ELICHA ANGEL
Washington - Seattle
Estou me sentindo muito mal esses dias. Depois do baile certamente. É como se um peso enorme estivesse sobre as minhas costas.
Pela manhã, eu não consigo levantar de jeito nenhum, a não ser que a minha mãe venha me ajudar.
Estou cada dia mais cansada e dolorida, liguei para Scarlett, minha psiquiatra, já que nossa consultar com presencial é feita apenas de dois em dois meses. Ela disse que é normal eu me sentir assim e que pode ser os efeito pela troca dos remédios em pouco tempo.
Porém, os dias foram se passando e parece que estou cada dia pior. No início, quando trocamos os remédios, eu estava me sentindo muito bem. Apenas um pouco abalada por algumas situações, mas, fora isso, estava tudo bem.
Agora, eu não faço a mínima ideia do que esteja acontecendo comigo. É como se os remédios não estivessem fazendo efeito, mas não de uma forma normal, os sintomas estão ainda mais graves.
Fora o meu comportamento que está fora do normal. Eu deveria aceitar que toda a questão com o Nach me deixou muito mal, mas eu preciso de mais remédios, eu preciso de um remédio mais forte, eu preciso... eu não sei... eu estou muito mal
Nach está vivendo a vida dele normalmente enquanto eu estou aqui ficando cada dia mais doente. A escola acabou, daqui uns dias ele vai para outro país como disse, e eu vou ficar aqui, sozinha, tentando juntar os pedaços de mim mesma.
Ele continua vivendo. Continua seguindo em frente, como se nada tivesse acontecido.
Como se eu nunca tivesse sido nada.
Talvez eu realmente não tenha sido.
Eu não queria que fosse assim. Não queria que tudo terminasse dessa forma.
Mas a verdade é que eu me sinto fraca.
Não só fisicamente, mas mentalmente. Minha cabeça está um caos, como se algo estivesse desmoronando dentro de mim e eu não conseguisse impedir. Minhas emoções estão fora de controle, meu corpo dói como se eu tivesse corrido uma maratona todos os dias, e minha vontade de fazer qualquer coisa simplesmente desapareceu.
Antes, os remédios me davam um alívio, um certo controle. Agora, tudo parece embaçado. Como se algo estivesse errado comigo, algo que eu não consigo explicar.
Será que sou eu?
Ou será que são os remédios?
Scarlett disse que era normal, mas eu não acho que isso seja normal. Nada disso está normal.
Cada dia que passa, parece que eu estou afundando mais, como se um peso invisível estivesse me puxando para baixo, para um lugar onde ninguém pode me alcançar.
Meus surtos estão cada vez mais frequentes. Eu até escutei minha mãe falando com a Tia Kyla sobre me internar em uma clínica psiquiátrica.
Ela claramente chamou a minha mãe de louca e só faltou bater nela.
Mas eu não acho que seja uma má ideia, sabe? meus comportamentos estão cada vez mais agressivos e eu posso acabar machucando ela.
Acho que seria melhor para todos nós.
Mas ao mesmo tempo, a ideia de ficar presa em um lugar assim me assusta.
Eu nunca quis chegar a esse ponto. Nunca quis ser um peso para a minha mãe, nunca quis que ela tivesse que lidar com isso sozinha. Mas a verdade é que eu não estou conseguindo lidar comigo mesma.
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Transando Com A Morte
FanfictionTransar com a morte não é como ser agredida ou ferida como Ella Quinn, a amiga inocente de Elicha Angel, imaginava. Transar com a morte ia muito além do que só pecar como Harley Morgan pensava. Transar com a morte é como estar no topo da maior mont...
