Estou andando pelas ruas próxima a confeitaria, desde o dia em que conversei com o Mateus, estou aguardando um perito me ligar para me passar de forma exata as coordenadas que recebi de latitude e longitude. Preciso da informação precisa não posso cometer erros.
Passo parte da tarde observando as ruas, as pessoas e não vejo a pessoa que preciso. Decido voltar para o prédio. Quando estava entrando, vejo Bárbara junto a duas pessoas uma senhora de meia idade e um rapaz mais jovem. Vou até eles.
– Boa tarde! – Todos me olham. Vejo Bárbara sorrir.
– Boa tarde? Ótima tarde detetive. – Bárbara diz e agarra meu braço com suas mãos. – Deixe que eu os apresente. Essa é dona Lurdes estive em sua loja hoje depois do almoço. Ela foi uma das pessoas que testemunharam no caso da jovem desaparecida. E este é Danilo filho dela. – Ela diz ainda agarrada ao meu braço. Dona Lurdes nos olha e sorri.
– Boa tarde. Vocês são casados meu bem? – Bárbara franze o cenho e nega. – É que vocês combinam demais e parece que se dão muito bem trabalhando juntos. É uma pena. – Ela tira suas mãos de meus braços e vejo que ficou envergonhada.
– Eu ainda não fiz o pedido de namoro dona Lurdes. Quem sabe depois, ela não se casa comigo aí a senhora e ninguém mais erra ao nos ver juntos. – Digo e dona Lurdes abre o maior sorriso e olha para a Bárbara que está vermelha. Sorrio ao ver isso.
– Ah que lindo querida! Quando ele fizer o pedido trate de dizer sim está ouvindo? Um homem desse não se acha facilmente. – Pisca para mim que retribuo. Bárbara pigarreia e se afasta.
– Detetive, a dona Lurdes veio aqui para dar seu depoimento para o caso da Luiza e fazer o retrato falado do homem que a sequestrou. – Franzo o cenho e meneio a cabeça confuso. – O caso da garota desaparecida. Reabrimos o caso lembra? – Ela diz e me olha. – Vou deixá-la na sala com a Verônica e outro policial perito de arte forense para fazer o retrato falado do suspeito. – Ela fala e caminha pelo corredor fazendo todos segui-la. – Dona Lurdes, por favor, peço que a senhora entre e se sente que daqui a pouco virá alguns policiais para tomar seu depoimento. E você... – Ela aponta para o rapaz. – Venha comigo. Preciso falar com você. – Vejo o rapaz anuir. – Detetive preciso que esteja conosco em minha sala. – Bárbara fecha a porta. Logo vejo Verônica e mais alguns policiais entrarem na sala de interrogatório.
– Delegada vou até minha sala deixar minhas coisas e logo estarei com vocês. – Ela anui e sai com o rapaz em sua cola.
Destranco minha sala, deixando minhas coisas e saio. Vou até onde Bárbara está, bato à porta e ela me autoriza entrar.
– Entre detetive. Como te falei esse é Danilo. – Fecho a porta. – Ele e dona Lurdes foram algumas das pessoas que deram seus testemunhos para a polícia no caso do desaparecimento da Luiza. – Franzo o cenho.
– Luiza? – Pergunto. Me lembro de algo e preciso falar com ela em particular.
– Sim, a jovem que está desaparecida a três anos. Lembra? – Anui, pois, havia me lembrado.
Sento-me ao lado de Danilo que está visivelmente emocionado. A todo momento o vejo limpar as lágrimas que caem grossas de seus olhos.
– Podemos conversar Danilo? – Bárbara fala com a voz mansa. O rapaz que está de cabeça baixa anui e respira fundo. Ela vai até seu armário e tira de lá um livro e deposita sobre a mesa deixando sob a altura dos olhos do rapaz. Ele olha o livro pega-o e folheia. – Antes de saber que você também havia testemunhado, eu iria atrás de você para saber qual era seu grau de proximidade com Luiza, pois, vi sua dedicatória neste livro. – Ele abre o livro novamente e lê.
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A lei é o Amor.
LosoweEm uma cidade pataca no interior de São Paulo que de dois ano e meio para cá vem sendo aterrorizado por assassinatos hediondos. Mulheres com mais de vinte e cinco anos sendo brutalmente assassinadas, tendo seu couro cabeludo arrancado. A única pista...
