Monte Alegre do Sul, uma cidadezinha com uma típica arquitetura com traços italianos, que cultiva morango e que anualmente é feita uma festa voltada a eles. É a típica cidadezinha pacata de interior. Morei aqui quando era pequenina. Na verdade, eu nasci e vivi nesta cidade até completar dezoito anos. Saí de lá e fui à capital de São Paulo para cursar direito na melhor Universidade do país a USP. Meu sonho sempre foi cursar direito e foi o que fiz. Prestei o vestibular e passei em primeiro lugar tirando noventa e oito. Fiquei emocionada demais por entrar na Universidade dos meus sonhos e também, por cursar o que tanto ansiava. Era meu sonho se tornado em realidade.
Meus pais, continuaram por lá durante alguns anos. Eu os visitava com frequência. Nunca havia saído de casa para nada. Sempre fui muito caseira, por assim dizer. Não tinha amigos então, minhas visitas eram constantes. Todo final de semana estava em casa.
Como a vida na capital era perigosa e não tinha uma moradia fixa em nenhuma república por não suportar bagunça, gritaria e sujeira e o aluguel é bem puxado para eu pagar sozinha, então, meus pais resolveram vir morar comigo. Vendemos nossa casa e demos entrada em um apartamento próximo à faculdade no bairro do Butantan onde a região é sede da Cidade Universitária da USP, principal instituição de ensino superior do Brasil. Além disso, o bairro abriga o Instituto Butantan, um dos maiores centros de pesquisa biomédica do mundo. Pude estudar e fiz estágio em alguns escritórios de advocacia, no Fórum e na Ministério Público por meio de concurso para estagiário e também na Polícia Civil. Este último, me mostrou em qual área eu queria atuar de verdade. Me apaixonei pela profissão, e decide que ao terminar a faculdade prestaria a prova para ser delegada. Foram cinco anos, mas, me formei como uma das melhores e antes de atuar como delegada, tive que prestar a prova da Ordem dos Advogados no Brasil a OAB e exercer a profissão por alguns anos. E neste tempo eu estudei muito. Foram três anos estudando para me tornar o que sou hoje. Sou delegada da Polícia Civil há cinco anos e amo o que faço e sou a melhor em tudo.
Em toda a minha vida sofri preconceito por ser negra e ainda mais por ser gorda. Muitas pessoas se intitulam como "gordinha". Comigo não tem essa. Uma pessoa que pesa noventa e cinco quilos e mede um metro e cinquenta e oito de altura não é gordinha é gorda mesmo. Por esta causa, sempre sofri com xingamentos de colegas de sala quando criança, olhares maldosos de pessoas da faculdade e até mesmo do serviço. Nunca me deixei abater por nada. Era duro ouvir e ver que as pessoas me consideravam inferior por eu ser negra e por meu sobrepeso sendo que, isso não mostra quem eu sou, ou mede meu caráter. Mas fazer o quê? Uma sociedade medíocre que dita as regras de como viver e ser, pisando em quem não faz o que lhe é imposto é motivo que chacota. Vivemos em uma sociedade banalizada.
Os sociólogos dizem que a sociedade é um conjunto de seres que vivem de forma organizada, que interagem, compartilham propósitos, gostos, preocupações e costumes. Estamos longe de ser assim. A única coisa em quem somos verdadeiramente uma sociedade é que somos sujeitos à mesma autoridade política, às mesmas leis e normas de conduta, por que de resto, vivemos em mundos diferentes onde o rico quer ser mais rico tirando do pobre o mínimo para viver ou melhor sobreviver. E essa é a nossa sociedade, um grupo de pessoas que não tem interesses comuns, que não se organizam em torno de uma atividade, e que não obedecendo a nada. Isso lhe é imposto, ninguém faz porque quer. Somos obrigados a seguir padrões e quem não os segue não está apto a viver em "sociedade".
Estou dentro de uma viatura da Polícia civil voltando à delegacia para dar por encerrado um crime de tráfico de drogas que estávamos trabalhando a alguns meses junto com a Policia Federal. Fomos acionados por um investigador da civil – que também estava no caso – que havia pego um menor armado que estava saindo de um barracão. Ele informou que haveria um descarregamento de drogas naquela manhã. Fomos até o local, cercando-o e prendendo toda a facção criminosa dando um total de dez pessoas fortemente armados e com dois mil quilos de droga que seriam enviados para a Colômbia naquela madrugada. Foi com a ajuda desta denúncia que solucionamos mais este caso.
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A lei é o Amor.
RandomEm uma cidade pataca no interior de São Paulo que de dois ano e meio para cá vem sendo aterrorizado por assassinatos hediondos. Mulheres com mais de vinte e cinco anos sendo brutalmente assassinadas, tendo seu couro cabeludo arrancado. A única pista...
