[Completo]
Samantha Charlie é a filha mais velha de um banqueiro influente e super conservador, que foi expulsa de casa depois do pai a flargar beijando outra garota.
Alexandra Hudson saiu da fazenda para ganhar a vida na cidade grande e poder ajud...
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As coisas na casa de Samantha sempre são tão... Intensas? Depois de cinco minutos que Sam e o pai saíram, as coisas ficaram bem desconfortáveis. Os irmãos Charlie começaram a se encarar e, de vez em quando, olhavam para mim. A mãe, Clarie, sorria para mim entre uma garfada e outra, provavelmente pensando em como a louca aqui estragou o jantar deles. E Zach... Ele sem dúvidas era o mais engraçado de todos. Me olhava tanto que pensei ter alguma coisa errada comigo.
- Tem alguma coisa no meu rosto? - Perguntei para ninguém em especial. - Ou fiz alguma coisa que não deveria?
- Imagina! Não é nada... - a Sra. Charlie parou ao perceber que tinha se esquecido do meu nome.
- Alexandra - Zach completou por mim, no exato momento em que a sobremesa chegou. Pode parecer coincidência, mas sorvete de chocolate é a melhor coisa do mundo! Dei uma colherada, como se não estivesse incomodada com a situação. De fato, eu não estava mesmo.
- Obrigada, chefe! - Olhei para ele com uma curiosidade falsa. - O que faz aqui? Não sabia que você e Samantha eram próximos.
- É, nós... - ele soltou a colher de sobremesa na tigelinha do sorvete. É incrível como gente rica tem tantas frescurinhas. Se fosse o meu caso, apenas pegaria o pote, uma colher e sentaria no sofá debaixo de coberta. Não há passatempo melhor do que esse. Às vezes. - Nossas famílias se conhecem.
- Entendi. Espero que sua noiva não fique com ciúmes. As ciumentas sempre são as piores - sorri feito um anjo para ele.
Antes que Zach pudesse responder, uma Samantha completamente irada surge na sala de jantar e, só por isso, imagino como tenha sido a conversa entre pai e filha. Tenho a sútil impressão de suas expressões se suavizarem quando o meu olhar encontra o dela.
- Vem, Alex, vamos para o meu quarto - ela me chama e, quando o pai dela aparece, posso perceber que ela engole em seco. Definitivamente a conversa não foi boa. - Se quiser aparecer depois, Zach, sabe muito bem aonde é meu quarto.
Ergui uma sobrancelha para ela.
- A sobremesa é sorvete! Não pode esperar? - Sam revira os olhos, impaciente.
- Traz então, mas venha logo.
Concordo com a cabeça e olho para todos mais uma vez antes de sair. Não sei porquê, mas o reparar o jeito que Samantha estava e a cara de emburrado do pai dela, me fez ficar com um pouco de raiva da cara dele. Sem contar que ela tinha me contado que a mãe é completamente submissa às vontades do pai, então ao me levantar, declarei:
- Prometemos não fazer muito barulho. - Dei o meu sorriso mais vagabundo, peguei minha tigela com sorvete e fui até Samantha e segurei sua mão. Achei que ela recusaria o toque, mas minha colega de trabalho entrelaçou nossos dedos. Não pude evitar de olhar para baixo.
Segui ela pela sala, toda pintada de branco gelo e alguns lugares - como a parede da televisão - em um tom de cinza. As pessoas costumam chamar essa cor de biscoito caseiro, apesar de eu realmente não entender o motivo. Também havia algumas obras de artes penduradas, para decorar o lugar. Sempre achei branco uma cor tão "sei lá". Subimos a escada com degraus transparentes e, conforme mudávamos os passos, as luzes iam ascendendo. Conceitual, embora tenham me deixado tonta. Posso ter vários gostos, mas gostar de altura, não é uma deles. Fiquei o olhar para o corredor que se aproximava. O corredor não era tão iluminado quanto o andar debaixo, principalmente por conta das diversas portas estarem fechadas. Mais quadros decoravam o espaço, além de jarros de flores. Dobramos de um corredor para outro e paramos diante da penúltima porta.