As coisas estavam tão agitadas, que não consegui sair do prédio para ir até a delegacia pegar os arquivos sobre o desaparecimento da Luiza. Já se passaram dois dias desde a conversa que tive com dona Joana. Preciso arrumar tempo para pegar as pastas e analisar tudo.
Outra coisa que está me tirando a tranquilidade é a questão do prazo do laboratório. Ainda não recebemos os resultados e isto está me deixando irritada. Continuamos recebendo os chamados do Call Center e nada de novo me é passado. Verônica está de plantão na delegacia, talvez eu ligue e peça para ela pegar os arquivos do caso da Luiza para mim.
Já estou em meu horário de almoço e preciso subir para fazer algo para comer. Pego minha bolsa e saio da sala subindo para o apartamento no terceiro andar. Estava abrindo minha porta quando vejo Paulo na ponta da escada indo em direção a seu apartamento.
– Boa tarde vizinho. Veio almoçar? – Digo e ele me olha com um olhar cansado. Ontem ele ficou de plantão a noite toda e hoje pela manhã foi ao barracão fazer outras vistorias.
– Sim vizinha estou cansado e com muita fome. E o pior é que ainda preciso preparar algo para comer. – Paulo diz erguendo o queixo e jogando a cabeça para trás em total frustração. Dou risada.
– Vou fazer meu almoço quer me acompanhar? Não sou uma chef, mas o que faço dá para o gasto, é comível – Digo e ele ri.
– Não vou te atrapalhar Bárbara? Não quero incomoda-la. – Paulo pergunta enquanto abro a porta do apartamento.
– Não vai. Entre e fique à vontade. – Ele para e olha para sua porta.
– Vou colocar minha mala em casa e já volto. – Ele diz e vai até seu apartamento.
– Vou deixar a porta aberta assim quando vier não precisa me chamar é só entrar tá? – Ele assente e sai. Entro e deixo minha bolsa em cima do sofá e vou até a cozinha.
Lavo as mãos e fico pensando em o que fazer. Resolvo então fazer um macarrão ao molho branco com brócolis e bacon e como mistura bife acebolado. Pego as panelas e coloco no fogão acendendo o fogo e começo a separar os ingredientes. Logo escuto a porta batendo.
– Bárbara? – Paulo me chama ao entrar.
– Aqui na cozinha. – Falo um pouco mais alto e ele aparece sem o terno somente com a calça social e a camisa com as mangas arregaça. Todos os apartamentos são iguais, por isso ele me encontrou rápido.
– Quer ajuda? Sei fazer algumas coisas também. – Viro meu rosto em sua direção e sorrio. Vejo que ele faz o mesmo.
– Se quiser ajudar, tempere esses bifes por favor, vou fazê-los acebolados. Você gosta? – Pergunto pois tem gente que não gosta de cebola, já eu amo.
– Claro que sim! Adoro na verdade. Onde ficam os temperos? – Informo o lugar, ele os pega e passa a tempera-los.
Passamos a cozinhar na maior descontração. Ele me falando como aprendeu a cozinhar e eu falando que aprendi com minha mãe. Rimos com suas estórias. Paulo é uma pessoa muito agradável. Terminamos de fazer tudo e vamos até a mesa colocar as travessas com as comidas.
Demos graças pelo alimento e passamos a comer. O tempero da carne está maravilhoso.
– Hum...a carne está fantástica. Parabéns! – Ele me lança um sorrio sem dentes.
– Obrigado, aprendi com o chef Google. – Responde e solto uma gargalhada. Ele fica me olhando com um pequeno sorriso e vejo seus olhos brilharem. Paro de rir aos poucos,pois, vejo que ele ainda está me observando. Coloco alguns fios de cabelo atrás da orelha totalmente envergonhada. – Você tem um sorriso lindo e fica ainda mais linda quando está envergonhada sabia? – Paulo diz e sinto minhas bochechas queimarem. Ele amplia ainda mais seu sorriso. Abaixo minha cabeça e fica remexendo a comida em meu prato. Não consigo fita-lo. – E a propósito o macarrão está divino. – Diz e dá uma garfada generosa.
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A lei é o Amor.
RandomEm uma cidade pataca no interior de São Paulo que de dois ano e meio para cá vem sendo aterrorizado por assassinatos hediondos. Mulheres com mais de vinte e cinco anos sendo brutalmente assassinadas, tendo seu couro cabeludo arrancado. A única pista...
