Capítulo Trinta e Dois

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Depois que Alex entrou, observei o pôr do Sol antes de me voltar para o meu irmão

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Depois que Alex entrou, observei o pôr do Sol antes de me voltar para o meu irmão. Tinha sido um dia tão legal e gostoso, mas alguma coisa me dizia que isso estava prestes a mudar. 

Olhando para meu irmão, pude perceber o quanto ele estava cansado. Seu rosto estava abatido, os cabelos bagunçados, como se ele nem tivesse se dado ao trabalho de pentea-los ao levantar, as olheiras fundas. Estava usando uma camiseta preta e uma jaqueta jeans por cima, calças de moleton e a barba também estava por fazer. Fiquei pensando o que estaria se passando na cabeça dele. Pelo jeito como estava vestido, tinha quase certeza de que saiu de casa apenas para vir até aqui.

— Vamos subir — falei finalmente. — Aposto que não comeu nada hoje.

— Obrigado, maninha, mas estou sem fome — suspirou e se encostou em seu carro. — Só vim para saber como que você está.

Caminhei até o carro e encostei ao seu lado. Ficamos encarando a portaria do prédio por um instante, até que eu me virei para ele.

— Eu não sei, Cory. Acho que... Um pouco confusa com isso tudo.

— Será que vão encontrá-lo? A polícia tem ido lá em casa, feito perguntas, mas sempre dizemos a mesmo coisa.

Engoli em seco. Desde aquele dia, eu não tinha mais o visto. Agora, sabendo quem é seu verdadeiro pai, posso claramente ver algumas semelhanças com Zach. Não sei até que ponto isso me assusta ou enfurece.

— Agora que você falou, a polícia não veio atrás de mim, ou de Alex. Tem alguma ideia do porquê?

— Na verdade não. A única vez que mencionaram seu nome, foi quando perguntaram se você poderia estar envolvida.

— Estavam... Estavam me considerando suspeita?

— Era o que parecia. Tirando isso, não faço ideia do motivo de não terem colhido seu depoimento.

Deitei minha cabeça em seu ombro e suspirei.

— E como estão as coisas lá? Você, a Maddy...

— Sabe, Sam, às vezes queria que nossa família fosse normal. Estou tão cansado de tudo. Queria que pudéssemos nos sentar à mesa na hora do jantar e contar como foi nosso dia. Será que é pedir tanto? Todas as noites são só brigas e problemas e... A gente nunca está em paz.

Senti uma pontada no peito e engoli em seco. Uma grande maioria das vezes eu mesma causei as discussões ao redor da mesa.

— Eu sinto muito, meu irmão. Vocês mereciam uma vida melhor. Ou que as coisas pelo menos voltassem a como era quando éramos crianças. Se lembra?

— O tempo todo — ele me olhou. Seus olhos estavam vermelhos, a ponto de chorar a qualquer instante. — Maddy passou dois dias foras. Tenho certeza que ela estava em alguma boca por aí. Quando voltou hoje de manhã, estava mal vestida e com aquele jeito vidrado, sabe? Ela nem mesmo tentou esconder. Você, cada vez que vai lá em casa, é uma briga diferente. A mamãe está... diferente. Não sei como, mas ela parece aérea. O papai está desaparecido e até hoje não ligaram pedindo resgate. Todo mundo está bastante fodido. Mas e eu, Sam? Eu tento manter todo mundo bem, mas quem se preocupa comigo? Estou tão cansado...

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