CAPÍTULO 33

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CAPÍTULO 33

Cai no chão espalhando todos os papéis.

Demorei um minuto até assimilar tudo. Uma bomba tinha atingido a parte superior do prédio e o caos se instaurava. Eu conseguia ouvir gritos em todas as partes daquele lugar seguido de um zunido interminável. O departamento tinha sido invadido.

Apesar de a bomba não ter atingido diretamente no andar que nós estávamos, tinha fumaça para todo lado. Os alarmes de incêndio tinham disparado e água começava a sair do sistema de segurança do prédio. Antes que todos os papeis ficassem enxarcados eu comecei a catar tudo e colocar na mochila.

Não demorou muito para Jackson chegar na sala do chefe atras de mim.

-A gente tem que sair daqui agora! – ele gritava por cima do barulho dos alarmes – Tem uma saída no laboratório que dá acesso direto ao estacionamento. Vamos encontrar Andy e saímos!

Jackson fez sinal para que eu me abaixasse e o seguisse. Coloquei a mochila nas costas e abrimos a porta.

Aquele lugar parecia um campo de guerra. Era gente para todo lado correndo e gritando. Uma fumaça preta saía no teto e a água não parava de cair do sistema de incêndio. Era o verdadeiro caos. Jackson foi na frente abrindo caminho e eu seguindo. Tínhamos que atravessar o corredor que estávamos em descer para o laboratório que ficava do outro lado.

Andar no meio daquela confusão não era o maior dos nossos problemas, tudo ficou bem mais difícil quando os tiros começaram.

De onde estávamos conseguíamos ver a entrada do prédio. Cinco homens de preto entraram primeiro. Fortemente armados, com coletes a prova de balas e capacetes. Eles eram profissionais, sem dúvida alguma. A forma como andavam sem sair da formação, a postura segurando as armas e a mira deles entregava. Eles sabiam exatamente o que estavam fazendo. Os tiros viam sem pena, eles não estavam fazendo a menor questão de poupar munição.

Estávamos encurralados atrás da cabine de atendimento inicial do prédio, entre o corredor do qual tínhamos vindo e o corredor que precisávamos ir. Jackson indicou para que eu continuasse abaixada e sacou sua arma.

-Eu preciso que fique aqui e confie em mim! – Ele disse olhando rapidamente para mim e voltando a atenção para onde tínhamos que ir. – Eu vou me levantar e atirar e quando eu te der o sinal eu preciso que você corra na direção do elevador no final do corredor. Entendeu?

Eu olhei para o final do corredor rapidamente. Parecia longe demais. Jackson segurou meu rosto entre as mãos:

-MELINA, EU PRECISO QUE VOCÊ ME DIGA QUE ENTENDEU!

-Entendi. – Eu respondi, mais como um sussurro, reunindo coragem

-MELINA! – Os tiros estavam ficando mais próximos e eu fiz o máximo para parecer convincente.

-Eu entendi! Esconder. Esperar o sinal. Correr!

-Ótimo!

Jackson se virou novamente na direção dos homens e sem mais delongas se levantou atirando.

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