"TODOS deseamos sentir que se nos ama y que se nos trata con justicia. Cuando una y otra vez se nos niega el amor y sufrimos injusticias, puede que nos sintamos desesperados y que pensemos que no servimos para nada."
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Aquela garota foi embora e deu-me um pouco de paz. Eu tentava a todo custo reconquistá-lo. Ele continuava rude e frio. Mas, eu não desistia. Parece que nessa fase eu estava muito carente, bastando ter algumas migalhas de amor.
Passou o tempo, o Davi ficou mais calmo. O Guilherme tinha cinco anos. Certo dia, eu fui à dentista. Quando ela verificou o que tinha que fazer, falou que faria um Raio-X. Então, perguntou:
____ Você não está grávida, não é?
Eu pensei um pouco e respondi:
____ Não sei. ____ Não entendi por que eu falei isso. Mas, ela colocou o colete de chumbo, por via das dúvidas.
Quando cheguei em casa, observei meus peitos. Estavam maiores. Então, eu fiquei desconfiada. Pedi para o Davi comprar um teste de farmácia bom pra eu tirar a dúvida.
Fiz o teste e deu positivo. Achei que ficaria nervosa ou preocupada, mas não. Eu fiquei muito feliz. Também raciocinei que meu instinto materno falou mais alto na dentista. Eu não tinha a menor noção que estava grávida. Também não sei como engravidei, pois estava cuidando meticulosamente pela tabelinha. Meu ciclo deveria ter alterado com o tempo.
Engravidar dessa criança foi a melhor coisa que me aconteceu. O Davi parou de implicar comigo, pois antes nem livros de romance ele me deixava ler. Ficou carinhoso e feliz por ser pai novamente. O Guilherme ficou super feliz. Queria um irmãozinho. Imediatamente, eu pensei que poderia ser uma menina. Sonhava muito com isso. Mas, esperaria para ver.
Comecei o pré-natal. O médico era um japonês muito calmo. Ele me transmitia segurança. Eu estava com medo de amamentar e acontecer tudo o que tinha acontecido no nascimento do primeiro. Tinha medo também de tentar um parto natural e acontecer tudo novamente. Mas, o médico teve muita paciência. Garantiu-me que faria uma cesariana antes que isso acontecesse. E falou que se eu não conseguisse amamentar, ele não forçaria. Foi muito tranquilizador para mim.
Minha saúde melhorou consideravelmente. No trabalho, as coisas estavam melhorando, pois tinha passado por momentos difíceis, tendo em vista que eu tinha recebido uma promoção e as invejosas inventaram coisas más a meu respeito.
Passei uma gravidez maravilhosa, apenas quase no final me deu insônia. E no último mês, tive que descansar. Tirei férias, porque não estava mais conseguindo trabalhar pelo peso da barriga. Eu tinha aumentado vinte quilos. Também, desta vez, eu me alimentava bem e os enjoos não foram tão intensos. Apenas no início. Então, descobri que se eu ne alimentasse, passavam os enjoos.
Fizemos várias ultrassonografias, mas não conseguíamos ver o sexo, porque o bebê estava virado, ou as perninhas fechadas. Tive que começar a fazer o enxoval, mesmo sem saber o sexo. Mais uma vez, eu senti que era outro menino. Não sei o porquê, mas eu sabia. Comprei todo o quartinho azul claro e creme. Decorei com papel de parede de ursinhos. Pendurei brinquedinhos no berço creme . E o kit com mosqueteiro, protetor de berço e outros itens todos em azul e creme. As roupinhas neutras.
E chegou o dia de fazer uma das últimas ultrassonografias. O Guilherme só perguntava:
____ Hoje a gente vai ver o bebê?
____ Sim. Hoje a gente vai ver o bebê e saber se é menina, ou menino.
Ele pulava de alegria. Fizemos questão que ele fosse junto, para que se apegasse ao bebê também. Fomos à clínica, depois do meu trabalho. Prepararam-me para o exame. E, que alegria, o bebê estava muito bem de saúde, grande e com peso normal. E na hora de saber o sexo, foi possível ver que era...
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Não me matem, por favor, pelo suspense. Em breve saberão.
Amo vocês. Não se esqueçam dos votinhos.
Beijos.
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Isadora
Não FicçãoÉ possível uma pessoa vencer diante de obstáculos, como um transtorno de personalidade, causado por maus-tratos na infância? É possível alguém suportar uma grande dor e decepção? Isadora conta sua trajetória desde sua mais tenra infância. Por favo...
