[Completo]
Samantha Charlie é a filha mais velha de um banqueiro influente e super conservador, que foi expulsa de casa depois do pai a flargar beijando outra garota.
Alexandra Hudson saiu da fazenda para ganhar a vida na cidade grande e poder ajud...
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Eu já estava saindo para procurar por Alex quando Barney me mandou mensagem. Apesar de incomodada por saber que ela provavelmente estava bêbada, fiquei aliviada por ela não ter ido longe demais. Isso facilitou muito a minha procura por ela, levando em conta que eu nem por onde começar.
Quando Alexandra saiu, queria ir atrás, mas ela precisava de um tempo. Depois de duas horas, comecei a me preocupar. Achei que ela tivesse ido aí mercado, para ver se conseguia encontrar com Adeline. Sinceramente, tinha medo da reação dela. As coisas entre mãe e filha sempre foram tênues demais, principalmente da parte de Alex. Eu tinha total certeza de que era a Adeline, embora a voz estivesse grogue e o sorriso com metade dos dentes faltando.
Por mais que eu tivesse problemas com minha família, de alguma forma, sempre soube lidar e digerir isso. Alex, por outro lado... Ela sempre preferiu fingir que a mãe não existia - o que, de certa maneira, não era totalmente mentira -, então quando aparecia, sempre era um conflito interno gigantesco. Mesmo assim, saber a situação que Adeline estava, a abalou ainda mais. São nesses momentos que descobrimos que, infelizmente, nos importamos mais com essas pessoas do que gostaríamos.
Cheguei ao Trumman's e entrei. Respirei fundo ao escutar a voz arrastada de Alex e, imediatamente, a seguinem direção ao balcão. Barney e eu trocamos olhares preocupados enquanto ela falava sobre suas habilidades manuais que, embora fosse uma alegação totalmente verdadeira, não precisava de gritar aos ventos. As poucas pessoas que estavam no recinto, olhavam para ela e cochichavam entre si.
Pedi desculpas algumas vezes, antes de conseguir arrastar Alexandra daquele lugar.
Apoiei a criatura em mim, passando o braço dela sobre meu ombro e fomos andando - o peso de Alex praticamente todo sobre mim, já que ela custava a dar um passo adiante - para casa. Se eu tivesse sido um pouco mais esperta, poderia ter ido de carro, o que me pouparia de tamanho esforço, mas nem pensei nisso quando saí correndo.
Estávamos próximas à escadaria da entrada principal do cinema quando Alexandra parou de supetão e virou-se para mim. Por algum motivo, seus olhos se iluminaram quando viu onde estávamos.
- Sabia que foi aqui o nosso primeiro encontro? - balbuciou e sorriu. - Eu me lembro... Você não queria entrar, porque não gostava de mim. Por que todo mundo me odeia, hein? Eu sou... Eu sou legal, Sammy.
Fiz meu possível para não revirar os olhos, embora não tenha conseguido. Só uma pessoa nesse mundo me chamou de Sammy e ela era meu pior pesadelo até hoje. Pensar em Brooke fez meu estômago embrulhado.
- Eu não odeio você, Alex. Vamos, estamos quase chegando.
Quatro quadras nunca me pareceram tão distantes como naquele momento. Alex fazia bastante exercícios, era pesada e, com o peso quase todo sobre mim, o caminho só parecia ficar mais longo.