Capítulo Cinquenta e Um

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Samantha sabia ser sexy de qualquer jeito, sem nem tentar

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Samantha sabia ser sexy de qualquer jeito, sem nem tentar. Olhando-a à mesa, com o rabo de cavalo alto, a blusa branca, rindo e se divertindo com minha família, percebi o quão linda estava. Pela forma como sorria, dava para ver que estava feliz, e me senti agradecida por ser ao meu lado.

— O que foi? Estou suja? — Sam perguntou no momento que me pegou olhando-a.

— Não, não. Só estava... observando. — Sorri. — Está feliz?

O sorriso que ela me deu foi singelo e, apesar de não ter dito nada, eu sabia que a resposta era sim. Cory também parecia contente, já que não parava de rir das piadas de tiozão do John. Ou vai ver estava só tentando conquistar o sogro, que não era uma tarefa fácil.

Alguns dias atrás, Sam me perguntou se eu me importava com Amelia e Cory se relacionando. Meses atrás, eu não gostava da ideia dela estar conversando com Matthew, o enfermeiro que cuidava do meu avô. Agora, com Cory, eu sabia que ele era uma boa pessoa e aprendi a gostar muito dele. Tinha certeza de que ele cuidaria de Ammy e de Cindy. Amelia sempre foi como uma irmã para mim, mesmo antes de se envolver com Ethan. Prezava pelo bem estar dela, independente de com quem ela estaria.

— Eu estou — Sam respondeu e levou sua mão sobre a minha, na mesa. — E você?

Sorri de volta para ela e observei todos ao redor da mesa. Uma pontada de dor me invadiu o peito.

— Gostaria que meu avô estivesse aqui. Você ia adorar ele tanto quanto gosta da minha vó.

Silêncio se instaurou ao redor da mesa. Do lado de fora, mal dava para escutar as corujas. Todos olharam em minha direção e eu sabia que esse era um sentimento compartilhado por todos ali, embora raramente tocássemos no assunto.

Meu olhar encontrou o de minha avó e pude ver seus olhos brilharem tanto quanto eu tinha certeza que os meus estavam. Mesmo depois de quatro anos, não era fácil passar essas datas sem meu irmão e, agora, esse era o primeiro sem meu avô. Mesmo sem querer, cheguei a conclusão de que não suportaria passar qualquer data comemorativa sem a Dona Eleonor comigo.

— Também gostaria — minha avó garantiu. Seu sorriso era singelo, como sempre, embora eu pudesse ver a tristeza em seus olhos. — Mas tenho certeza de que Anthony está melhor agora, minha querida. Ele sofreu demais em seus últimos meses. Não merecia aquilo.

Balancei a cabeça, assentindo.

— Eu sei, vó... É só... É o primeiro natal sem ele.

— Ei, garota — John chamou e virei para ele, do outro lado da mesa —, sei que não sou o velho Anthony, mas sempre que precisar, estou aqui para ajudar você. Vi você crescer, Alexandra, e Ross e eu a consideramos como uma filha também. Estaremos aqui, como sempre estivemos.

Sorri para ele. John é um homem musculoso, graças a todos os anos trabalhando e levando peso aqui na fazenda. Não é muito alto — talvez até um pouco menor do que Ross — e tem uma barriguinha. Pelo menos a cabeça careca deixa o bronzeamento uniforme. É alguns anos mais novo do que meus avós, na casa dos cinquenta e poucos e carrega uma cicatriz em seu peito, de uma cirurgia do coração que fez anos atrás. Me sentia acolhida por ele e Ross, como imagino ser o mais próximo — além do meu avô, claro — de um relacionamento com um pai.

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