Capítulo 13 - Paulo.

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Estou em pé no meio da sala enquanto Bárbara está sentada. Ela não tirou os olhos das fotos, está calada e isso está me deixando inquieto.

– Bárbara está tudo bem? – Pergunto tocando seu ombro. Ela se assusta e volta seu olhar para trás onde estou. – Quer um pouco de água? – Ela anui. Saio e volto com um pouco de água em um copo descartável. Bárbara ainda está com as fotos em mãos olhando-as fixamente. Entrego-lhe o copo e ela me agradece.

– Sabe detetive, precisaremos mesmo de alguém que seja perito em linguística e símbolos. Não sabemos o que temos em mãos, sabemos apenas que combinam, que são idênticos. – Ela sorve a água e coloca o copo em cima da mesa e vira-se para olhar para mim. – Você tem alguém em mente? Eu não conheço ninguém que seja formado nessa área. – Afirma suspirando e coloca as fotos na mesa.

– Eu me lembrei de uma pessoa muito amigo de meus pais. Ele trabalhou no Centro de Estudo Ufológicos e eu acho que ele pode nos ajudar. – Digo indo a minha mesa e pego minha bolsa tirando de lá uma agenda velha que carrego para onde vou. – Ele está aposentado, mas, ainda faz trabalhos por fora quando é chamado. Vou ver se acho o número dele aqui na agenda. – Passo a folheá-la e Bárbara se põe de pé indo em direção à porta. Fico olhando para ela. – Onde você vai Bárbara? – Franzo o cenho e desligo o celular.

– Vou te deixar mais à vontade para ligar para seu amigo detetive. – Fala virando-se novamente para sair.

– Por favor, me chame de Paulo. Assim como você me pediu para chamá-la por seu nome quero que você também me chame pelo meu, ok? – Ela não diz nada. – Ok Bárbara? – Insisto.

– Ok...hum...Paulo. – Pigarreia. – Vou deixá-lo a sós para poder conversar com seu amigo. Assim que ele te der algum parecer não hesite em me chamar. – Ela volta e pega um papel que está sobre a mesa. – Tem uma caneta? – Entrego o objeto e ela passa a escrever algo. – Esse é meu número particular. Se quiser pode me ligar. – Me entrega a caneta e o papel. – Vou indo, qualquer coisa me chame. Até logo. – Se despede e sai.

Fico olhando Bárbara sair da sala. Me surpreendi e muito com o que ela descobriu. Eu sei de sua fama e de como ela é inteligente, mas, isso supera tudo o que ouvi sobre ela. Realmente a mulher é boa no que faz. Seria uma ótima investigadora se não fosse delegada.

Pego meu celular e disco o número que encontrei em minha agenda.

Alô? – A voz cansada do outro lado da linha atende. Sorrio ao ouvir.

– Alô é da casa do senhor Fredrico Antunes? – Pergunto com ar de riso.

Menino Paulo?  – Solto uma risada. – Ah quanto tempo, meu querido! Por onde tem andado? – Pergunta e vejo que seu tom de voz mudou, está mais alegre.

– Como adivinhou que era eu? – Pergunto igual um a garoto emburrado. Ele ri alto.

Você é o único que me chama de Fredrico meu caro. – Dou risada.

Conheço senhor Frederico desde tenra idade. Meus pais são amigos de longas datas. Eles se conheceram na faculdade quando papai estava cursando medicina e senhor Frederico estava terminando o curso de letras. Eles se tornaram amigos por conta de um amigo em comum. Ao terminar a graduação em letras, ele fez especialização em latim e na língua egípcia. Ele se especializou também em códigos, fonologia e gramática. Hoje Fred é doutor em linguística aposentado.

– Como vai Fred? Pela voz está com a saúde em dia e forte para trabalhar. – Ele gargalha e eu o acompanho.

Ainda dou para o gasto garoto. – Meneio a cabeça. – Mas o que manda? Faz tempo que não nos falamos? Aconteceu algo com seus pais? – Percebo que ele ficou preocupado.

A lei é o Amor.Histórias para pegar e não largar. Descubra agora