Numa cidade de Nova Iorque, onde a corrupção e o crime organizado dominam as ruas, um jogo perigoso está prestes a começar.
Marly Souza, uma mulher manipuladora e sedutora, esconde um segredo sombrio: é uma assassina, conhecida apenas como "Quennie...
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Acordei e olhei para o relógio: 5h30 da manhã. Senti um peso no meu peito e, ao baixar o olhar, deparei-me com os cabelos de Marly espalhados sobre mim, o seu corpo aconchegado contra o meu. Adormecemos assim, juntos, depois de uma noite intensa. Quando chegámos da praia, levei-a diretamente para o meu quarto. Não houve palavras, apenas desejo.
Tentei sair da cama sem a acordar, mas não foi fácil. Ela estava completamente aninhada a mim. Com cuidado, deslizei para o lado, cobrindo-a com o lençol branco. Enquanto ela suspirava suavemente no sono, levantei-me e fui para o chuveiro. A água quente escorria pelo meu corpo, mas não conseguia lavar os pensamentos que me atormentavam.
Eu não posso amá-la. Não posso. Só pode ser um desejo carnal. Repeti as palavras, tentando convencer-me de que eram verdade. Eu destruo tudo o que amo. Não posso permitir que esses sentimentos cresçam.
Saí do banho, enxuguei-me e vesti-me rapidamente. Escolhi uma camisa preta que deixei parcialmente desabotoada e umas calças da mesma cor, simples, mas elegantes. Ao voltar para o quarto, vi Marly sentada na cama, enrolada no lençol, o cabelo despenteado e os olhos ainda meio fechados. Ela é... deslumbrante.
- Bom dia, bela adormecida. - Disse, forçando um sorriso, enquanto ajustava a gola da camisa no espelho.
- Que horas são? - Perguntou, com a voz ainda sonolenta, enquanto coçava os olhos.
- Cinco e meia. - Respondi. Ela suspirou e atirou-se de volta para a cama, cobrindo a cabeça com o lençol.
- Onde vais? - Perguntou com a curiosidade a vencer o sono.
- Tenho de ir à sede da Máfia. Surgiu um imprevisto e preciso resolver algumas coisas. - Disse, tentando soar despreocupado.
- Posso ir contigo? - A pergunta dela apanhou-me de surpresa. Por mais que eu quisesse levá-la, nunca esperei que ela se voluntariasse.
- Se conseguires estar pronta em dez minutos... - Respondi, desafiando-a.
Ela levantou-se num salto, deixando o lençol cair. O meu olhar demorou-se por um instante no seu corpo nu antes de desviar. Ela desapareceu na minha casa de banho e gritou:
- Podes ir ao meu quarto e trazer algo para eu vestir?
- Eu escolho? Isso é novo. - Disse, soltando uma gargalhada.
- Confio no teu gosto. - Respondeu ela.
Saí do quarto e fui até ao dela. Abri o roupeiro e escolhi umas calças cinza pantalonas, que sabia que a fariam parecer sofisticada sem perder o conforto. Combinei com um body bege e uns saltos altos pretos em bota.
Voltei ao quarto e entreguei-lhe as roupas.
- Aqui está. - Disse, enquanto ela examinava as peças com um pequeno sorriso de aprovação.
- Nada mal. - Comentou, desaparecendo no closet para se vestir.
Enquanto ela se preparava, sentei-me na poltrona perto da janela, observando as luzes da cidade começarem a despertar. Levar Marly comigo era um risco, mas, de alguma forma, parecia inevitável.