A culpa foi minha

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Após três dias mergulhado em uma névoa de instintos e emoções, Jhon finalmente acorda com a mente mais clara. O quarto estava em silêncio, a luz suave da manhã filtrando-se pelas cortinas. Ele vira a cabeça e vê Hector dormindo tranquilamente ao seu lado, a expressão serena em seu rosto contrastando com a tempestade de pensamentos que começava a se formar na mente de Jhon.

Por um momento, Jhon sente uma pontada de alívio ao ver Hector em paz. No entanto, esse alívio é rapidamente substituído por um sentimento esmagador de culpa quando ele percebe o estado do corpo de Hector. Marcas de mordidas e chupões estavam espalhadas pela sua pele, vestígios claros dos últimos dias intensos. Felizmente, Hector não parecia estar machucado, mas a visão dessas marcas fazia Jhon se encolher por dentro.

Lentamente, ele se senta na cama, sua cabeça pendendo para frente enquanto ele cobre o rosto com as mãos. Ele respira fundo, tentando acalmar os pensamentos que corriam em sua mente, tentando juntar as peças fragmentadas dos eventos anteriores. A culpa e a confusão pesavam em seus ombros, cada respiração parecendo um esforço para se manter à tona em um mar de arrependimentos.

Enquanto Jhon estava perdido em seus pensamentos, o som suave de lençóis se movendo o tirou de seu transe. Ele olhou para o lado, e seus olhos encontraram os de Hector, que acabara de acordar. Hector, ainda meio sonolento, observava Jhon com uma expressão de leve preocupação e ternura.

Jhon sentiu seu coração apertar ao ver aquele olhar. Ele abriu a boca para dizer algo, talvez um pedido de desculpas, mas as palavras pareceram se perder na garganta. O silêncio entre eles era pesado, carregado com a tensão dos dias anteriores. Finalmente, Jhon suspirou e baixou as mãos, seus olhos fixos nos de Hector. Ele não precisava falar, pois Hector parecia entender, como sempre fazia. Com um leve sorriso, Hector estendeu a mão, seus dedos tocando suavemente o braço de Jhon, oferecendo-lhe conforto sem precisar de palavras.

H: Jhon? Está tudo bem?

J: oh... Hector, me perdoe por isso, eu sinto muito, muito mesmo! Eu não queria ter feito isso com você, eu apenas não tenho como me desculpar, mas eu compreendo se me odiar

H: te odiar? Jhon, foi incrível... mais importante, vai me deixar cuidar dos seus ferimentos agora?

J: estou bem, e você, como se sente? Está doendo em algum lugar? Vou chamar o médico para você

H: *sorrir* Jhon, eu sou médico, esqueceu? Estou bem -sinto um pouco de dor no da barriga, minha bunda dói tbm, mas isso foi devido ao sexo, então está tudo bem-

J: tem certeza?

H: sim, preciso ir ao banheiro agora

Hector tenta se levantar mas suas pernas tremiam, ele estava completamente sem forças, sua bunda ainda escorria muito sêmen e ele precisava ir ao banheiro se limpar. Jhon rapidamente se levanta e o apoia e  o acompanha até o banheiro. Ele deixa Hector a sós por um momento para fazer suas necessidades e entra no banheiro logo em seguida. Ele auxilia Hector no banho para retirar todo sêmen de dentro dele.

Ele faz tudo o que pode mas Hector estava tão cheio que seria inevitável ficar um pouco dentro. Mas estava tudo bem, isso era normal e o restante sairia até o fim do dia. Depois de garantir que Hector estava limpo e relaxado, Jhon o ajudou a sair da banheira e o envolveu em uma toalha macia, secando-o com a mesma atenção meticulosa. Ele então o guiou de volta ao quarto, onde lençóis limpos já estavam prontos na cama, e uma refeição cuidadosamente preparada esperava sobre a mesa ao lado. O aroma de comida fresca preencheu o ar, trazendo uma sensação de conforto e normalidade.

O Lobo E O CoelhoHistórias para pegar e não largar. Descubra agora