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𝑱𝒂𝒅𝒆𝒏 𝑾𝒂𝒍𝒕𝒐𝒏 ☆
Eles se viram para me encarar. No momento de distração, Sophia age rápido. Ela crava as unhas super afiadas no braço do cara que a segurava e acerta uma cotovelada no nariz dele. O homem grita e a solta por reflexo.
Não perco tempo. Avanço no segundo que a segurava, socando sua mandíbula com toda minha força. Ele cambaleia para trás, atordoado.
― Vai para o carro, Sophia! ― ordeno, sem tirar os olhos dos outros três.
― Você tá brincando? ― ela rebate, ofegante ― Eu sei me defender.
Dou uma risada curta, debochada.
― Ah, é? Pelo visto estava indo muito bem antes de eu chegar.
Ela revira os olhos, irritada, e se posiciona ao meu lado, punhos erguidos.
Os homens se entreolham e partem para cima de nós. O primeiro tenta me acertar um soco, mas desvio e revido com um golpe certeiro no estômago. Sophia gira e chuta um dos outros direto no joelho, fazendo-o cair de dor.
Eles não esperavam resistência.
O quarto homem tenta agarrá-la por trás, mas ela se abaixa e dá uma cotovelada para trás, acertando seu queixo. Ele tropeça, grogue.
O que levou meu soco no estômago tenta se erguer, mas finalizo com um chute em sua têmpora. Apagado.
Os dois que sobraram se entreolham e saem correndo para a escuridão da estrada.
Respiro fundo, ainda sentindo a adrenalina pulsar. Olho para Sophia.
― Viu? ― ela arqueia a sobrancelha ― Eu disse que sabia me defender.
Balanço a cabeça, rindo baixinho.
― Tá bom, sem mim, você não se sairia tão bem ― provoco ― Vamos antes que apareçam mais.
Corremos para o carro e batemos as portas, ofegantes. O motor ronca alto quando acelero para sair dali o mais rápido possível.
Ainda ofegantes, nos entreolhamos e caímos na gargalhada.
― Quem diria que essas suas unhas tão afiadas serviria para alguma coisa ― digo e ela dá de ombros.
― Eu sou muito útil, Walton ― ela diz confiante ― Pode confessar que eu sei lutar muito bem.
― Tá, mas nada demais ― digo dando de ombros e ela me olhou incrédula.
― Você viu a cotovelada que eu dei nele?
― Eu daria uma daquela também, fácil ― digo e ela me deu um soco no braço, mas invés de eu reclamar, ela que reclamou.
― Meu Deus, desde quando você tem esses músculos? ― ela diz sobrando os dedos ― Quase que eu quebro minha mão.