Mesmo assim, ainda teria que fazer um longo tratamento psiquiátrico. A ideia não me agradava, mas tenho que admitir que me sinto melhor com os remédios.

Olhei Sam vestindo a calça jeans forrada com lã de carneiro por dentro e sorri, mesmo que ela não estivesse vendo. Samantha também passou por muita coisa e parecia estar melhor agora. Era bom saber que, de alguma forma, eu contribuía para isso. Há alguns dias, ela me contou um pouco mais sobre a época em que trabalhou na casa noturna, mas algumas coisas ainda circulavam minha cabeça. Fui até a cama e sentei próxima a cabeceira.

— Pingo — chamei.

— Sim? — ela disse sem me olhar.

— Posso te perguntar uma coisa? Mas tudo bem se não quiser falar sobre isso — terminou de vestir a blusa vinho de manga comprida e me encarou. Seus olhos verdes brilhavam, esperando pela pergunta. — Quando você trabalhava naquela casa noturna... Era estranho transar com homens?

Vi ela engolir em seco e desviar o olhar rapidamente.

— Eu não gostava. No começo, quando era apenas garçonete, cheguei a me questionar se eu poderia ser bissexual. Mas eu nunca me senti atraída por um homem, só tinha curiosidade em saber como era. Algumas meninas comentavam e diziam ser o paraíso e tudo mais. A curiosidade só durou até a primeira vez que beijei um. Foi o pior beijo da minha vida. Aquela barba por fazer me arranhando e aquelas mãos grandes me apertando — Sam sacudiu a cabeça, como se pudesse se livrar da lembrança da sensação. Esperei que ela continuasse. — Mas nada se compara ao sexo em si. Aquela coisa entrando e saindo de você e eles pouco se fodendo se te machucavam ou não. Os velhos que iam lá e o pau deles ficava nem lá nem cá e eles se achavam o máximo. Alguns realmente chegava a machucar por causa do tamanho, mas outros mal fazia cócegas. Se minha opinião vale de alguma coisa, nada se compara a boa e velha dedada.

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