Numa cidade de Nova Iorque, onde a corrupção e o crime organizado dominam as ruas, um jogo perigoso está prestes a começar.
Marly Souza, uma mulher manipuladora e sedutora, esconde um segredo sombrio: é uma assassina, conhecida apenas como "Quennie...
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As horas da madrugada avançavam lentamente, enquanto o meu corpo se recusava a encontrar descanso. Eram duas da manhã e o silêncio que envolvia a cidade deveria ser tranquilizador, mas, em vez disso, fazia-me sentir agitada, como se algo estivesse prestes a acontecer. Um pressentimento ruim assombrava-me, uma ansiedade incontrolável que fazia o meu coração acelerar e as minhas mãos tremerem levemente.
Levantei-me da cama num movimento brusco, incapaz de suportar a inquietação por mais tempo. Vesti uma roupa confortável, simples, que não chamasse atenção e saí de casa sem pensar duas vezes.
Caminhei pelas ruas desertas, à espera que uma vítima aparecesse, alguém que pudesse aplacar a fome de sangue dentro de mim. Mas o relógio avançava e a cidade estava estranhamente calma, sem uma alma à vista. Frustrada, dirigi-me à parte de trás de um bar que eu sabia que costumava ser frequentado por pessoas em busca de diversão noturna. Encostei-me à parede com os braços cruzados e esperei.
Os minutos passavam lentamente e a ansiedade no meu peito só aumentava. O tédio começava a corroer-me por dentro quando, finalmente, ouvi o som da porta se abrindo. Não me incomodei em olhar imediatamente. As minhas mãos já estavam a mover-se para pegar a faca, ansiosas pelo alívio que estava prestes a vir.
Mas quando os meus olhos finalmente se voltam para a figura que saía do bar, congelei ao perceber que era Erick. A sua presença inesperada fez com que eu relaxasse e voltasse a me encostar na parede, soltando a faca lentamente.
— Dia mau? — perguntei, tentando manter o tom despreocupado, enquanto ele me olhava de cima a baixo, avaliando-me como sempre fazia.
— Ano mau. — respondeu. — À procura de vítimas, Quennie? — Um sorriso irónico apareceu no meu rosto.
— E tu? Diversão de uma noite? — brinquei, embora soubesse que Erick não era do tipo que buscava esse tipo de diversão em bares.
— Não procuraria num bar. Mas só vim beber um bom Valerio Adami. — Ele deu de ombros, começando a caminhar para longe de mim.
— Até aceitaria, mas hoje não quero. — Ele acelerou o passo e eu senti que havia algo estranho no seu comportamento. Mas decidi não insistir.
...
Atirei-me para o sofá, ligando a TV para assistir a um filme qualquer que me distraísse. Estava no meio do filme quando ouvi passos pesados nas escadas. Olhei e vi Matteo a descer, o seu rosto carregado de uma seriedade que eu já conhecia bem.